Advertisement

Tratado de extradição entre Brasil e Argentina será aprimorado

Bolsonaro disse no Twitter que a reunião é 'grande oportunidade' de estreitar as relações com o país vizinho.

Política / 16 Janeiro 2019 - 12:08

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, disse hoje que o tratado de extradição entre Brasil e Argentina será aprimorado. Nesta manhã, Moro reuniu-se com os ministros argentinos de Justiça e Direitos Humanos, Germán Garavano, e da Segurança, Patrícia Bullrich. Eles acompanham o presidente da Argentina, Mauricio Macri, em sua visita oficial ao Brasil.

Moro falou rapidamente com a imprensa após a apresentação das delegações no Palácio do Planalto, onde Macri foi recebido pelo presidente Jair Bolsonaro. Para o ministro brasileiro, os tratados de extradição são antigos, e a revisão vai permitir uma comunicação mais rápida entre os dois países.

"As formas de comunicação hoje são outras, e a percepção é de que há uma necessidade de sempre agilizar esses mecanismos de cooperação", afirmou.

O tratado de extradição entre o Brasil e a Argentina foi assinado em 1961 e o decreto de aprovação, promulgado em 1968 no Brasil.

O presidente Jair Bolsonaro disse hoje no Twitter https://twitter.com/jairbolsonaro que a reunião com o presidente argentino é uma "grande oportunidade" de estreitar as relações com o país vizinho.

As negociações para acordos bilaterais, além de medidas de flexibilização do Mercosul (bloco que reúne Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, uma vez que a Venezuela está suspensa momentaneamente) e a crise na Venezuela estarão na pauta da conversa entre os presidentes.

Acordos deverão ser negociados nas áreas de comércio, combate ao crime organizado e corrupção, indústria de defesa, desenvolvimento espacial, energia nuclear e dinamização do comércio bilateral.

A discussão sobre o futuro do Mercosul deve incluir a alternativa da adoção de regras que permitam acordos bilaterais entre membros do grupo, outros blocos e países, sem obrigatoriamente passar pela chancela do Mercosul.

Os dois líderes devem conversar também medidas para avançar as negociações do bloco que já estavam em curso até o fim de 2018, como é o caso com a União Europeia, além de propor uma agenda interna que inclua a simplificação da estrutura tarifária, a convergência regulatória e a diminuição de barreiras internas entre países-membros.

A crise venezuelana está no foco das preocupações de Bolsonaro e Macri. Assim como o Brasil, a Argentina assinou, no âmbito do Grupo de Lima, que reúne 14 países, declaração conjunta em que não reconhece a legitimidade do segundo mandato do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e defende novas eleições.

Brasil e Argentina atuam em consonância com a Organização dos Estados Americanos (OEA) pela implementação de medidas de transição democrática no país vizinho. Recentemente os dois países, do âmbito do Grupo de Lima, rechaçaram a prisão do presidente da Assembleia Constituinte da Venezuela, Juan Guaidó, um dos principais líderes oposicionistas.

Mauricio Macri chegou por volta das 10h30. É a primeira visita oficial de um chefe de Estado desde a posse de Jair Bolsonaro, no dia 1º de janeiro.

A cerimônia oficial de chegada de Macri contou com a revista às tropas e a subida da rampa do Palácio do Planalto, onde foi recepcionado pelo brasileiro. Depois dos cumprimentos para as fotos no Salão Nobre, houve a apresentação das delegações.

Bolsonaro e Macri têm um encontro privado na sala de audiências no terceiro andar. Em seguida, haverá reunião ampliada com os ministros e outras autoridades dos dois países. O último compromisso no Planalto é uma declaração à imprensa.

Em seguida, os presidentes seguem para o Palácio Itamaraty, onde será oferecido um almoço a Macri por Bolsonaro.

 

Com informações da Agência Brasil

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor