Weintraub não garante desbloqueio e ainda confirma mais um corte

Novo corte de R$ 926 milhões para pagar emendas de parlamentares que votaram a favor a reforma da Previdência.

Conjuntura / 22:41 - 16 de ago de 2019

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O ministro da Educação, Abraham Weintraub, admitiu nesta sexta-feira que a aprovação da reforma da Previdência não garante o desbloqueio do orçamento da educação e assumiu que a pasta ainda teve que retirar R$ 926 milhões do orçamento para pagar emendas de parlamentares que votaram a favor a reforma da Previdência.
Ele reconheceu ainda que tal remanejamento representa sim, um corte. “São emendas parlamentares, para projetos específicos, aí foi um corte. Não foi um corte da minha caneta”.
O corte equivale a 16% do total já bloqueado pelo MEC neste ano. No total, foram destinados R$ 3 bilhões do orçamento do governo para pagar emendas parlamentares, negociadas para a aprovação da reforma da Previdência.
O valor atinge setores como a manutenção da educação infantil, concessão de bolsas na educação superior e básica e apoio ao funcionamento de instituições federais de ensino.
Sobre a possibilidade de que os recursos contingenciados das universidades possam ser desbloqueados a partir de setembro, Weintraub foi evasivo. “Desde o primeiro momento a gente falou que contingenciamento não era corte, que a gente ia administrar uma crise herdada por governos passados na boca do caixa e que a previsão era que, caso passasse a reforma da Previdência, provavelmente já em setembro a gente teria um descontingenciamento. Simplesmente eu tô mantendo tudo o que eu estou falando há 120 dias”, disse.
 

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