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SP: faturamento do e-commerce recuou 6,9% no terceiro trimestre

Segundo pesquisa realizada pela Fecomércio-SP em parceria com a Ebit Nielsen, vendas do setor atingem R$ 4,09 bi.

Conjuntura / 11 Janeiro 2019 - 12:46

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As vendas do comércio eletrônico no Estado de São Paulo caíram 6,9% no terceiro trimestre de 2018 em comparação ao mesmo período de 2017, com o faturamento de R$ 4,09 bilhões, ante R$ 4,38 bilhões do ano anterior. Já na comparação com o segundo trimestre, o recuo foi de 0,5%. Nos nove meses de 2018, a taxa de crescimento real das vendas do setor se manteve estável em 0,1%.

Os resultados compõem a Pesquisa Conjuntural do Comércio Eletrônico (PCCE) elaborada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomércio-SP), por meio do seu Conselho de Comércio Eletrônico, em parceria com a Ebit Nielsen. A pesquisa traz dados sobre faturamento real, número de pedidos e tíquete médio e permite mensurar a participação do comércio eletrônico nas vendas totais do varejo (eletrônico e físico) no Estado de São Paulo, segmentado em 16 regiões.

A participação do comércio eletrônico nas vendas do varejo paulista no terceiro trimestre ficou em 2,4%, estável em relação ao mesmo período de 2017. O número de pedidos foi de 10,01 milhões, queda de 0,03% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. O tíquete médio no terceiro trimestre de 2018 foi de R$ 407,61, ligeiramente inferior do notado no segundo trimestre deste ano (-0,02%), que havia apontado uma média de R$ 415,93 em todo o Estado de São Paulo.

De acordo com a assessoria econômica da Fecomércio-SP, o faturamento real do varejo virtual mostrou sinais tímidos de desaceleração. No acumulado dos três trimestres disponíveis, apontou estabilidade no contraponto com o mesmo período do ano anterior. Para a Federação, o varejo virtual tende a sentir menos efeitos da retomada da atividade econômica brasileira por comercializar, em sua maioria, bens duráveis, que possuem maior valor agregado.

"Tivemos no fim de maio de 2018 a paralisação dos caminhoneiros com impacto negativo nas vendas do comércio eletrônico tanto no Estado de São Paulo como em todo o país. As vendas foram prejudicadas ao longo da paralisação e se agravaram durante os meses de junho e julho em razão das incertezas do não recebimento das mercadorias compradas por meio do varejo digital. Muitos consumidores preferiram adquirir os produtos diretamente nas lojas físicas. Algumas redes de varejo que já ofereciam a compra virtual e retirada nas lojas físicas sofreram menos durante esse período", afirma o presidente do Conselho de Comércio Eletrônico da Fecomércio-SP, Pedro Guasti.

A previsão da entidade é que o último trimestre de 2018 reverta a tendência de desaceleração, já que conta com a realização da Black Friday, um dos melhores períodos para o setor. A injeção do décimo terceiro na renda das famílias também deve favorecer o aumento das vendas. Além disso, o recuo das taxas de juros exerce um efeito positivo nas expectativas dos consumidores.

 

Bens de consumo - Desde janeiro de 2018, a PCCE também traz informações sobre as vendas de três categorias de bens de consumo: duráveis, semiduráveis e não duráveis. Segundo a assessoria econômica da entidade, ainda que neste momento não seja possível estabelecer uma trajetória das vendas, dada a ausência de dados anteriores, a pesquisa permite traçar um quadro geral do comércio eletrônico.

No terceiro trimestre de 2018, os bens duráveis tiveram grande peso no faturamento do setor, concentrando 71% das receitas e 42% do número de pedidos, com um tíquete médio de R$ 684,33. O comércio de bens semiduráveis representa 17% das vendas, 32% do total de pedidos, com um valor médio de R$ 213,48, enquanto os não duráveis têm uma parcela de 12% do faturamento, 25% dos pedidos e tíquete médio de R$ 193,75.

O faturamento real do comércio eletrônico na capital recuou 1,8% no terceiro trimestre de 2018 em relação ao trimestre anterior, atingindo R$ 1,51 bilhão, o maior entre as 16 regiões do Estado. Já o número de pedidos superou 3,9 milhões, com um tíquete médio de R$ 378,96. A participação da capital no comércio eletrônico em relação ao faturamento total do varejo foi de 2,9%.

De acordo com a assessoria econômica da Fecomércio-SP, a capital tem o menor tíquete médio entre todas as demais regiões avaliadas, em virtude do seu enorme número de pedidos. Cerca de 40% dos pedidos realizados no Estado de São Paulo se dão na capital, o que colabora para reduzir o gasto médio por transação. Além disso, o faturamento real das vendas do comércio eletrônico da capital chega a representar 37% de todo faturamento do comércio eletrônico no Estado.

A pesquisa é realizada trimestralmente pela Fecomércio-SP a partir de informações fornecidas pela Ebit Nielsen. Além dos dados de faturamento real, número de pedidos, tíquete médio, a pesquisa permite mensurar a participação do comércio eletrônico nas vendas totais do varejo paulista. As informações são segmentadas em 16 regiões que englobam todos os 645 municípios paulistas e abrangem todas as atividades varejistas constantes do código CNAE 2.0.

Este ano, a PCCE passa a trazer também informações sobre as vendas de três categorias de bens de consumo: duráveis, semiduráveis e não duráveis. Entre os bens duráveis estão automóveis e veículos, Blu-ray, brinquedos, casa e decoração, CDs, colecionáveis, construção e ferramentas, discos de vinil, DVDs, eletrodomésticos, eletrônicos, fotografia, games, informática, instrumentos musicais, joias e relógios, telefonia e celulares. Os semiduráveis são compostos por itens de arte e antiguidade, artigos religiosos, bebês e cia, esporte e lazer, indústria, comércio e negócios, livros, moda e acessórios, natal, papelaria e escritório. Já entre os não duráveis estão: alimentos e bebidas, assinaturas e revistas, perfumaria e cosméticos, petshop, saúde, serviços, sexshop e tabacaria.

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