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Trump derruba crescimento mundial

Comércio entre EUA e China diminuiu 15% desde setembro de 2018.

Internacional / 22:10 - 21 de Mai de 2019

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Em meio a altas tensões comerciais e incerteza política, a ONU cortou a previsão de crescimento econômico do mundo para este ano e para o próximo. No lançamento de seu principal relatório anual em janeiro, economistas da ONU alertaram para os “riscos no horizonte”. Cinco meses depois, com disputas comerciais e aumento de tarifas, esses temores foram confirmados.

As previsões contidas no relatório de janeiro, que eram de alta na economia de 3% em 2019 e 2020, agora foram revisadas para baixo: espera-se agora que o crescimento este ano não passe de 2,7%; no ano que vem, a expectativa é de alta de 2,9%. Em 2018, a economia mundial cresceu 3%.

Espera-se que o crescimento econômico na América Latina e no Caribe aumente lentamente, mas os riscos permanecem devido a fatores externos e domésticos. O PIB deverá crescer apenas 1,1% em 2019 e 2% em 2020, após um crescimento de 0,9% em 2018.

A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) também reduziu suas previsões para vários países, entre eles o Brasil. A entidade espera que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresça 1,4% em 2019 e 2,3% em 2020. A expectativa anterior era de crescimento de 2,1% este ano e 2,4% no próximo.

A OCDE afirma que desaceleração da economia é fruto das incertezas em torno das políticas do Governo Bolsonaro. “A fragmentação política no Brasil e, às vezes, a relação difícil entre diferentes alas do governo complicam a construção de um consenso político para a aprovação de reformas-chave”, disse a Organização em comunicado.

A expectativa da OCDE para a economia mundial este ano é mais otimista que a da ONU: alta de 3,2%. Pelo lado dos países desenvolvidos, o destaque vem dos Estados Unidos. A OCDE revisou para cima a projeção do PIB norte-americano: de 2,7% para 2,8%.

Por seu lado, a ONU atribui à guerra comercial lançada pelo presidente Donald Trump o motivo para piora nas expectativas. O comércio bilateral de mercadorias entre os Estados Unidos e a China diminuiu mais de 15% desde setembro de 2018.

Se as tensões comerciais aumentarem ainda mais, os efeitos da mudança climática acelerarem ou houver uma súbita deterioração das condições financeiras, a desaceleração poderá ser mais acentuada ou mais prolongada, alerta a ONU.

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