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Setor de educação é ou não uma das melhores aplicações?

Resultado da Kroton decepciona, e ações têm queda de 7%.

Acredite se Puder / 18:09 - 15 de Mai de 2019

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No ano passado, para muitos analistas, uma das melhores aplicações era a aquisição de empresas do setor de educação. Agora, tudo indica que estavam enganados, pois a Kroton apresentou um lucro de R$ 318,69 milhões no primeiro trimestre deste ano, ou seja, 34,2% menor que o do mesmo período de 2018. Segundo a empresa, isso acontece devido ao impacto das despesas financeiras e pela amortização do intangível decorrentes da aquisição de Somos. Apesar disso, parece que a aquisição não foi desinteressante, pois ela fez a receita líquida aumentar 34,8% e atingir a R$ 1,84 bilhão. E o Ebitda aumentou 12,5%, ficando em R$ 750,82 milhões. A receita líquida atingiu R$ 1,837 bilhão, cifra 34,8% superior à reportada no mesmo intervalo do ano passado – influenciada pelos números da aquisição de Somos.

Em fato relevante, a empresa informou a revisão dos seus guidances para este ano, considerando que pelo resultado de 80 dias da Somos, a receita deve crescer 21,4%, o Ebitda aumentará 12,9%, e a geração de caixa operacional após capex avançará 63,9%. As ações da Kroton fecharam a quarta-feira em baixa de 7%.

 

ADS da Braskem vão pra o balcão

Os American Depositary Shares da Braskem, com negócios em Nova York, a partir desta quarta-feira, apenas serão movimentadas no mercado de balcão, com o código BRKMY. Os reguladores norte-americanos suspenderam as operações com os títulos da companhia brasileira, o Formulário 20-F não foi entregue dentro do prazo previsto. Os detentores das ADSs podem cancelar os papéis e convertê-los em ações preferenciais da Braskem, na proporção de uma ADS para duas ações PNA.

 

Gafisa tem dívidas maiores do que caixa

A situação da Gafisa pode se tornar periclitante, pois conforme seu presidente Roberto Portella anunciou publicamente que a empresa possui dívidas quatro vezes maiores do que o caixa. As dívidas brutas com vencimento no primeiro trimestre do próximo ano totalizam R$ 283,83 milhões, enquanto as disponibilidades em caixa se situam em torno de R$ 63 milhões. Uma de suas tentativas para inverter essa situação será a busca de apoio das grandes instituições financeiras para alongar os prazos para a quitação e a flexibilização das amortizações. A Gafisa teve prejuízo R$ 46,35 milhões no primeiro trimestre. O Ebitda ficou negativo em R$ 23,01 milhões, contra desempenho positivo de R$ 5,653 milhões de um ano antes.

 

Redução da receita de subsidiárias afeta Taesa

Como a Taesa apresentou lucro de R$ 159,58 milhões no primeiro trimestre deste ano, resultado 31% menor que os R$ 231,23 milhões obtidos no mesmo período de 2018, suas ações sofreram desvalorização de 2,02% e passaram a ser negociadas a R$ 25,18. Outros indicadores não mostraram bom desempenho devido principalmente ao corte de 50% na receita anual permitida de algumas concessões. O Ebitda se situou em R$ 310,91 milhões, com queda de 16,7%, A receita líquida somou R$ 362,7 milhões, com redução de 13,4%.

 

Prejuízo do Indusval recuou 46,1%

O Banco Indusval teve prejuízo de R$ 37,3 milhões no 1T, resultado negativo menor 46,1% ante igual período de 2018. Ativos totais ficaram em R$ 2,21 bi e foram 18,1% menores que os de março, enquanto o patrimônio líquido, por sua vez, recuou 46,7%, para R$ 108,2 milhões.

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