Uso de smartphones nunca foi tão alto no Brasil, aponta estudo

Informática / 15:18 - 25 de abr de 2016

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De acordo com o ComTech, elaborado pela Kantar Worldpanel, houve um aumento de 9,7% na compra de novos telefones em dezembro do ano passado em comparação com o mesmo período de 2014. Por causa disso, a penetração de smartphones no país nunca foi tão alta. Em 2015, o índice chegou a 49%, sendo que no ano anterior ficou em 27% - alta de 22 pontos percentuais de um ano para o outro. Em 2013 e 2012, respectivamente, os números eram 12% e 6%. As novas tecnologias oferecidas pelos telefones estão entre as razões que explicam a busca por aparelhos mais modernos. Para fazer as compras caberem em seu bolso, os brasileiros têm escolhido bem com o que vão gastar. A maior parte da população aposta em aparelhos de R$ 500 (46,1%), enquanto apenas 5,7% opta por modelos avaliados em mais de R$ 1.501. Já o gasto médio dos usuários de smartphones por plano não para de cair entre os planos pós-pagos. Em dezembro de 2015 ficou em R$ 72,10. Em 2014 era de R$ 77,93, enquanto que em 2013 batia a casa dos R$ 96,10. Estudo aponta que pais não protegem de forma efetiva seus filhos na internet Embora mais da metade (52%) dos pais acredite que os riscos que as crianças correm na internet estejam aumentando - do ciberbullying à apresentação de conteúdo inadequado - pouco mais de um terço deles (39%) conversa com seus filhos sobre as ameaças. É isto que mostra a pesquisa realizada pela Kaspersky Lab e pela B2B International. A pesquisa constatou que 20% dos adultos não faz nada para proteger seus filhos das ameaças web, apesar de uma proporção semelhante (22%) já ter visto seus filhos em contato com ameaças online, como a exibição de conteúdo inadequado, interação com estranhos ou ciberbullying. Para 53% dos entrevistados, a internet afeta negativamente a saúde ou o bem-estar das crianças: 1/3 dos pais (31%) acham que não têm controle sobre o que seus filhos veem ou fazem online e quase 2/3 (61%) não se dá ao trabalho de conversar com as crianças sobre as ameaças virtuais. Quando fazem algo, tomam medidas que podem ser ineficazes, como por exemplo, 28% dos entrevistados afirmaram verificar o histórico de navegação dos filhos, porém quando eles fazem isso, os danos já podem ter ocorrido. Apenas um quarto dos entrevistados (24%) usa algum tipo de software de controle parental. - Hoje, o uso de celulares e computadores para acessar a internet, muitas vezes fora da supervisão dos pais, faz parte da rotina dos jovens. Nosso estudo indica que um número significativo de pais não se sente capaz de gerenciar as atividades nestes dispositivos. No entanto, é possível tomar várias medidas simples, mas efetivas, para proteger as crianças sob sua responsabilidade. O importante é combinar medidas práticas, como a instalação de um software de controle parental, colocar os computadores nas áreas comuns da casa e dialogar abertamente com as crianças sobre as ameaças e como lidar com elas - explica David Emm, pesquisador-chefe de segurança da Kaspersky Lab.

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