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Venezuela mostra provas do plano de golpe no país

Rodriguez apresentou as evidências durante entrevista coletiva.

Internacional / 07 Fevereiro 2019 - 22:52

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O ministro das Comunicações venezuelano, Jorge Rodríguez, deu uma coletiva de imprensa nesta quinta-feira na qual apresentou evidências da tentativa de golpe pela direita contra o presidente constitucional Nicolás Maduro, com a participação dos governos dos Estados Unidos e da Colômbia.
O ministro revelou que, graças a uma operação de inteligência venezuelana, o coronel reformado Oswaldo Valentín García Palomo, que pretendia entrar no país para organizar um golpe militar, foi preso. 
O coronel denunciou que os governos dos EUA e da Colômbia apoiaram as ações do golpe, uma em maio de 2018 no marco das eleições presidenciais, e outro em janeiro deste ano, que foi frustrado.
Rodriguez informou que García Palomo coordenou a ação da cidade de Cúcuta, na Colômbia, e registrou inúmeros ingressos para Miami, apesar do pedido da Interpol de captura pelo presidente Maduro.
Após a sua captura, ele deu inúmeras declarações e, tendo em vista a gravidade de suas confissões, o promotor venezuelano aprovou a exibição de parte de suas delações para a imprensa.
“Esqueça todas essas coisas das operações humanitárias, tudo é uma farsa e uma mentira uma vez que a real intenção da administração de Donald Trump, John Bolton, Marco Rubio e Mike Pence, é a agressão militar contra a Venezuela”, denunciou. 
Em um material audiovisual, que faz parte da investigação das autoridades venezuelanas, García Palomo confessou as operações militares que pretendia conduzir na Venezuela.
Em seu depoimento, o coronel reformado reconhece que entrou em contato com um funcionário da Agência Central de Inteligência (CIA) na Colômbia.
O ex-coronel da Guarda Nacional explicou como seria levado a cabo o ataque contra o presidente Nicolás Maduro, em 4 de agosto de 2018. “O ataque perpetrado contra o presidente Maduro teve seu treinamento na Colômbia”, disse ele.
O ministro Rodríguez disse que, com relação à operação mais recente, o objetivo de derrubar o presidente Maduro deveria ocorrer em 27 de janeiro, depois em 31 de janeiro e, finalmente, em 3 de fevereiro, mas as ações foram frustradas.
Durante a coletiva de imprensa, também apareceu o nomes do ex-presidente colombiano Juan Manuel Santos
“Este golpe militar gestado por Santos tinha como intenção, violando a Constituição, impedir que a população se expressasse nas urnas no domingo de 20 de maio de 2018 (dia em que foram reali-zadas as eleições presidenciais)”, denunciou Rodriguez.
 

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