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Setor de serviços segue em recessão

Conjuntura / 13 Janeiro 2018

Em novembro completaram-se 32 meses seguidos de declínio

O crescimento de 1% do volume do setor de serviços no país de outubro para novembro não foi suficiente para sair do campo negativo no ano. O setor acumulou queda de 3,2% de janeiro a novem-bro de 2017. Em 12 meses, a retração é de 3,4%. Na comparação com novembro de 2016, o volume recuou 0,7%.
“Ao contrário da indústria e do comércio varejista, o setor de serviços ainda está em recessão”, analisa o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi). A variação da receita nominal em novembro ficou em 1,2% em relação a outubro, na série com ajuste sazonal, e, em comparação com novembro de 2016, a variação sem ajuste sazonal ficou em 4,3%. A taxa acumulada no ano ficou em 2,3% e, em 12 meses, 1,9%, informa o IBGE.
A alta do faturamento real de 1% frente a outubro foi o primeiro resultado positivo do segundo semestre de 2017 na série com ajuste sazonal e foi acompanhada por todos os segmentos do setor. “Apesar de relativamente substancial, este crescimento pode não se sustentar nos meses que seguem, dada a existência de trajetórias não muito consistentes em diversos segmentos”, sustenta o Iedi.
De modo geral, o setor de serviços tem tido grande dificuldade em evitar o terreno negativo. Frente ao mesmo período do ano anterior, completou em novembro último 32 meses seguidos de declí-nio. Com isso, 2017 terminará como seu terceiro ano de crise, depois de ter caído 5% em 2016 e 3,6% em 2015.
O único segmento que mostra um comportamento mais consistente de crescimento são os serviços de transporte, seus auxiliares e correios, puxados por seus componentes de transporte terrestre, aquaviário e de armazenagem. Contribuiu para esse resultado a supersafra agrícola de 2017 bem como o avanço das exportações.