Ultrapar afirma que terminal em Santos deve voltar operar no final do ano

Empresas / 15:58 - 12 de mai de 2016

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A Ultrapar disse que o terminal em Santos da Ultracargo que teve um incêndio no ano passado deverá voltar a operar já no final deste ano, após os laudos do Instituto de Criminalística, de acordo com o diretor Financeiro e de Relações com Investidores, André Pires. Segundo ele, a companhia obteve autorização em fevereiro para a segunda fase de reconstrução do terminal que envolve o comissionamento e a previsão é encerrar essa fase em agosto. "Os peritos devem finalizar o laudo no segundo semestre do ano e após isso será possível saber as causas do acidente. A expectativa é que esteja apto a operar pelas autoridades no final desse ano", disse o executivo. Com relação ao seguro relativo ao incêndio, Pires afirmou que tem a expectativa de continuar recebendo o valor nesse trimestre [segundo] porque faz parte de reembolsos relativos ao ano passado. "Chamamos de adiantamento porque ainda não temos o laudo final". A empresa recebeu adiantamentos de seguro referentes a certas despesas de salvamento e contenção incorridas em 2015 no valor de R$ 30 milhões e pagou multa no valor de R$ 16 milhões para a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB) no primeiro trimestre do ano. A parte indisponível do terminal corresponde a 185 mil metros quadrados de capacidade, 55% da capacidade operada pela Ultracargo em Santos e 23% da capacidade total da companhia. A companhia obteve lucro líquido de R$ 387,9 milhões no primeiro trimestre do ano, queda de 0,3% na comparação com o mesmo intervalo de 2015. A receita líquida no trimestre somou R$ 19,52 bilhões, alta de 12% ante o mesmo trimestre do ano passado. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da companhia no primeiro trimestre de 2016 cresceu 7% na comparação anual, para R$ 1,057 bilhão. O volume de combustíveis vendido no segmento Ipiranga caiu 3% no trimestre na comparação anual, refletindo o aumento nos dados de desemprego desde meados de 2015 e a deterioração na relação preço de combustíveis e renda da população. Na Ultragaz, houve aumento de 1% no volume vendido, fruto de iniciativas comerciais para adição de novas revendas.

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