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Um Paulo Preto vale por dois Geddel Vieira

Operador do PSDB tinha cerca de R$ 100 milhões em espécie em dois apartamentos em São Paulo.

Conjuntura / 19 Fevereiro 2019 - 23:02

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O procurador Roberson Pozzobon afirmou nesta terça-feira que o bunker de dinheiro de Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, operador do PSDB e preso nesta terça-feira na 60ª fase da Operação Lava Jato, tinha o dobro de dinheiro do que o que havia no apartamento usado pelo ex-ministro Geddel Vieira Lima para guardar propina. De acordo com o procurador, o operador tinha cerca de R$ 100 milhões em espécie em dois apartamentos em São Paulo. A Polícia Federal encontrou no “bunker de Geddel” R$ 51 milhões em setembro de 2017. Agentes também cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao ex-senador tucano Aloysio Nunes Ferreira Filho, suspeito de receber propina da Odebrecht.
Após também ter sido alvo, na manhã desta terça-feira, de mandados de busca e apreensão da 60ª fase da Operação Lava Jato, o ex-ministro de Relações Exteriores do Governo Temer, Aloysio Nunes, pediu demissão do cargo de presidente da Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade (Investe SP). A decisão foi anunciada depois de reunião com o governador João Doria. 
As investigações da Operação Lava Jato apontaram que, “em 26 de novembro de 2007, por intermédio da offshore Klienfeld Services Ltd, a Odebrecht transferiu € 275.776,04 (euros) para a conta controlada por Paulo Preto, em nome da offshore Grupo Nantes, na Suíça”.
“A apuração identificou que, no mês seguinte, a partir da referida conta de Paulo Preto, foi solicitada a emissão de cartão de crédito, vinculado à sua conta, em favor de Aloysio Nunes Ferreira Filho. O banco foi orientado a efetuar a entrega do cartão de crédito no Hotel Majestic Barcelona, na Espanha, para Aloysio Nunes Ferreira Filho, que estaria hospedado no hotel entre 24/12/2007 e 29/12/2007”, disse o MPF. Ou seja, o dinheiro da conta suíça, controlado por Paulo Preto, era usado por Aloysio Nunes, conclui o Ministério Público.
 

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