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Situação frágil refletida no balanço do 1° tri

Empresas / 16 Maio 2018

 Eletrobras lucrou apenas R$ 56 milhões, com queda de 96%

 

A delicada situação da Eletrobras, a maior empresa elétrica da América Latina, está refletida nos resultados do balanço primeiro trimestre deste ano. O lucro líquido de R$ 56 milhões no período é 96% menor que o lucro de R$ 1,38 bilhão registrado no primeiro trimestre de 2017. Perdas bilionárias no segmento de distribuição de energia e maiores provisões teriam levado a companhia ao pífio resultado. Privatização da companhia foi anunciada como uma das prioridades do presidente Michel Temer, mas enfrenta forte resistência no Congresso.

A estimativa é que nos últimos cinco anos, a Eletrobras acumula prejuízo de cerca R$ 28 bilhões. Na semana passada a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) adotou posição contrária às emendas parlamentares incluídas na Medida Provisória 814/2017, a MP que trata da venda das distribuidoras da Eletrobrás.

Em ofício encaminhado a parlamentares, o diretor-geral da agência, Romeu Rufino, enumera uma série de “jabutis” que, se passarem pelo Congresso, terão efeito direto na conta do consumidor. O texto original da MP 814 recebeu 158 emendas parlamentares.

 

Destaques do balanço

 

Os dois destaques positivos do balanço são a Receita Operacional Líquida gerencial, que apresentou crescimento de 6%, passando de R$ 6,674 bilhões no 1T17 para R$ 7,064 bilhões no 1T18, e a reversão de provisões para contratos onerosos de R$ 301 milhões.

Já a relação de itens negativos é extensa. O Ebitda gerencial, que apresentou redução de 41%, passando de R$ 1,5 bilhão no 1T17 para R$ 880 milhões no 1T18, as provisões para contingências no montante de R$ 512 milhões, as provisões de impairment de R$ 174 milhões e o resultado do segmento de distribuição negativo no montante líquido de R$ 1,910 bilhão, com destaque para o prejuízo da controlada Amazonas Distribuição, no montante de R$ 1,339 bilhão.

A companhia, que pretende vender suas seis distribuidoras de energia até o final de julho, em um leilão de privatização ainda não agendado, reportou um lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de 1,244 bilhão de reais no trimestre, recuo de 70% na base anual.

Só o segmento de distribuição teve um resultado líquido negativo de R$ 1,91 bilhão no período, com destaque para o prejuízo da controlada que responde pelo fornecimento no Amazonas, com perdas de R$ 1,339 bilhão, de acordo com a estatal.

A Eletrobras registrou R$ 272 milhões em provisão e despesas com seu Plano de Demissão Consensual (PDC) e R$512 milhões em provisões para contingências, além de R$ 174 milhões em provisões de impairment e uma provisão de R$ 150 milhões associada a uma taxa de fiscalização de recursos hídricos (taxa Pará).

Outros números do trimestre

No total do trimestre, as provisões operacionais somaram R$ 1,08 bilhão, contra R$600 milhões no mesmo período do ano anterior. A receita operacional líquida da companhia somou R$ 8,59 bilhões, recuo de 3% ante o primeiro trimestre de 2017. A receita bruta foi de R$ 10,67 bilhões, contra R$ 10,8 bilhões no ano anterior.

A maior elétrica da América Latina reportou ainda investimentos de R$ 873 milhões no trimestre, com recuo de 27% na comparação anual. Para o ano, a companhia prevê aportes de R$ 6,2 bilhões. A dívida líquida da Eletrobras fechou março deste ano em R$ 18,6 bilhões, contra R$ 20,3 bilhões no final de 2017.

Os dois destaques positivos do balanço são a Receita Operacional Líquida gerencial, que apresentou crescimento de 6%, passando de R$ 6,674 bilhões no 1T17 para R$ 7,064 bilhões no 1T18, e a reversão de provisões para contratos onerosos de R$ 301 milhões.

Já a relação de itens negativos é extensa. O Ebitda gerencial, que apresentou redução de 41%, passando de R$ 1,5 bilhão no 1T17 para R$ 880 milhões no 1T18, as provisões para contingências no montante de R$ 512 milhões, as provisões de impairment de R$ 174 milhões e o resultado do segmento de distribuição negativo no montante líquido de R$ 1,910 bilhão, com destaque para o prejuízo da controlada Amazonas Distribuição, no montante de R$ 1,339 bilhão.