Venda do BSI pelo Pactual sai por 330 milhões de francos a menos

Acredite se puder / 17 Julho 2017

O EFG International e o BTG Pactual chegaram a um acordo sobre o preço final pago pelo BSI Bank. O EFG pagará o equivalente a 971 milhões de francos suíços, menos que os 1,3 bilhão de francos suíços citados em fevereiro de 2016, quando a transação foi anunciada. No ano passado, a aquisição do BSI ajudou o EFG a quase dobrar de tamanho e se tornar um dos dez maiores bancos privados, depois do UBS, Credit Suisse e Julius Baer. Mas o acordo foi complicado pelos problemas judiciais do BSI, incluindo um escândalo que atingiu o fundo 1Malaysia Development Bhd (1MDB) e resultou na retirada de bilhões de clientes. Em comunicado, o BTG informou que devolverá 89 milhões de francos suíços do montante que o EFG havia pago pelo BSI. Conforme o documento, o acordo ainda inclui os 95 milhões de fracos suíços previamente impostos pela Autoridade Federal de Vigilância do Mercado Financeiro, ainda sujeitos a recurso em análise.

 

Cade arquiva acordos para sorvetes

A superintendência-geral do Cade recomendou o arquivamento de processo administrativo sobre os acordos de exclusividade entre Unilever Brasil e Nestlé no mercado de sorvetes. Em nota, o órgão informa que concluiu a análise do caso e que não encontrou indícios de conduta anticompetitiva por parte das empresas. Foram investigados dois tipos de acordos, um sobre a cessão de freezers e outro sobre exclusividade de vendas e merchansiding. “(…) a instrução realizada ao longo do processo não levantou elementos suficientes que indicassem que as práticas denunciadas se configuram infrações à ordem econômica capazes de beneficiar as empresas”, avaliou a superintendência-geral do Cade. A autarquia ainda destacou que as duas companhias vêm perdendo participação de mercado ao longo dos anos, com a entrada de novos agentes. O processo será encaminhado agora ao tribunal do Cade, que emitirá decisão final.

 

JBS fecha mais uma venda

A JBS informou que sua subsidiária indireta, a JBS Canadá, fechou um acordo para a venda de sua operação de confinamento e de uma fazenda adjacente, localizados em Brooks, no estado de Alberta, no Canadá, à MCF Holdings. O valor da transação foi de 50 milhões de dólares canadenses, cerca de US$ 40 milhões. O acordo de venda prevê que a MCF continuará fornecendo gado para a unidade de produção de carne bovina da JBS Canadá, em Brooks. A conclusão da transação, acrescenta o comunicado, está condicionada à aprovação pelas autoridades competentes. Além disso, o Conselho de Administração da companhia autorizou acordo para estabilização e renegociação de dívidas do grupo de alimentos e proteína animal com bancos credores. O acordo foi aprovado para ser realizado com os bancos Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Bradesco, Santander Brasil, BNP Paribas Brasil, HSBC Brasil, Rabobank, Banco Mizuho do Brasil, Citibank, Industrial and Commercial Bank of China, Bank of China (NY), além do Deutsche Bank e com a Cargill.

 

Cemig inicia venda da Light

A Cemig informou que assembleias de acionistas da Rio Minas Energia (RME) e da Luce Empreendimentos (Lepsa) decidiram pelo início de um processo de venda do bloco de controle da Light. As duas empresas são veículos financeiros por meio dos quais a Cemig detém participação indireta na Light. Além da Cemig, são sócios da RME e da Lepsa o Banco do Brasil, o Santander e a BV Financeira. A Cemig anunciou no final de junho que seu Conselho de Administração aprovou o início de processo para a venda da totalidade da fatia da empresa na Light, como medida de um amplo programa de desinvestimentos da elétrica mineira que visa reduzir dívidas.

 

BR Properties conclui compra de edifícios

A BR Properties concluiu a compra de dois edifícios que compõem o Condomínio Centenário Plaza, na cidade de São Paulo, por R$ 439,6 milhões. O empreendimento, conhecido como "Robocop", era detido pelo fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, Previ. A operação havia sido anunciada no final de maio deste ano, quando o preço anunciado foi de R$ 433,4 milhões.

 

OdontoPrev não recolherá previdência

A Odontoprev tomou conhecimento de trânsito em julgado da decisão que lhe garante não recolhimento da contribuição previdenciária incidente sobre remunerações dos credenciados, prestadores de serviço e beneficiários, disse a empresa em comunicado ao mercado. O montante estimado atualizado bruto da ação é de R$ 303 milhões, disse a companhia.