Sinpospetro-Niterói critica serviço de delivery de combustível

É temerário esse tipo de serviço por inúmeras razões, entre elas acidentes no abastecimento, como explosões.

Rio de Janeiro / 18:27 - 4 de nov de 2019

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor

 

Diante da inovação de venda de gasolina e etanol direta ao consumidor na modalidade de delivery, por aplicativo de celular, e já disponível em algumas regiões do Rio de Janeiro, o Sinpospetro-Niterói e Região se posiciona contra e vai tomar todas as providências para proibir esse tipo de prática.

Para o presidente do sindicato, Alex Silva, “é temerário esse tipo de serviço por inúmeras razões, entre elas acidentes no abastecimento, como explosões, já ocorridas em postos; os riscos de intoxicação pela evaporação da gasolina, quando a pessoa fica exposta aos males do benzeno, substância altamente perigosa e com elementos cancerígenos, que causam diversos tipos de doenças e danos ao meio ambiente. Acredito que o profissional que opera com abastecimento de combustíveis tem qualificação adequada para tal, e se não for assim o cliente final fica exposto a todos esses males. Além disso, os postos de combustíveis são importantes para o desenvolvimento do país, são mais seguros, oferecem outros serviços além do abastecimento e, o mais importante, empregam cerca de 600 mil pessoas em território nacional. O frentista, de forma involuntária, ajuda na segurança do cliente. Esse tipo de atividade requer o cumprimento de inúmeras leis e normas de agências reguladoras e outras entidades, como ANP, ABNT, RTM de bombas do Inmetro, ambientais, municipais, bombeiros, NRs trabalhistas, tributárias e etc.”

Além do Sinpospetro Niterói e Região, algumas entidades já se posicionaram contra essa prática, entre elas a Fecombustíveis e o Sindestado RJ.

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor