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Trump acirra a guerra comercial entre EUA e China

Internacional / 12 Julho 2018

Os Estados Unidos decretaram a cobrança de novas taxas de 10% sobre US$ 200 bilhões em importações da China, como represália à resposta dos chineses aos encargos aplicados anteriormente pelo governo norte-americano. 
Na última sexta-feira, entraram em vigor tarifas de 25% que os EUA aplicaram sobre US$ 34 bilhões em produtos chineses, como primeira parte de um pacote de tarifas sobre US$ 50 bilhões. Na ocasião, a China respondeu com as mesmas medidas. 
O país asiático considerou “totalmente inaceitável” a nova decisão dos Estados Unidos e anunciou que tomará as medidas necessárias. Em comunicado, um porta-voz do Ministério do Comércio chinês disse que “a atitude dos EUA prejudica a China, o mundo e a eles mesmos”.
Os chineses pediram aos membros da Organização Mundial do Comércio (OMC) que se unam solidariamente e “resistam” às práticas protecionistas dos Estados Unidos. 
“O ponto negativo é que essas tensões podem desacelerar o crescimento global, o que poderia prejudicar os mercados emergentes, tanto em termos de exportações, quanto em relação ao crescimento do investimento estrangeiro”, alerta Penelope Prime, diretora do Centro de Pesquisa da China na Universidade do Estado da Georgia (EUA).
A guerra comercial será cíclica, avalia Cui Daiyuan, professor de economia na Universidade de Xangai, na China. “O Brasil também pode ser afetado pelo protecionismo dos EUA, embora ganhe no curto prazo com o desvio do fornecimento de commodities”.