Varejo vai demorar de dois a três anos para voltar ao nível de 2013

Conjuntura / 11 Outubro 2017

O presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Alencar Burti, comenta os números divulgados hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em relação ao desempenho do varejo nacional ampliado em agosto. Ele espera que o Banco Central dê continuidade à queda da taxa básica de juros. Sobre uma recuperação completa do setor, avalia que o varejo vai demorar de dois a três anos para voltar aos níveis de 2013.

- Os dados demonstram que, quando comparado com o mesmo período de 2016, o comércio segue em recuperação, trata-se da quinta alta consecutiva. Refletem uma retomada moderada da economia, o que condiz também com o início de uma melhora da confiança do consumidor - analisa Burti, que também preside a Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp).

Por outro lado, ele ressalta que "a crise política retarda o andamento das reformas econômicas, o que impede uma recuperação mais intensa".

O presidente da ACSP chama a atenção para segmentos mais dependentes do crédito - como móveis, eletrodomésticos e veículos -, que apresentaram grande crescimento em agosto sobre igual mês do ano passado.

- O crédito está ajudando, mas a base de comparação é muito fraca.

Nos últimos três anos, o varejo ampliado caiu 18%.

 

Confiança do empresário do comércio volta a subir, Fecomércio-MG

Ancorado na atual recuperação da economia e na proximidade das festas de final de ano, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) de Belo Horizonte voltou a subir em setembro, quase atingindo o nível do otimismo (100 pontos). Após três quedas consecutivas, o indicador passou de 92,3 pontos, em agosto, para 95,5. Trata-se do maior índice para o mês desde 2014.

O levantamento, divulgado pela Federação do Comércio do Estado de Minas Gerais (Fecomércio-MG), tem como base os dados coletados mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), compilados e analisados para a capital mineira. De acordo com a analista de pesquisa da entidade, Elisa Castro, os números apontam para o aumento do otimismo, especialmente em função da melhora gradual do desempenho do comércio ao longo do ano.

Nesse panorama, o Icec de setembro apresentou crescimento nos três itens que o compõem. O Índice de Condições Atuais do Empresário do Comércio (Icaec) registrou expansão de 68,3 pontos para 75,2. No mesmo mês do ano passado, estava em 42,5.

O Índice de Expectativa do Empresário do Comércio (Ieec), único no campo do otimismo, também cresceu: de 127,7 para 128,1. Isso mostra que há boas perspectivas para os próximos meses, tanto em relação à própria loja, quanto ao setor e à economia do país. Cerca de 74% dos entrevistados acreditam em um cenário mais favorável para o comércio no futuro.