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Títulos de renda fixa de longo prazo têm os maiores ganhos de 2018

Índices da Anbima que refletem as variações desses papéis em mercado, IMA-B5+ e IRF-M1, tiveram retornos de 15,4% e de 12,3%.

Opinião do Analista / 15:54 - 09 de jan de 2019

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Os títulos públicos de longo prazo proporcionaram aos investidores as melhores rentabilidades de 2018. De acordo com o Boletim de Renda Fixa da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), os indicadores do Índice de Mercado Anbima (IMA) que refletem títulos com vencimentos maiores se destacaram no ano: é o caso do IMA-B5+, que acompanha carteiras de NTN-Bs com vencimentos acima de cinco anos, que teve retorno de 15,4%; e do IRF-M1+, que indica a variação dos títulos prefixados com prazos acima de um ano, com 12,3%. O IMA Geral, que reproduz a variação média dos papéis públicos em mercado, acumulou em 2018 retorno de 10%, contra 12,8% em 2017.

Os títulos de prazos menores, representados pelo IMA-B5, que reproduz as carteiras de NTN-Bs até cinco anos, e pelo IRF-M1, que reflete os títulos prefixados de até um ano, apresentaram ganhos de 9,9% e de 7%, respectivamente. Já o IMA-S, subíndice que agrega o menor risco ao acompanhar as Letras Financeiras do Tesouro em mercado, teve a variação mais baixa do ano, de 6,4%.

"Tivemos sucessivos períodos de incertezas no ano passado: internos, como as eleições e a greve dos caminhoneiros, e externos, como as crises em países emergentes e as dúvidas relacionadas às economias dos EUA e da China. Esses fatores trouxeram mais volatilidade aos preços dos ativos, comprovada pelas variações dos índices em 2018", afirma Hilton Notini, gerente de Preços e Índices da Anbima.

Os indicadores que acompanham os títulos corporativos também acumularam ganhos em 2018, influenciados pela evolução dos preços das debêntures no mercado. O IDA-Geral (Índice de Debêntures Anbima) encerrou o ano com retorno de 9,05% (contra 11,7% em 2017). O IDA IPCA Infraestrutura, que reflete as debêntures incentivadas (regidas pela Lei 12.431), teve variação maior, de 12,5%.

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