Advertisement

Vendas no varejo fecham 2017 em alta em três anos, mas receita perde para inflação

Conjuntura / 09 Fevereiro 2018

O volume de vendas do comércio varejista nacional acumulado nos 12 meses de 2017 cresceu 2,0%, o maior resultado desde dezembro de 2014 (2,2%), segundo os dados divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A receita nominal cresceu 2,2%, abaixo da variação do IPCA (inflação oficial) do ano, que fechou em 2,95%.

Em dezembro, o volume de vendas recuou 1,5% frente a novembro, na série com ajuste sazonal, após avançar 1,0% em novembro. Com isso, a média móvel trimestral ficou negativa (-0,4%). A receita nominal subiu 2,2%, abaixo da inflação pelo IPCA (2,95%). Na série sem ajuste sazonal, o comércio varejista cresceu 3,3% em relação a dezembro de 2016. Foi a nona taxa positiva seguida, embora menos acentuada que a de novembro (6,0%). O volume de vendas do varejo cresceu tanto no quarto trimestre de 2017 (3,9%) como no fechamento do ano (2,0%).

O levantamento do IBGE mostra ainda que no comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, o volume de vendas recuou 0,8% em relação a novembro de 2017, mas o avanço registrado no mês anterior (2,1%) contribuiu para que a média móvel trimestral ficasse estável (0,0%) no trimestre encerrado em dezembro. Frente a dezembro de 2016, houve avanço de 6,4%, oitava taxa positiva consecutiva, acumulando ganho de 4,0% no ano. O acumulado nos últimos 12 meses (4,0%) foi o mais elevado desde fevereiro de 2014 (6,4%).

Seis das oito atividades pesquisadas apresentaram variação negativa. As quedas mais acentuadas foram nos setores de outros artigos de uso pessoal e doméstico (-6,3%); livros, jornais e papelaria (-4,0%); hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-3,0%); e móveis e eletrodomésticos (-2,7%).

No varejo ampliado, o volume das vendas em dezembro recuou 0,8% em relação a novembro de 2017 na série com ajuste sazonal, com as vendas de veículos, motos, partes e peças e de material de construção também registrando queda de -0,1% e -1,7%, respectivamente.

Em relação a dezembro de 2016, o comércio varejista avançou 3,3%, com quatro das oito atividades em alta. O comércio varejista ampliado, com avanço de 6,4% frente a dezembro de 2016, registrou a oitava taxa positiva, impulsionada pelas vendas de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (4,5%).