Advertisement

Uma pergunta ainda sem resposta: Quem mandou matar Marielle?

Viúva Monica Benício espera não ter que aguardar mais um ano pela resposta.

Rio de Janeiro / 12 Março 2019 - 23:12

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor

Próximo à data que marca um ano do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL), dois suspeitos pela execução da parlamentar e de seu motorista, Anderson Gomes, foram presos na manhã desta terça-feira.
O policial militar reformado Ronnie Lessa, de 48 anos, e o ex-policial militar Élcio Vieira de Queiroz, de 46, foram detidos por uma força tarefa da Operação Buraco do Lume, composta por polici-ais da Divisão de Homicídios da Polícia Civil do Rio de Janeiro e por promotores do Ministério Público. A investigação do Ministério Público e da Polícia Civil aponta que os policiais são responsá-veis pelo crime.
Segundo a denúncia das promotoras Simone Sibilio e Leticia Emile, assinada pelo juiz substituto do 4º Tribunal do Júri Gustavo Kalil, Lessa teria sido responsável pelos disparos enquanto Queiroz seria o motorista do Cobalt prata que perseguiu o carro da vereadora. Como a investigação aponta que o crime foi meticulosamente planejado ao longo de 3 meses, a operação também está apreenden-do documentos, celulares, computadores, armas dos suspeitos. Há indícios de que Lessa monitorava eventos que a vereadora participava através de um celular “bucha”.
Lessa foi preso na casa dele, no luxuoso condomínio Vivendas da Barra, na Barra da Tijuca, mesmo condomínio onde o presidente Jair Bolsonaro também tem casa e onde morou até se transferir para a Granja do Torto, em Brasília.
Apesar da prisão dos dois suspeitos da execução, resta saber ainda o principal: quem mandou matar Marielle e por quê. “Quem matou Marielle não foi apenas quem apertou o gatilho. Quem matou Marielle foi quem planejou a sua morte, foi quem desejou a sua morte, foi quem contratou, foi quem politicamente desejou eliminar Marielle. É muito importante para o país saber quem mandou matar Marielle, qual objetivo político e qual a motivação”, disse o deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ).
A presidente nacional do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), pediu uma investigação mais “criteriosa” sobre a relação dos autores dos crimes com o clã Bolsonaro. “Um mora no condomí-nio de Bolsonaro, outro tem sobrenome Queiroz. A princípio não quer dizer nada. Mas os antecedentes da família Bolsonaro, que abrigou um Queiroz e homenageou milicianos, requer investigação criteriosa de possíveis relações”, disse.
A viúva de Marielle, Monica Benicio, parabenizou às promotoras e todos os envolvidos nas investigações. Ela aguarda acesso aos detalhes das investigações. “Mas ainda falta a resposta mais ur-gente e necessária de todas: Quem mandou matar Marielle? Espero não ter que aguardar mais um ano para saber”, afirmou.
 

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor