Sem sinal de recuperação

São Paulo / 15 junho 2017

Não fosse o setor de açúcar e álcool, saldo de contratações no ano seria apenas de 1 mil

A indústria paulista fechou 3 mil postos de trabalho em maio na comparação com abril, representando uma queda de 0,13%, revela Pesquisa de Nível de Emprego da Federação das Indústria de São Paulo (Fiesp), divulgada nesta quarta-feira, na capital paulista. Com ajuste sazonal, o recuo é de 0,3%. Em relação a maio do ano passado, a queda chega a 4,07% com o fechamento de 92,5 mil vagas.
O decréscimo nas contratações do setor de açúcar e álcool no último mês teve maior peso para o resultado. De acordo com a Fiesp, isso se deve ao fim do período da safra agrícola, quando as con-tratações começam a perder força. Em maio, as usinas contrataram 1.077 trabalhadores. Em abril, o número de vagas abertas chegou a 7,7 mil.
Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp (Depecon), aponta que o resultado seria ainda pior se não fossem as contratações das usinas de açúcar e álcool ao longo do ano.
“Ainda não existe sinal de recuperação do emprego na indústria paulista, como se esperava. Excluindo as usinas de açúcar e álcool, teríamos um saldo de apenas mil contratações ao longo dos cinco meses deste ano”, disse. No acumulado de 2017, o setor industrial de São Paulo está positivo, com a criação de 19,5 mil vagas.
Dos 22 setores analisados na pesquisa, oito tiveram resultado positivo. Entre os destaques estão os segmentos de produtos diversos (1,04%), móveis (0,85%) e produtos têxteis (0,81%). Em números absolutos, o setor alimentício foi o que criou mais vagas: 878 contratações.
Oito setores apresentaram recuo. Os destaques negativos são: artefato de couro, calçados e artigos para viagem (-1,4%), máquinas e equipamentos (-1,17%) e outros equipamentos de transporte (-0,84%). O segmento de máquinas foi o que mais fechou vagas de trabalho, com redução de 1.932 postos.