Tarifa branca pode elevar conta de luz

Conjuntura / 07 Dezembro 2017

Com entrada em vigor prevista para 1º de janeiro do ano que vem, a tarifa branca de energia elétrica acena com uma diminuição no valor da conta de luz para os que reduzirem o consumo nos horários de pico (entre 19h e 21h). A adesão é opcional.
A nova modalidade permite ao consumidor pagar tarifas diferenciadas de acordo com a hora do dia. Na primeira fase, poderão adotar a tarifa os consumidores de baixa tensão, como residências, pequenos comércios e indústrias, com consumo médio mensal superior a 500 quilowatts-hora (KWh). Em média, o consumo das famílias brasileiras é de 160 kWh/mês.
A Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) já fala em incluir a nova modalidade nos cálculos da revisão anual das tarifas de energia, para compensar “eventuais perdas” das distribuidoras.
A Aneel estima que os consumidores que priorizarem o consumo nesse período poderão reduzir o preço da conta de energia entre 10% e 20%. Porém, o exemplo do Rio de Janeiro não permite garantir qualquer redução. As tarifas da Light ficariam 12,5% mais baratas nos horários fora do pico, porém 87% mais caras entre 19h e 21h. Nos horários intermediários, a alta será de 24%.
Inicialmente, a medida atingirá uma pequena parcela dos consumidores brasileiros. No primeiro momento, poderão aderir à tarifa branca cerca de 4 milhões de unidades, o que representa cerca de 5% do total. Em janeiro de 2019 poderão aderir à nova tarifa aqueles que tenham média anual de consumo maior que 250 kWh/mês. Já a partir de 2020, a modalidade estará aberta a todas as unidades consumidoras, com exceção daquelas de baixa renda, beneficiadas pela tarifa social.