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Uma viagem pelo inverno

Direito Ambiental / 19 Junho 2018

Seguimos em uma estrada de chão sem destino, conhecida e coberta por um azul de uma manhã alegre e descontraída, conduzindo a uma sensação de paz e harmonia.

Amanhã, dia 21 de junho, inicia o inverno; e novos ares vão ser introduzidos através de um contato com a Terra sobre os aplausos da natureza.

Chegando à estação, muitas espécies animais vão migrar para locais mais aquecidos e os dias irão se cobrir de uma temperatura muita amena, com a visita do frio em nosso dia a dia.

Nesta trilha que estou seguindo, pequenas gotas da chuva, de ontem, são impulsionadas pelo vento e transmitem um estado de paz que se iguala a serenidade que a natureza nos oferece neste contato direto com os seus valores.

Pássaros cantam em assovios eternos, pequenos mamíferos se assustam com a nossa presença, porém aos poucos se integram em nossa passagem pela natureza.

Neste contato com a fauna e a flora, sobre os envolvidos pelas diversas tonalidades de verde, que embora não exclusiva é a cor que mais predomina. Isto faz com que sentimos uma variedade de tons que abrigam o refúgio para o nosso próprio interior.

Prossegue a vereda e chegamos ao rio estreito que desce das montanhas e com seus ruídos permanentes, alimenta ainda mais este encontro romântico que estamos fazendo com a própria natureza.

Em nossa volta não existem vozes, reclamações, notícias desagradáveis porque o que a gente ouve é o silêncio a nos conduzir a uma visão que faz percorrer a imaginação do modo acolhedor em que todos se respeitam e se protegem junto ao meio ambiente.

Nestas ocasiões, entretanto, ao olharmos bem em nosso redor se desenvolve um sentimento de angústia e dor ao verificarmos o outro lado da moeda. Um homem explorador, os mais fortes impondo suas vontades e retirando da terra mais do que necessitam, apagando montanhas como se fosse um mero sopro para apagar velhinhas de um bolo de aniversário.

É como um espelho, o que estamos vendo agora; são imagens que se desenvolvem, onde a dor, a pobreza, a angústia se integram cada vez mais para retirar do homem o direito de uma vida normal e satisfatória.

Nestes momentos é que sentimos como estamos amordaçados, sem a possibilidade de ter o direto a uma vida sadia.

Não é difícil se conscientizar que o mau trato à biodiversidade, equilíbrio ecológico e a sustentabilidade vai nos conduzir à, cada vez mais, sentir a perda de nosso valor.

Há quem diga que ainda existe um rumo produtivo para se desfrutar às vantagens da natureza, sendo distribuídas quantitativamente a todos.

Esta esperança, contudo tem de ser alimentada por atitudes conservadoras, porém evolutivas para harmonizar a luta incansável do homem, tendo consciência de que degradar o ambiente não é o comportamento natural para termos uma vida saudável.

As imagens dessas realidades se identificam na percepção diária de como se afeta o meio ambiente, inclusive em datas significativas como o seu dia mundial, onde assistimos a manutenção irracional de nossa negligência em exigir dos órgãos públicos o comportamento das imposições que nossas leis consideram.

O que mais nos causa insegurança, é o que assistimos em excesso à ocorrência da poluição nos cobrindo com seu véu resistente, fazendo com que ecologicamente a conservação das espécies da flora e da fauna seja afetada, resultando muitas vezes em suas extinções.

É verdade que estamos assistindo uma incomparável mudança em nossa cultura, principalmente na área agrícola e na tentativa de se controlar o desmatamento. No entanto, temos que diariamente estar ciente de que a identidade do homem com a natureza é a chave de nossa salvação futura. Quem sabe com uma divisão humana quanto aos direitos de todos.

Para mudar esse quadro, fácil é sabermos que uma batalha permanente deverá se realizar, para que se possa conviver mutuamente sem diferenças irracionais as vantagens que a natureza nos proporciona.