Terceira fase do Minha Casa, Minha Vida é lançada com 2 milhões de moradias

Conjuntura / 14:49 - 30 de mar de 2016

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O Governo Federal lançou hoje a terceira etapa do Programa Minha Casa Minha Vida para contratar mais 2 milhões de moradias até 2018. Segundo o Ministério das Cidades, nos próximos dois anos serão investidos cerca de R$ 210,6 bilhões, dos quais R$ 41,2 bilhões do Orçamento Geral da União. Esta etapa criou uma nova faixa de renda, chamada 1,5, para atender a famílias que ganham até R$ 2.350 por mês, que receberão até R$ 45 mil de subsídios. Também foi criado o Sistema Nacional de Cadastro Habitacional, a partir de dados dos municípios e estados, e lançado o Portal do Minha Casa, Minha Vida (www.minhacasaminhavida.gov.br) que concentrará informações sobre o programa, simulador de financiamento, além da situação cadastral de cada família. Nesta fase do programa, o teto da faixa 1 passou de R$ 1,6 mil para R$ 1,8 mil; o da faixa 2, de R$ 3.275 para R$ 3,6 mil, e o da faixa 3, de R 5 mil para R$ 6,5 mil. O ministro das Cidades, Gilberto Kassab, disse que o programa deve beneficiar, até 2018, mais de 25 milhões de pessoas. Segundo ele, essa nova etapa trará mais espaço e melhorias nas unidades e nas áreas de uso comum. - Haverá aumento da área de moradia para os imóveis da faixa 1 de 2 metros quadrados, passando para 41 m² - disse Kassab, em cerimônia no Salão Nobre do Palácio do Planalto, que contou com a participação da presidente Dilma Rousseff e de representantes de movimentos sociais. Lançado há sete anos, o Minha Casa, Minha Vida teve 4,2 milhões de unidades contratadas, sendo que 2,6 milhões já foram entregues e mais de 10 milhões de pessoas beneficiadas, segundo o Ministério das Cidades. O investimento total no programa ultrapassa R$ 294 bilhões, de acordo com o governo. Aumento de juros - Poucos dias atrás, a Associação Brasileira dos Mutuários da Habitação (ABMH) comemorou a notícia divulgada pela Caixa Econômica Federal de aumento no percentual máximo de financiamento de imóveis usados e possibilidade de financiamento do segundo imóvel. As novas regras vieram num momento extremamente oportuno, justamente quando o mercado imobiliário sofre um dos maiores desaquecimentos dos últimos 10 anos. No entanto, a alegria durou pouco, já que, no último dia 28, a Caixa anunciou o aumentou da taxa de juros, dificultando a vida de quem pretende adquirir um imóvel através de financiamento com recursos da poupança (Sistema Financeiro da Habitação) ou do Sistema Financeiro Imobiliário, como analisa o diretor executivo do escritório de representação da ABMH no Rio de Janeiro, Sérgio Rodrigo Campos Monteiro. - A boa notícia, se é que assim podemos considerar, é que as linhas do FGTS e do Minha Casa Minha Vida não foram afetadas - acrescenta. A taxa balcão - para não clientes da Caixa - passa de 9,9% para 11,22% ao ano, para compra de imóveis pelo Sistema Financeiro Habitacional (SFH). Já para o Sistema Financeiro Imobiliário (SFI), que costuma financiar imóveis acima de R$ 750 mil, a taxa para não clientes subiu de 11,5% para 12,5% ao ano. As novas taxas entraram em vigor na quinta-feira. É a primeira vez no ano que a Caixa aumenta os juros para crédito imobiliário. O último reajuste aconteceu em outubro do ano passado. Na prática, ele explica que o aumento da taxa de juros significa prestações maiores e mais despesas com o pagamento de juros ao final do prazo do financiamento. - A prestação inicial de um financiamento com o Sistema Constante de Amortização (SAC), com prazo de 20 anos (240 meses), em que o mutuário possua relacionamento e receba seu salário através da CEF, pode aumentar em torno de 5% a 7%, ou seja, uma parcela de R$ 2 mil poderia chegar a R$ 2.140, e o total de juros pagos - se não houver nenhuma amortização extraordinária por parte do mutuário - pode representar 10% a mais que nas condições anteriores - explica Sérgio Monteiro. E não é só. Além do aumento da taxa de juros o índice de correção monetária que incide sobre o saldo devedor dos financiamentos habitacionais, a TR (taxa referencial) também sofreu variações positivas nos últimos meses, o que também se reflete em aumento da prestação. - Por isso, mais do que nunca, o candidato à casa própria deve analisar bem as condições do financiamento antes de assinar o contrato, e nunca comprometer mais de 20% da renda familiar com o pagamento das prestações. Mais detalhes em nossa cartilha da casa própria - orienta o diretor da ABMH. Outra orientação é pesquisar antes de fechar o negócio, segundo Sérgio Monteiro. - Considerando o atual patamar das taxas de juros cobradas pela Caixa Econômica Federal, é possível que as taxas de juros praticadas por outras instituições financeiras, que também operam com recursos do SFH e SFI, fiquem menores que aquelas apresentadas pela Caixa, especialmente quando o mutuário já tem relacionamento com o banco. Compensa pesquisar. Com informações da Agência Brasil

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