Advertisement

Theresa teimosa que reapresenta proposta de acordo já recusada

Reino Unido pode ser expulso se não participar das eleições europeias.

Acredite se puder / 20 Março 2019 - 16:50

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor

Theresa May formalizou o pedido de adiamento do Brexit sem ter garantido a possibilidade de apresentar nova proposta para votação no parlamento, solicitando ao presidente do Conselho Europeu a extensão do artigo 50 do Tratado de Lisboa até ao próximo dia 30 de junho, o que significa adiamento de três meses. A premier inglesa justifica que essa data ainda está prevista na lei britânica para a concretização do Brexit, mas na realidade a sua insistência é pela reapresentação do acordo que foi recusado em duas ocasiões.

Theresa alega que um prazo muito extenso levaria o parlamento britânico a discutir indefinidamente este processo, abandonando outras questões relevantes para o Reino Unido. O problema é que a Comissão Europeia considera que o adiamento de três meses não é a melhor solução, preferindo que este fosse várias semanas mais curto (indo no máximo até 23 de maio), para evitar constrangimentos nas eleições europeias que acontecerão no final de maio. Se não for assim, prazo mais longo, de pelo menos um ano. Essa opção obrigaria o Reino Unido a participar nas eleições para o Parlamento Europeu, hipótese que May quer evitar a todo o custo para não agravar ainda mais as divisões no Partido Conservador.

Esse parece ser o grande problema que exige a cobrança das razões que levam os ingleses a solicitarem o alongamento do prazo. A cúpula europeia já alertou que, se no dia 1º de junho, o Reino Unido não tiver escolhido os seus representantes para a nova legislatura do Parlamento Europeu, então a Grã-Bretanha será automaticamente expulsa da UE.

 

Difícil entender a cabeça de um angolano

Em fevereiro, o Tribunal Arbitral de Paris reconheceu a pretensão da Oi e obrigou a Unitel a pagar mais de US$ 600 milhões em dividendos atrasados. Os angolanos espalham que tiveram uma meia vitória, pois a operadora brasileira cobrava US$ 3 bilhões. Esquecem que foram mundialmente taxados de caloteiros. O português Miguel Geraldes será o novo diretor-geral da Unitel. O novo conselho de administração para o período entre 2019–2021 será constituído por Isabel dos Santos, Amilcar Safeca, Miguel Geraldes, João Boa Quipipa e Luiz Rosa.

 

CVM concordou com multas dos dirigentes da Multiner

A Comissão de Valores Mobiliários aceitou as propostas de Edesio Alves Nunes Filho, Emiliano Furlan Stipanicic Spyer e Alexandre Santos de Moura Leite, diretores da Multiner, para o pagamento individual de R$ 200 mil, totalizando R$ 600 mil; de Fernando Chein Muniz, Chiara Sonego Bolognezi Gargano, Rodrigo de Carvalho Pinto Bueno, Carlos Jose Teixeira Correa e Roberto Fontes Federici Filho, membros do conselho de administração, para o pagamento individual de R$ 30 mil, totalizando R$ 150 mil; e concordou que Fernando Chein Muniz, Chiara Sonego Bolognezi Gargano, Rodrigo de Carvalho Pinto Bueno, Edesio Alves Nunes Filho, Emiliano Furlan Stipanicic Spyer e Alexandre Santos de Moura Leite (administradores que permanecem na companhia) fiquem de castigo, elaborando e divulgando as tabelas contendo as informações periódicas. Os executivos foram punidos por passarem mais de 12 meses sem entregar as informações sobre a companhia.

 

Ações enfrentarão realização de lucros

As ações proporcionaram bons ganhos para os investidores. Agora a tendência é que passem por um período de acomodação, devido à realização de lucros. De acordo com a análise dos técnicos da Bradesco Corretora, o Ibovespa ensaia a formação de um topo, que será confirmado com a perda do primeiro apoio que ficou marcado em 98.500 pontos. Os analistas chamam atenção para as divergências baixistas para o curto prazo, como as apresentadas pelo On Balance Volume (OBV). O índice deverá buscar os 95.400 pontos, antes de voltar a subir. Porém, caso o Ibovespa continue no movimento altista, deverá encontrar resistência nos 103 mil pontos.

 

Continua indefinição do dólar

O dólar futuro testa os R$ 3,760 e, caso venha abaixo deste ponto, poderia liberar espaço para buscar a reta de suporte marcada em R$ 3,668, seguindo movimentação negativa para o curto prazo. Do lado da alta, seria necessário vencer os R$ 3,878 para iniciar processo de reação.

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor