Volume comprado aumenta, mas gastos apresentam redução no curto prazo

“Após um longo período de estagnação, a economia brasileira, aos poucos, apresenta sinais de...

Conjuntura / 10:44 - 16 de fev de 2018

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“Após um longo período de estagnação, a economia brasileira, aos poucos, apresenta sinais de recuperação, notadamente por causa da queda da inflação. O consumo de produtos de rápido consumo, que tem se reaquecido, registrou aumento de volume em toneladas de 2,2% nos meses de setembro, outubro e novembro de 2017 em comparação com o mesmo período do ano anterior. Quando analisado o ano móvel de dezembro a novembro de 2017 X 2016, houve crescimento de 1,4%”. A conclusão foi do Consumer Thermometer, estudo elaborado pela Kantar Worldpanel.

A análise relevou ainda que o valor gasto pelos brasileiros no curto prazo caiu, principalmente em relação aos produtos perecíveis – queda de 5,9%. No total da cesta, o índice ficou em - 0,5%. Higiene e beleza também apresentam números negativos, com – 1,1%.

Os dados relatam que no período analisado as bebidas saudáveis, como água de coco e chá líquido, ganharam força dentro dos domicílios brasileiros, principalmente entre novos compradores de todos os níveis socioeconômicos. Já o leite surge puxando a retração em valor.

Quando analisados os canais de venda, supermercado de vizinhança e farmácias se destacaram a longo prazo – varejo tradicional foi o que mais registrou queda, já o porta a porta registrou o pior desempenho no curto prazo.

A pesquisa aponta ainda que as marcas acessíveis fizeram sucesso entre os brasileiros no período estudado, crescendo 3 pontos percentuais em valor acima da cesta no país – a maior parte do aumento pode ser creditada principalmente às marcas locais. Mesmo assim ainda há espaço para as marcas premium, que conseguiram crescer 40% em valor, via promoção.

 

Preços no comércio eletrônico abrem ano em queda

Os preços do comércio eletrônico abriram 2018 em queda, aponta a medição do Índice Fipe Buscapé. São 14 meses consecutivos de deflação anual, ou seja, comparada ao mesmo mês do ano anterior. Na comparação ante ao mês de dezembro, os preços subiram 0,29%, o menor índice para o mês de janeiro desde o início da série histórica, há sete anos, e em linha com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Dos 10 grupos monitorados pelo índice FIPE Buscapé, cinco apresentaram redução em janeiro, na comparação ante ao mês anterior, tendo a queda sido impulsionada, principalmente, pelas categorias telefonia e celulares (-13,43%) e fotografia (-9,77%). Esporte e lazer (-3,99%), moda e acessórios (-3,38%) e informática (-1,99) também apresentaram queda. No campo oposto, registraram aumento de preço os grupos eletrônicos (0,26%), casa e decoração (1,26%), eletrodomésticos (2,11%), cosméticos e perfumaria (3,27%) e brinquedos e games (5,24%).

- Iniciamos 2018 com os preços em queda na comparação anual e a boa notícia é que, apesar dos preços terem subido na medição mensal, o índice foi o menor dos últimos 84 meses. A expectativa é que os preços do e-commerce se mantenham em queda, reforçando a competitividade do comércio eletrônico - afirma Sandoval Martins, CEO do Buscapé.

A cesta de produtos do comércio eletrônico tende a ser deflacionária em condições ideais de mercado. A comparação é feita sempre dos mesmos produtos, que propendem à desvalorização com a disseminação da tecnologia, lançamento de um produto superior na m

A inflação dos preços gerais, medida pelo IPCA, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) foi de 2,86% nos últimos 12 meses terminados em dezembro, inferior ao piso do intervalo de meta inflacionária de 3%, o que mostra que os preços do comércio eletrônico tiveram variação de -6,1% em relação aos preços gerais da economia.

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