Trabalhadores da Dataprev entram em greve

Funcionários reivindicam o fim das demissões e da privatização.

Conjuntura / 23:03 - 24 de jan de 2020

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O ataque aos trabalhadores não para. O alvo atual do governo de Jair Bolsonaro são os servidores de tecnologia da informação do governo federal. Por conta disso, os mais de três mil profissionais da Dataprev decidiram entrar em greve na sede da empresa, em Brasília, e em várias regionais espalhadas pelo país nos próximos dias. Na Bahia, no Rio Grande do Sul e em Sergipe, a greve já começou. No Distrito Federal a paralisação vai começar nesta próxima segunda-feira. Eles reivindicam o fim das demissões e da privatização.

Edson Simões, secretário-geral do Sindicato dos Empregados de Empresas de Processamento de Dados do Distrito Federal (Sindpd), avalia que a população vai ser prejudicada e o país vai empobrecer cada vez mais com as privatizações. “É um processo que está iniciado há muito tempo. Esse trem, ele não para. Está a todo momento andando, avançando. O governo vai fazer tudo para colocar a população contra os trabalhadores, para respaldar as ações dele”, afirmou. Criada em 1974, a Dataprev é responsável pelo processamento mensal do pagamento de 35 milhões de benefícios previdenciários.

Já o diretor da Federação Nacional dos Empregados em Empresas e Órgãos Públicos e Privados de Processamento de Dados, Serviços de Informática e Similares (Fenadados), Eudes da Silva, destacou que o governo Bolsonaro “está atropelando tudo, não está dialogando com a representação dos trabalhadores”. Um dos motivos da greve é que a Fazenda Nacional deu sinal verde para a privatização da Dataprev. Em entrevista recente à Rádio Gaúcha, Mattar acusou os trabalhadores do Serpro e da Dataprev de venderem os dados da população, sem apresentar qualquer prova.

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