Serviços seguem em recuperação, mas em ritmo fraco

Setor cresceu 1,2% em setembro, frente a agosto, o melhor resultado no ano na série com ajuste sazonal.

Conjuntura / 23:33 - 12 de nov de 2019

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O setor de serviços cresceu 1,2% no mês de setembro, frente a agosto, divulgou nesta terça-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado, o setor acumula alta de 0,6% em 2019 e 0,7% no período de 12 meses encerrado em setembro.
O terceiro trimestre teve alta de 0,6% na comparação com o mesmo período de 2018, um desempenho mais dinâmico que o do segundo trimestre, que teve apenas 0,1% de variação positiva.
O IBGE constatou aumento em quatro de cinco grupos de atividades pesquisados. O único que teve queda foi o dos serviços de informação e comunicação, com retração de 1% na comparação com agosto.
As comparações com setembro de 2018 apontam um crescimento de 1,4% no setor de serviços como um todo e expansão em três dos cinco grupos de atividades pesquisados. Nessa base de comparação, os serviços de informação e comunicação cresceram 2,2%, os outros serviços, 11%, e os serviços profissionais, administrativos e complementares, 2,9%. Já o grupo dos serviços de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio caiu 1,7%, e os serviços prestados às famílias, 0,3%.
Para o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), enquanto a indústria mal cresceu em setembro, registrando apenas 0,3%, o setor de serviços obteve seu melhor resultado no ano na série com ajuste sazonal. No entanto, a hesitação permanece, seguindo uma trajetória em que altos e baixos se intercalam, produzida por um ambiente de pouca produção industrial, desemprego elevado, baixo dinamismo do rendimento da população. A despeito disso, uma reação moderada do setor vem tendo continuidade, analisa o Iedi.
Ressalta ainda o instituto, que o bom resultado de setembro trouxe a expansão do faturamento real do setor de serviços no 3º trimestre, fazendo de 2019 um ano de recuperação inconteste. Quanto ao ritmo em que isso ocorre também não há dúvidas: é muito fraco, especialmente para um setor que só recentemente vem trilhando o que parece ser um longo caminho de superação da crise econômica.

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