Situação financeira da economia chinesa preocupa os analistas

Para o Goldman Sachs, nesta semana começaram a surgir alguns sinais positivos.

Acredite se Puder / 19:09 - 3 de dez de 2019

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Analistas consultados pela Bloomberg e pela Reuters demostram uma certa preocupação com a China, que tem apresentado menor crescimento em quase 30 anos. O PIB chinês aumentou 6%, entre julho e setembro, o mais baixo ritmo de aumento desde o início dos anos 90 e abaixo dos 6,1% que era o consenso desses especialistas. Os elos financeiros de pequenos credores e das empresas estatais regionais podem criar um grande problema se houver a ajuda do governo central. Um dos maiores desafios tem sido a deterioração, junto com a confiança nos bancos menores, que têm diminuído desde maio, por causa da decisão dos legisladores que estabeleceram que essas instituições devem arcar com as perdas no caso de outros credores.

Os reguladores chineses já tiveram de intervir para evitar duas corridas aos bancos, quando foram realizados elevados resgates. O interessante é que no relatório anual de estabilidade financeira, elaborado pelo BC da China, aumentou em 4,4 mil o número de credores no território chinês, sendo que apareceram mais 586 que foram classificados como de alto risco. No documento, o regulador chama atenção para os perigos do crescente endividamento dos consumidores, pois a dívida das famílias em relação ao rendimento disponível subiu de 93,4% em 2017 para 99,9% em 2018. Além disso, a dívida das empresas está em níveis recordes e em 2018 correspondeu a 165% do PIB.

Para a equipe do Goldman Sachs, os chineses estão fazendo o mínimo indispensável para manter a economia no caminho certo e, nesta semana, surgiram sinais positivos, como a procura que superou a oferta na venda de US$ 6 bilhões em títulos da dívida chinesa.

 

Depois das maquininhas, vem crise da fidelidade?

A Cielo sofreu com a guerra das maquininhas, quando rapidamente aumentou o número de concorrentes e o seu valor de mercado desabou na bolsa brasileira. Agora, chegou a vez da Smiles? Para os analistas do Bradesco BBI, o que está impulsionando a rápida deterioração na lucratividade do setor é um conjunto de alguns fatores, sendo que o principal é a maior concorrência com a criação de novos programas de fidelidade. No caso da Smiles, existe também o aumento do preço das passagens aéreas no mercado doméstico e o impacto potencial da revisão dos preços das passagens aéreas Gol, além do acesso reduzido a passagens aéreas internacionais com parceiros estrangeiros.

A empresa anunciou que espera, neste ano, crescimento de 11% a 12,5% no faturamento, da ordem de 11% a 12,5% e de 3% a 10% no próximo ano. Tais estimativas consideram, principalmente, os seguintes fatores: ambiente competitivo frente aos programas de fidelidade de companhias aéreas; ambiente competitivo frente aos programas de fidelidade dos bancos de varejo no Brasil; e estimativas de crescimento de capacidade instalada no Brasil de seus principais fornecedores de passagens aéreas. A margem direta de resgate para este ano estará compreendida no intervalo de 37% a 38,2% neste, e de 25% a 30% no próximo, devido: mix de passagens oferecidas pela Gol; preços das passagens aéreas no mercado doméstico; perspectivas preliminares em relação a atualização ordinária do transfer price entre Gol e Smiles; disponibilidade de acesso para a aquisição de passagens aéreas adquiridas de companhias aéreas internacionais; custo associado à aquisição de passagens aéreas adquiridas de companhias aéreas internacionais; ambiente competitivo frente a programas de fidelidade de companhias aéreas e bancos.

Para o pessoal do Bradesco BBI, esses dados de guidance são decepcionantes. Assim, apesar do cenário para o crescimento do faturamento em 2020, a queda da margem de resgate fica abaixo da expectativa de 40% para os dois anos. Por isso, os técnicos mantiveram a recomendação neutra para os ativos da companhia, mas cortaram o preço-alvo de R$ 44 para R$ 35.

 

Odebrecht quer vender a Braskem em 3 anos

O grupo Odebrecht proporá aos credores um prazo de três anos para vender a Braskem, cujas ações estão garantindo os empréstimos com o BB, o Itaú Unibanco, o Bradesco e o Santander. Enquanto isso, receberá R$ 1 bilhão como dividendo, pagos em quatro parcelas anuais de R$ 250 milhões cada. O juiz Alexandre Lazzarini decidiu que a controladora e cada uma de suas 20 subsidiárias em processo de recuperação judicial, separadamente, terão de realizar as assembleias de credores para aprovar o plano de restruturação da dívida.

 

Petrobras inicia nova venda de campos terrestres

A Petrobras iniciou a divulgação de teaser para a venda de campos terrestres de Dó-Ré-Mi e Rabo Branco, localizados na Bacia de Sergipe–Alagoas. Mas o que animou os analistas foi a decisão do norueguês Norges Bank que tirou a Petrobras de observação após ver risco reduzido.

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