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Um em quatro brasileiros acessa pornografia no trabalho

Estudo revelou que negligência da equipe contribuiu em 46% dos incidentes de cibersegurança nas empresas da América Latina.

Informática / 15 Janeiro 2019 - 15:11

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Segundo estudo regional da Kaspersky Lab, desenvolvido pela consultoria de pesquisa de mercado chilena Corpa, 19% dos homens latino-americanos admitem ver conteúdo adulto em seus computadores do trabalho. De acordo com os resultados, os peruanos são os que mais acessam este tipo de conteúdo (26%), seguidos pelos brasileiros (24%), mexicanos e argentinos com 19%. Os que menos procuram conteúdo sexual no escritório são os chilenos (14%) e colombianos (12%). As mulheres também responderam a esta pergunta e as colombianas lideram este hábito, com 13%, seguidas das peruanas (10%), mexicanas e brasileiras com 9%. No fim da lista estão as argentinas e as chilenas com 7% e 4%, respectivamente.

De acordo com o estudo publicado no início de 2018, 17% dos usuários chilenos infectados por malware para celular em 2017 sofreram ataques usando temas pornográficos. Também foi visto que os trojans bancários disfarçados de players de vídeo pornô estão em segundo lugar entre os tipos mais difundidos de malware dirigido por pornografia, seguido por malware com acesso root e ransomware. O último, em muitos casos, usa táticas de scareware: um programa malicioso que bloqueia a tela e exibe uma mensagem que indica que o conteúdo ilegal foi detectado e, portanto, o dispositivo foi bloqueado. Para desbloqueá-lo, a vítima deve pagar por um resgate.

Esta pesquisa, que faz parte da campanha "Ressaca Digital", promovida pela Kapersky Lab para aumentar a conscientização sobre os riscos aos quais os usuários da internet estão expostos quando navegam sem precauções, também mostrou que, além de olhar por conteúdo sexual no trabalho, os homens são os que mais realizam compras virtuais no trabalho. Em média, 42% deles o fazem, principalmente os jovens entre 25 e 34 anos. Em contrapartida, as mulheres entre 18 e 24 anos de idade são as que menos compram pela internet no horário do expediente.

Mas o grande vilão é o e-mail pessoal, 73% dos trabalhadores latino-americanos – homens e mulheres – declaram ler seu correio eletrônico no escritório e 49% afirmam que verificam e postam em suas redes sociais. Destes, 40% não vêem grandes inconvenientes e usam como justificativa o fato de passarem a maior parte do dia no trabalho.

Além disso, 25% dos latino-americanos dizem que não têm um laptop projetado exclusivamente para o trabalho e, se tivessem, 30% o conectaria a uma rede pública wifi (cafés, restaurantes e aeroportos) se estivessem fora do escritório, enquanto apenas 8% dizem que se conectariam a uma rede virtual privada (VPN).

Para 30% dos entrevistados que afirmaram pertencer a uma empresa com mais de 300 funcionários, apenas 44% seguem uma política de segurança corporativa que protege o uso de celulares ou laptops corporativos. Outros 35% não são controlados por nenhuma política e 21% não sabem se sua empresa conta com alguma regra neste sentido. Destes, 29% correspondem a jovens entre 18 e 24 anos.

O estudo foi desenvolvido em agosto de 2018 pela Corpa para a Kaspersky Lab e considerou uma amostra de 2.326 entrevistas virtuais com usuários entre 18 e 50 anos do Chile, Argentina, Peru, Brasil, Colômbia e México.

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