Uma usina de Itaipu sendo queimada

Falta à ANP ação concreta para Brasil aproveitar o gás natural que está sendo produzido no pré-sal.

Fatos e Comentários / 20:32 - 2 de set de 2019

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A produção de gás natural tem crescido muito no Brasil, mas o aproveitamento é pequeno. Temos hoje mais de 40 milhões de metros cúbicos diários sendo queimados ou reinjetados nos poços, principalmente do pré-sal. Isso é mais do que todo o gás natural importado da Bolívia.

Se o volume que vem sendo desperdiçado fosse transformado como energia primaria em energia elétrica – mesmo sabendo que não é a melhor utilização, só para fins de comparação – seria equivalente a quase uma usina de Itaipu.

Técnicos do setor reclamam da falta de compromissos claros exigidos pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) para esse gás chegar a terra e, consequentemente, ao consumidor final, com preço dentro de padrões competitivos com outros produtos energéticos.

Não se muda essa situação com modelos teóricos ou com mera observação do funcionamento das regras de mercado, mas com medidas efetivas e firmes, defende um especialista. O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) deveria agir de imediato, pois a tendência, com a crescente produção do pré-sal, é que essa situação se agrave.

 

Ditadura nunca mais

A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) recebe nesta terça-feira, às 17h, ato público em defesa do Estado Democrático de Direito. Participam da realização a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e ex-membros da Comissão Nacional da Verdade (CNV) e da Comissão Estadual da Verdade do Rio de Janeiro (CEV-RJ).

O encontro servirá para a defesa da política de memória, verdade e reparação, na expectativa de que relembrando fatos tenebrosos que ocorreram no Brasil durante a ditadura militar (1964-1985) e buscando a devida reparação para as vítimas, iremos evitar que eles voltem a acontecer”, defendem as entidades.

 

Desvendando o ‘embromês’

GUERRA HÍBRIDA – As guerras do século XX foram chamadas guerras globais, pois não se limitavam ao uso de tropas e ações militares, mas envolviam toda população dos países envolvidos. A guerra sempre usou a espionagem e a desinformação, mas a guerra híbrida vai além: busca semear dúvida e até convicções errôneas pelas fontes das notícias.

Por exemplo: você houve de um líder de esquerda ou lê num jornal popular que a Lava Jato foi criada para combater a corrupção. Mas, na verdade, ela é um instrumento do sistema financeiro internacional e dos interesses estratégicos dos Estados Unidos da América (EUA) para se apossar da enorme riqueza petrolífera do pré-sal e destruir a competitiva engenharia brasileira, que ganha concorrências enfrentando empresas estadunidenses, nos EUA e em todo mundo. Esta farsa jato é um exemplo de guerra híbrida.

 

Brazil

Para atender a Trump, Bolsonaro aumenta cota de importação de etanol dos EUA em 20%. A medida se soma à venda da Embraer, entrega da Base de Alcântara, abertura das obras a empreiteiras dos EUA e desmonte da Petrobras. Isso de um governo que se autointitula nacionalista.

 

Rápidas

A Mauricio de Sousa Produções (MSP) informa que não tem relação com a postagem fake que circula nas redes e aplicativos de mensagens, com o uso indevido dos personagens da Turma da Mônica, solicitando, às crianças, o envio de dados de cartão de crédito e CPF de seus pais *** A rede de franquias Megamatte promove, 10 de setembro, a 2ª edição do Mega Talks, evento com palestras gratuitas voltadas para empreendedores, estudantes e formadores de opinião. Começa às 9h, no Nex Coworking (Ladeira da Glória, 26, zona Sul do Rio de Janeiro). O tema deste ano é “Alinhamento corporativo social no negócio – Como empresas enxergam a responsabilidade social e como suas ações dialogam com a proposta de geração de valor” *** A segunda edição do Fórum de Jornalismo Regional e Comunitário – a Comunicação que Cria Laços recebe, nesta terça-feira, palestra de Eugênio Bucci, jornalista e professor titular da Escola de Comunicação e Artes da USP. Ele apresentará o painel “Por que o Brasil precisa da imprensa – mais do que nunca”, a partir das 15h, no Teatro Unibes Cultural (Rua Oscar Freire, 2.500) *** O FGV CEIPE realiza nesta quarta-feira o seminário “Construção da Proposta Curricular no Território do Rio de Janeiro: como fazer o currículo chegar à sala de aula”, com a presença do secretário estadual de Educação, Pedro Fernandes, da diretora do CEIPE, Claudia Costin, e da diretora de Educação da Microsoft, Vera Cabral. Inscrições: bit.ly/2ZyPaYB

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