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Trump ameaça castigar se a UE não ceder

Donald Trump ameaçou a União Europeia com uma “tremenda” capacidade de castigo em matéria comercial, especialmente...

Acredite se puder / 19 Julho 2018

Donald Trump ameaçou a União Europeia com uma “tremenda” capacidade de castigo em matéria comercial, especialmente no setor automobilístico, uma semana antes de receber o presidente da Comissão Europeia. “Dizemos que, se não negociarmos algo justo, temos uma tremenda capacidade de castigar, que não queremos usar, mas temos grandes poderes”, declarou o presidente norte-americano, durante reunião com os seus secretários na Casa Branca, para preparar a reunião com Jean-Claude Juncker. “Incluídos os automóveis. Os automóveis são o mais importante. E sabem do que estamos falando a propósito de automóveis e taxas alfandegárias”, acrescentou.

Trump insistiu na necessidade de a UE ceder às suas exigências de facilitar o acesso dos produtos norte-americanos ao mercado europeu e ameaçou com a aplicação de taxas alfandegárias de até 20% sobre as importações de automóveis provenientes da UE. Seu governo já aplicou taxas alfandegárias às importações de aço e alumínio provenientes da UE como parte da sua agressiva agenda protecionista, medida que teve como resposta dos europeus ações similares de represália comercial, aumentando as taxas alfandegárias sobre várias importações oriundas dos EUA.

As declarações de Trump foram feitas uma semana antes de receber Juncker, na Casa Branca, a 25 de julho, para discutir um amplo conjunto de assuntos, incluindo políticas internacionais e de segurança, segurança energética e crescimento econômico. O Departamento norte-americano do Comércio conduz dois dias de audiências no seu inquérito para determinar se as importações de automóveis representam uma ameaça à segurança nacional. A administração Trump ameaça impor tarifas de 25% aos automóveis que entrem no país, com base nessa justificação. A Comunidade Europeia, no entanto, já avisou Washington de que novas tarifas sobre veículos e componentes, responderá na mesma moeda, prejudicando o setor de automóvel norte-americano, cujas exportações são estimadas em US$ 294 bilhões.

 

Preferem queimar produtos

As marcas consideradas “premium” têm por prática fazer desaparecer produtos não vendidos para evitar que sejam colocados no mercado a preços inferiores, evitando a degradação da imagem da marca. No ano passado, a Burberry. marca de artigos de luxo inglesa, queimou 28,6 milhões de libras, cerca de R$ 150 milhões, de roupa, acessórios e perfumes não vendidos. Houve aumento de 6% em relação às eliminações feitas em 2016. Uma parte importante dos produtos queimados foram perfumes, por causa do acordo com a norte-americana Coty, que previa o lançamento de novos produtos, e, com isso, a britânica teve de se desfazer de aproximadamente 10 milhões de libras.