Trump decide não apoiar mais a entrada do Brasil na OCDE

De acordo com Celso Amorim, 'ou Trump não está nem aí para Bolsonaro, ou a burocracia do governo americano não está nem aí para Trump'.

Internacional / 12:34 - 10 de out de 2019

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O governo do presidente dos EUA, Donald Trump, se recusou a endossar a tentativa do Brasil de ingressar na Organização de Cooperação e Desenvolvimento (OCDE). Trata-se de uma reversão após meses de apoio público das principais autoridades e reflete o isolamento político de Jair Bolsonaro no exterior.

As informações são do Brasil 247.

Segundo uma cópia de uma carta enviada ao secretário-geral da OCDE Angel Gurria em 28 de agosto, o secretário de Estado Michael Pompeo rejeitou um pedido para discutir mais ampliações do clube dos países mais ricos. "Os EUA continuam a preferir o alargamento a um ritmo medido que leva em consideração a necessidade de pressionar pelo planejamento de governança e sucessão", afirmou a carta. O teor do documento foi publicado na Bloomberg News.

De acordo com ex-chanceler brasileiro Celso Amorim, "ou Trump não está nem aí para Bolsonaro, ou a burocracia do governo americano não está nem aí para Trump".

Em março, Trump afirmou em entrevista coletiva com Bolsonaro na Casa Branca que apoiou o Brasil na adesão ao grupo de 36 membros. Em julho, o secretário de Comércio dos EUA, Wilbur Ross, reiterou o apoio de Washington ao Brasil durante uma visita a São Paulo.

Numa política de submissão aos EUA, o Brasil ofereceu a Trump a entrega da plataforma de lançamento de foguetes de Alcântara, no Nordeste do país, viagens sem visto para turistas dos EUA e cooperação na Venezuela.

 

China - EUA e a China retomam negociações, em nível ministerial, nesta quinta-feira em Washington. O encontro será o primeiro entre altos representantes dos dois países desde julho.

O representante americano do Comércio, Robert Lighthizer, e o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, reúnem-se com a delegação chinesa, que é chefiada pelo vice-primeiro-ministro, Liu He.

Alguns observadores estão na expectativa de que Washington e Pequim cheguem a um entendimento parcial em certas questões. Entre ele, está o compromisso da China de aumentar as importações de produtos agropecuários americanos.

Alguns representantes de linha dura do governo e do Congresso dos EUA exercem pressão para que haja negociações abrangentes, abarcando direitos de propriedade intelectual.

O presidente Donald Trump declarou que, a partir do dia 15, o governo americano aumentará de 25% para 30% as tarifas que incidem sobre US$ 250 bilhões em importados da China.

A agência Bloomberg News informa que a Casa Branca pensa em propor a execução de um pacto monetário acertado previamente. A sua execução suspenderia a elevação das tarifas e serviria como primeiro estágio para um acordo comercial. Seria seguida de negociações sobre propriedade intelectual e outras questões consideradas de importância máxima.

 

Com informações do Brasil 247; e da Agência Brasil, citando a NHK

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