Smartphones: intenção de compra cai enquanto a de acessórios é alta

Novas marcas chinesas conquistam mercado mundial; pesquisa foi feita com 1.106 compradores, de novembro de 2018 a março de 2019.

Informática / 11:44 - 24 de abr de 2019

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Pela primeira vez na história, em 2018, o mercado mundial de smartphones apresentou declínio: a queda nas vendas foi de 4% em relação a 2017, segundo a empresa de pesquisa Counterpoint Research. No Brasil, entre setembro e dezembro, a retração foi de 10,5% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Por outro lado, a comercialização de acessórios para celulares permaneceu em alta, o que evidencia uma mudança de hábito dos consumidores: os cuidados aumentaram e, consequentemente, o investimento nos itens de proteção.

Levantamento do e-commerce Gorila Shield mostra que 90,9% dos participantes estão satisfeitos com o smartphone e 67,4% não pensam em substituí-lo tão cedo. Mais zelosos, 84% nunca quebraram a tela do aparelho e 79% nunca deixaram cair na água.

A pesquisa foi feita com 1.106 compradores, entre novembro de 2018 e março de 2019.

"Adquirir itens de proteção antes mesmo de começar a utilizar um novo celular tornou-se uma preocupação básica", comenta Michelle Martins, do Marketing da Gorila.

Segundo ela, "Não à toa, capas e películas lideram o ranking da loja virtual, com 8.405 e 5.788 unidades, respectivamente, no primeiro trimestre deste ano."

Cabos, carregadores de tomada e veicular e suportes veiculares seguem na lista. Entre janeiro e março foram vendidas 3.220 unidades do Cabo Tipo C e 3.020 do modelo Lightning (específico para iPhones e iPads), além de 3.071 do Carregador Turbo Fast Charger, um dos carros-chefes da marca.

"Isso mostra que os usuários têm procurado formas de prolongar a vida da bateria e manter seus dispositivos por mais tempo", pontua Michelle.

Gigantes que dominavam o mercado cedem espaço para marcas antes desconhecidas por aqui. A Gorila Shield identificou aumento nas vendas de acessórios para o modelo Pocophone F1, da Xiaomi, que, junto com a Huawei, conquista os consumidores no Brasil. Ambas tiveram crescimento expressivo em 2018, frente a quedas históricas nas vendas da Samsung e da Apple. Para 2019, a previsão é que a fabricante do iPhone perca seu lugar de terceira maior do mundo para a Xiaomi, caso esta última alcance a venda de R$ 150 milhões em aparelhos, segundo o estudo Canalys.

 

Rio de Janeiro ultrapassa 6 milhões de trocas de operadoras de telefonia

De acordo com o relatório trimestral da Associação Brasileira de Recursos em Telecomunicações (ABR Telecom), Entidade Administradora da Portabilidade Numérica, desde setembro de 2008, quando o serviço passou a ser oferecido no país, até o dia 31 de março de 2019, foram efetivadas 15,86 milhões (32%) de migrações por usuários de telefones fixos e 33,63 milhões (68%) a partir de iniciativa de titulares de números de terminais móveis.

A portabilidade numérica começou a ser implantada gradativamente nos 67 DDDs em operação no país a partir de setembro de 2008 e as migrações foram possíveis, em todo o território nacional, em março de 2009.

Desde que a portabilidade numérica passou a fazer parte dos serviços telefônicos dos DDDs 21,22 e 24 os usuários desta área realizaram 6,49 milhões de ações de portabilidade numérica. O equivalente a 2,09 milhões (32%) solicitações foram feitas por usuários de telefones fixos e 4,40 milhões (68%) para telefones móveis.

Considerando apenas o primeiro trimestre de 2019 (janeiro a março), a ABR Telecom apurou que 2,02 milhões de trocas de operadoras foram concluídas. Nesses três meses, 339,14 mil (17%) migrações foram feitas por usuários de terminais fixos e 1,68 milhão (83%) demandadas por titulares de telefones móveis.

De acordo com a apuração entre os telefones atendidos pelos DDDs 21,22 e 23, o relatório mostra a efetivação de 293,32 mil solicitações de portabilidade numérica entre os meses de janeiro a março deste ano. Os usuários de telefones fixos respondem por 36,30 mil (12%) transferências e os de móveis, por 257,02 mil (88%).

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