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Trump faz nova ameaça aos chineses e derruba as ações

Presidente dos EUA aumenta pressão. Mineradora de bitcoin pede concordata. Light desiste de captação

Acredite se puder / 27 Novembro 2018

Donald Trump voltou a ameaçar impor uma tarifa aduaneira reforçada de 25% sobre todos os bens importados da China. Em entrevista ao The Wall Street Journal, o presidente dos EUA avisou que dará continuidade ao plano de aumentar as tarifas, atualmente impostas em cerca de US$ 200 bilhões em bens chineses, caso não haja acordo com o presidente Xi Jinping nos encontros que serão realizados durante a reunião do G20, no próximo final de semana. E uma vez mais os investidores voltaram a ficar apreensivos.

 

Mineradora de bitcoin pede concordata

A Giga Watt, empresa de mineração de bitcoin, pediu proteção contra falência, em um tribunal de Washington, pois não conseguiu pagar seus 20 maiores credores; suas dívidas já superam US$ 7 milhões. Entre eles está um provedor de serviços em sua sede no condado de Douglas, que reivindica cerca de US$ 300 mil, e uma empresa fornecedora de energia elétrica Neppel Electric, credora de quase US$ 500 mil. A decisão foi tomada após a reunião especial entre os acionistas da mineradora, que chegaram à conclusão de que a companhia estava insolvente e incapaz de pagar suas dívidas. Decidiram que os credores seriam melhor atendidos sob o Capítulo 11 do Código de Falências dos Estados Unidos

A Giga Watt calculou seus ativos no valor de menos de US$ 50 mil, enquanto os passivos estimados ficaram na faixa de US$ 10 milhões a US$ 50 milhões. Porém, como tudo no mercado das criptomoedas é bastante confuso, três dias depois de pedir a concordata, a empresa apresentou uma petição à corte, solicitando alteração nos valores de ativos, que passaram de US$ 50 mil para US$ 10 milhões a US$ 50 milhões, com a alegação que a documentação anterior teria sido feita às pressas.

A Giga Watt foi fundada pelo norte-americano Dave Carlson, que apresentou aos investidores o plano de abrir a indústria para mineradores de menor porte, criando “pods” de mineração personalizados. Entre as facilidades oferecidas para os iniciantes, estava o fornecimento de eletricidade estável e mais barata em uma instalação no centro de Washington, bem como o serviço de manutenção 24 horas. Com isso, levantou US$ 22 milhões em 2017 numa Oferta Inicial de Moeda (ICO). Como a empresa não cumpriu os prazos estabelecidos para a expansão, em janeiro deste ano um grupo de investidores processou a Giga Watt por supostamente conduzir uma oferta de títulos não registrada. Eles reclamaram que, além dos atrasos na construção, as promessas de devolução dos investimentos também não foi cumprida, gerando, assim, o processo. Essa parte deverá ser resolvida pela Securities and Exchange Commission.

 

Light desiste de captação e ações desabam

Através de fato relevante, a Light informou que não vai realizar uma captação de recursos por meio de oferta pública de ações, ancorada por fundos de investimento liderados pela GP Investments, conforme um memorando de entendimento assinado em agosto. Por causa disso, as ações da companhia chegaram a registrar perdas de até 15%. Depois, houve pequena reação, e a desvalorização foi reduzida para 10,30%, e a ação voltou para o nível de R$ 15,44. Os gráficos diários da Light mostram que, na última terça-feira, um grande gap foi formado. Em compensação, o buraco deixado pela rápida valorização, nessa faixa de preços, já foi fechado.

 

Ações da Oi continuam se esborrachando

No pregão desta terça-feira, as ações foram cotadas a R$ 1,48, com perdas de 5,73%. Interessante é que, no dia 31 de maio de 2011, a cotação atingiu a máxima de R$ 95,90. Isso foi antes do envolvimento com a Portugal Telecom, que só trouxe problemas para a operadora brasileira.