Trabalho com carteira assinada sobe pelo 4º mês

Rio de Janeiro, porém, foi um dos três estados que tiveram saldo negativo.

Conjuntura / 23:22 - 23 de ago de 2019

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Pelo quarto mês consecutivo, o emprego formal cresceu no Brasil. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta sexta-feira mostram a abertura de 43.820 vagas de trabalho com carteira assinada em julho, um crescimento de 0,11% em relação ao estoque de junho.
Também houve crescimento no emprego se considerados os resultados dos sete primeiros meses deste ano. De janeiro a julho foram abertas 461.411 vagas formais, variação de 1,20% sobre o esto-que. Em 2018, no mesmo período, as novas vagas tinham somado 448.263.
Nos últimos 12 meses, o saldo ficou positivo em 521.542 empregos, variação de 1,36%. Assim como no acumulado do ano, os últimos 12 meses tiveram crescimento maior do que no período ante-rior. Em 2018, o saldo tinha ficado positivo em 286.121 vagas.
De acordo com o secretário de Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Dalcolmo, no mês o destaque foi para o setor da construção civil, que apresentou resultados melhores que nos meses anteriores, reflexo de investimentos recentes no setor, especialmente no Estado de Minas Gerais.
Dos oito setores econômicos, sete contrataram mais do que demitiram em julho. O saldo ficou positivo na construção civil, serviços, indústria de transformação, comércio, agropecuária, extrativa mineral e serviços industriais de utilidade pública. Apenas administração pública apresentou saldo negativo. Principal destaque do mês, a construção civil teve saldo de 18.721 novos postos de traba-lho. 
Pela modalidade de trabalho intermitente, que prevê o trabalho sem horário fixo e com o empregado recebendo apenas pelas horas trabalhadas, foram registradas 12.121 contratações e 6.575 demis-sões em julho, um saldo positivo de 5.546 empregos.
O salário médio de admissão em julho foi de R$ 1.612,59, enquanto a média na demissão foi de R$ 1.768,34. Quando descontada a inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Con-sumidor), houve aumento de 0,4% no salário de contratação e de 0,16% no salário de desligamento, na comparação com junho.
Os piores resultados foram Espírito Santo, onde foram fechadas 4.117 vagas, Rio Grande do Sul, com 3.648 postos a menos e Rio de Janeiro, que fechou julho com saldo negativo de 2.845 postos.
 

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