Advertisement

Um terço do brasileiro teve credenciais financeiras roubadas

Golpe predileto é o phishing: muitas vezes basta capturar a senha para que a fraude se concretize

Informática / 11:23 - 20 de Dez de 2018

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor

Segundo o relatório da Kaspersky Lab "Da alegria das festas ao pânico das senhas: como administrar seu dinheiro online neste Natal", as compras virtuais são uma das atividades mais comuns na internet, abaixo apenas do e-mail. Embora a maioria das pessoas no Brasil (96%) esteja ciente das ciberameaças financeiras, 36% já deixaram suas credenciais financeiras caírem em mãos erradas.

A conveniência das compras virtuais pode ser muito atraente, mas algumas pessoas ainda estão preocupadas com o nível de proteção dos pagamentos virtuais. Infelizmente, este receio é justificável. A pesquisa mostrou que, dentre os 36% cujas credenciais financeiras foram comprometidas, um quarto (27%) nunca conseguiu resgatar seu dinheiro. Entre os motivos que colocam as finanças dos usuários em risco estão a dificuldade de controlar credenciais de pagamento após o uso em diferentes plataformas de e-commerce e a variedade de métodos de pagamento disponíveis.

Fazer compras pela internet é como visitar um shopping center gigante, onde as pessoas podem comprar itens de diversas lojas virtuais. Não surpreende que os consumidores podem ter dificuldades em controlar todos os pagamentos virtuais. Quase metade dos brasileiros (47%) tem como maior preocupação a possibilidade dos cibercriminosos acessarem suas credenciais financeiras. Outro ponto de preocupação é que um terço (34%) dos respondentes esquece ou nem tenta se lembrar dos sites e aplicativos em que compartilharam seus dados financeiros.

Para assegurar que suas credenciais de pagamento sejam fáceis de encontrar e de se lembrar, 12% dos brasileiros armazenam essas informações em seus próprios dispositivos. Isto pode tornar a experiência de compra algo mais conveniente, porém, se o dispositivo for perdido ou roubado, o usuário corre o risco de perder dinheiro (além de dados pessoas). O prejuízo fica ainda maior se considerarmos o acesso ao Internet Banking, já que o dobro de brasileiros (24%) também mantém esta informação nas anotações do smartphone.

A grande variedade de métodos de pagamento digital dá ao consumidor a liberdade de escolher a melhor forma de comprar bens ou serviços. Os métodos de maior preferência ainda são os boletos bancários, cartões de débito e crédito, transferências diretas entre contas bancárias e carteiras eletrônicas, como o PayPal. Porém, está crescendo a popularidade de outros métodos de pagamento. Quem faz compras frequentes pode acumular pontos em programas de fidelidade e usá-los para comprar novamente em uma determinada loja. E, graças aos smartphones e smartwatches, os consumidores não precisam nem carregar sua carteira, dinheiro físico ou cartões de plástico. Isso ajudou a tornar os pagamentos com dispositivos sem contato, como PayPass, Google Pay, Samsung Pay e Apple Pay, mais comuns. No Brasil, quase metade dos consumidores (47%) já utiliza esse método regularmente.

"No Brasil, a BlackFriday e as festas de fim de ano são o período com maior concentração dos golpes virtuais, visando a roubar dados das vítimas e causar prejuízo financeiro. O golpe predileto é o phishing, pois muitas vezes basta capturar a senha para que a fraude se concretize. É necessário que as pessoas estejam sempre alertas ao fazer compras e acessar serviços financeiros virtuais, proteger esses dispositivos hoje é uma necessidade", alerta Fabio Assolini, analista sênior de Segurança da Kaspersky Lab.

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor