Taxa preferencial de empréstimos da China cai para 4,25%

Reforma de LPR é uma tentativa do país de liberalizar a taxa de juros, disse nota de pesquisa da CICC.

Internacional / 14:22 - 20 de ago de 2019

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O Centro Nacional de Financiamento Interbancário da China anunciou nesta terça-feira que a taxa preferencial de empréstimos (LPR, em inglês) de um ano ficou em 4,25%, a primeira cotação depois que o país decidiu reformar o mecanismo de taxa de empréstimo.

A nova LPR acima de cinco anos foi de 4,85%.

Introduzida em 2013 e divulgada todos os pregões, a LPR funcionou como uma referência baseada no mercado para os bancos definirem suas taxas de juros de empréstimos, mas a cotação ainda estava largamente ligada ao mecanismo de referência de empréstimo do Banco Central, que teve pouca flutuação nos últimos anos.

Para melhor refletir as mudanças do mercado, o Banco Central emitiu no sábado um plano para aperfeiçoar e e reformar o mecanismo de LPR em sua mais recente medida para orientar a diminuir os custos dos empréstimos, a fim de apoiar a economia real.

Sob o mecanismo reformado, as cotações da nova LPR baseiam-se nas operações do mercado aberto do Banco Central (especialmente a taxa de juros da facilidade de empréstimos de médio prazo). Os bancos devem estabelecer taxas de novos empréstimos usando as novas LPRs como referência.

A LPR de um ano anunciada na terça-feira foi mais baixa que a taxa de 4,31% do mecanismo anterior e também inferior à taxa de referência de empréstimo de 4,35%.

"A reforma de LPR é uma tentativa da China de liberalizar a taxa de juros", disse uma nota de pesquisa da China International Capital Corporation Limited (CICC).

Entre as mudanças, o número de bancos de cotação foi expandido de 10 para 18, incluindo não só bancos nacionais, como também bancos comerciais urbanos, bancos comerciais rurais, bancos com investimento estrangeiro e bancos privados.

As novas LPRs serão publicadas às 9h30 no dia 20 de cada mês. As taxas da terça-feira serão válidas até o próximo lançamento em 20 de setembro.

 

Agência Xinhua

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