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Sete entre 10 brasileiros compram com base em posição de empresas sobre questões sociais

De acordo com o estudo global Edelman Earned Brand 2018, 69% dos brasileiros compram ou boicotam uma marca em virtude de sua posição...

Conjuntura / 08 Novembro 2018

De acordo com o estudo global Edelman Earned Brand 2018, 69% dos brasileiros compram ou boicotam uma marca em virtude de sua posição sobre uma questão social ou política, revelando um impressionante aumento de 13 pontos em relação ao ano passado. Seguindo tendência global, no Brasil, os compradores orientados por causa são agora a maioria em todas faixas etárias e de renda. Setenta por cento dos brasileiros com 18 a 34 anos; 75% com 35 a 54 e 60% com 55 ou mais consideram o posicionamento da marca ao consumir um produto ou serviço, enquanto 66% dos entrevistados de renda baixa, 72% de renda média e 71% de renda alta compartilham o mesmo comportamento. Em sua quarta edição, o Edelman Earned Brand 2018 foi realizado em oito mercados (além do Brasil, estão China, França, Alemanha, Índia, Japão, Reino Unido e EUA) por meio de pesquisas on-line que ouviram 8 mil pessoas (1 mil por país) e levantamentos feitos pelo celular, com 32 mil pessoas (4 mil por país).

O estudo revela também que os consumidores acreditam que as empresas são uma força mais efetiva de mudança do que o governo. No Brasil, 63% dos entrevistados afirmam que as marcas podem fazer mais para solucionar problemas sociais do que o governo, e 62% acreditam que é mais fácil fazer com que as marcas resolvam problemas sociais do que conseguir que o governo aja. "Os consumidores estão depositando nas empresas seus desejos de mudança", diz Marcília Ursini, vice-presidente de Engajamento para Marketing na Edelman. "Cada vez mais, as companhias estão indo além de seus negócios tradicionais para se posicionarem sobre questões relevantes para elas e seus públicos e isso tem ocorrido desde por meio de um posicionamento consistente até pela defesa de questões atuais e do ativismo de causa", conclui.

O estudo desse ano também aponta que comunicar o posicionamento já é tão importante quanto informar sobre produtos. Cinquenta e cinco por cento dos brasileiros demonstraram intenção de compra ao serem impactados pela comunicação de uma empresa sobre seus valores ou crenças, enquanto 56% se tornaram abertos a consumir ao ver a campanha de um produto. As mensagens baseadas em valores (43%) também foram mais eficazes do que as comunicações focadas em produtos (31%) no sentido de motivar os consumidores a defender as marcas. "A questão que se coloca hoje não é mais se uma marca deve ou não se posicionar, está relacionada a como ela deve fazer isso de forma consistente e verdadeira, engajando ainda mais seus stakeholders", diz Marcília. "O segredo está em conhecer a sua audiência e pensar a longo prazo para que o posicionamento escolhido conecte a essência da empresa aos valores de seus consumidores".

Ainda segundo o estudo, mais da metade (59%) dos consumidores acreditam que as marcas têm melhores ideias para resolver os problemas do país do que o governo. A maioria (69%) dos entrevistados dizem que as marcas devem facilitar a visualização de seus valores e posições sobre questões importantes em seus pontos de venda; e 53% das pessoas acreditam que os profissionais de marketing gastam muito tempo procurando maneiras de forçá-los a prestar atenção em seus comunicados do que pensando em formas de fazê-los se interessar por eles.

Em 42% dos casos, a comunicação de uma marca entregue por meio de mídia conquistada - que podem alcançar o consumidor por meio digital ou por veículos da imprensa - foi mais bem-sucedida em atrair a atenção dos consumidores do que publicidade paga (30%) e mídia própria (28%).

 

Classe C mais consciente faz empresas desenvolverem soluções completas e acessíveis

A classe C foi a grande protagonista do período de crescimento econômico no país entre 2004 e 2014. A ascensão de famílias a esta nova categoria colocou 58% da população na chamava “nova classe média”. Com a crise nos últimos três anos, o consumo pode ter estagnado, mas também deixou os cidadãos mais exigentes na busca por produtos e serviços.

De acordo com o levantamento da consultoria A Ponte Estratégia, 61% dos consumidores brasileiros da classe C confirmaram que estão mais conscientes após enfrentarem a recessão econômica nos últimos anos. Isso faz, por exemplo, que 65,2% aprendessem a economizar e 25,8% a reclamar pelos seus direitos.

Hoje, as pessoas estão mais atentas às promoções, exigem produtos e serviços melhores e completos, com qualidade e preço acessível, as empresas que desejam fisgar esse público precisa se desdobrar para atender suas demandas.

Em 2017, o volume transacionado por cartões pré-pagos foi de R$ 6,6 bilhões, um crescimento de quase 70%, de acordo com a Associação Brasileira de Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs). Esse número foi obtido graças à utilização do meio de pagamento pela classe média brasileira.