SEG - Seguros: arrecadação sobe 12,2% até novembro e soma R$ 243,4 bi

Setor evolui dois dígitos pelo sexto mês consecutivo; em Pessoas, VGBL volta a reagir e puxa maior expansão.

Seguros / 18:04 - 16 de jan de 2020

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O setor segurador, puxado pelo desempenho extraordinário dos seguros de pessoas (planos de risco e de acumulação), continua a exibir tons azuis no ano em termos de arrecadação. Até novembro de 2019, houve crescimento de 12,2% comparado ao mesmo período de 2018, elevando a receita para R$ 243,4 bilhões. Com o resultado de novembro, o setor cresce dois dígitos pelo sexto mês consecutivo.

No editorial da nova edição da Conjuntura Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg), o presidente Marcio Coriolano afirma que "a persistência do bom desempenho dos Planos de Risco em Cobertura de Pessoas, a recuperação dos Planos de Acumulação e dos Títulos de Capitalização e o protagonismo, no segmento de Danos e Responsabilidades, de ramos importantes, como o Patrimonial, Rural e Crédito e Garantias, são características fundamentais de uma trajetória que, restando apenas um mês para o encerramento do ano, levará o setor de seguros a crescimento de dois dígitos em 2019".

Ele lembra que o desempenho é, em grande parte, resultado da preferência pela proteção contra eventos que, em ciclo baixo da economia, ameaçam a estabilidade das rendas familiares, como os sinistros de morte, acidente e invalidez e, por outro lado, da grande exposição da população a cada vez mais próxima necessidade de acumulação de recursos compensatórios da reforma da Previdência.

Nesses 11 meses, os planos de risco - com destaque para os seguros de vida (20%) e prestamista (21,3%) - subiram 14,5%, ao passo que os planos de previdência, 17,1%, reflexo direto da evolução dos produtos da linha VGBL (18,3%).

As vendas também evoluíram no segmento de Danos e Responsabilidade (sem os prêmios do Dpvat) no acumulado do ano até novembro. Os prêmios subiram 5,2% no período, atingindo R$ 67,2 bilhões. O desempenho mensal de novembro também é bastante positivo. A receita teve salto de 8,2% na comparação com o mesmo mês do ano passado, somando R$ 22,8 bilhões. No mês, chamou a atenção a taxa de expansão de algumas modalidades de seguros patrimoniais, a começar de Riscos de Engenharia (alta de 163,7% sobre novembro de 2018); Responsabilidade Civil D&O (83,2%); e Rural (22,1%), por exemplo.

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Penhor de safras agrícolas - O penhor agrícola se tornou uma forma de garantia ao credor no momento da concessão de crédito até o prazo final do pagamento. Poderia ser a solução dos problemas, mas no atual mercado, esse meio de pagamento ainda não é uma forma 100% segura pela distância entre o financiador e o financiado.

Um dos meios ineficazes, mas muito usados pelos bancos e credores, são as hipotecas da terra. Essa forma de pagamento é difícil de reaver o pagamento por conta das terras já estarem hipotecadas.

"O penhor agrícola, quando bem utilizado, é a garantia que permite levar crédito com segurança a todos os segmentos do agro e aumentar sua carteira de financiamento na frente da concorrência. A solução é o financiador ter acesso às informações em tempo hábil para que consiga, caso necessário, executar a lavoura dentro do período da safra, garantindo assim o seu recebimento. Esse é o papel da TerraMagna: garantir que você vai receber seu investimento no final da safra", explica Bernardo Fabiani, CTO da TerraMagna, agtech brasileira que atua na mitigação de riscos do agronegócio.

Com o monitoramento por satélites, uma das várias tecnologias usadas pela TerraMagna, é possível verificar a constituição da garantia - por selecionarem os melhores locais para o penhor, evitar seu esvaziamento e, caso necessário, levar à sua execução. "Trazer segurança para o financiador do agronegócio por meio de uma concessão de crédito informada e do uso correto do penhor agrícola é o principal objetivo da TerraMagna. Garantindo a segurança nas operações financeiras do agronegócio, empoderamos financiadores a atender novos segmentos da agricultura brasileira com segurança, reduzindo a assimetria de informação e facilitando o fluxo de crédito em todos os segmentos do agro", continua Fabiani.

A TerraMagna realiza o monitoramento de lavouras por meio de um sistema próprio via satélite e também monitoramento de campo para acompanhar o grão do campo ao silo. O monitoramento funciona da seguinte forma: a empresa recebe o descritivo das operações de concessão de crédito e o financiador acompanha em tempo real a lavoura, chegando antes dos demais credores e evitando fraudes, como ausência plantio ou desvio do grão produzido. Caso sejam observados indícios de que haverá problemas no pagamento, o credor executa rapidamente o colateral e tem garantia de liquidez com a venda da lavoura. "Proporcionamos mais segurança nas operações financeiras do agronegócio, tornando o processo transparente e menos invasivo, com dados isentos", finaliza.

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DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL

Álcool No próximo 12 de março próximo, ocorre, em Manchester, Inglaterra, o Seminário "Desenvolvendo uma colaboração Brasil - Reino Unido na defesa da regulamentação do álcool no Brasil - estratégias e alternativas de captação de recursos".

O evento é uma iniciativa do Collaborative Centre for Values-Based Practice (VBP) - Centro Colaborativo de Prática Baseada em Valores; uma rede internacional com sede no St. Catherine’s College, Oxford, compreendendo uma ampla rede de parceiros clínicos e acadêmicos.

O Seminário será coordenado pelo professor Guilherme Messas, presidente da Rede Brasileira de VBP, professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e coordenador do Comitê para Regulação do Álcool - CRA (http://fcmsantacasasp.edu.br/cra), e a professora Lucy Webb, da Universidade Metropolitana de Manchester.

O objetivo do seminário é trocar conhecimentos e ideias entre pesquisadores de álcool e defensores da regulação de política de álcool do Brasil e do Reino Unido, levando ao fortalecimento da parceria entre os participantes. Busca-se ainda desenvolver propostas de financiamento para capacitar a defesa de políticas de regulação do álcool, realizar pesquisas sobre o tema e avaliar os obstáculos ao desenvolvimento de políticas de regulação de álcool nesses países.

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SEGURO CIDADÃO

Janeiro Branco Janeiro é considerado o mês de conscientização sobre a saúde mental, importante, inclusive, em situações de tratamento de doenças como o câncer. Segundo pesquisa internacional, publicada na revista Psychooncology, ex-pacientes da doença têm 10% mais transtornos psíquicos que população em geral. Os resultados do estudo chamam atenção para a importância de práticas relacionadas à saúde mental no tratamento oncológico de crianças e jovens, bem como de outras faixas etárias, de familiares e profissionais de saúde.

Segundo Marcelo Milone Silva, da Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (Sobope), a boa prática começa por tratar toda criança e jovem com câncer em hospitais especializados.

"A partir disso, as ações serão voltadas para minimizar os problemas e traumas decorrentes da experiência do tratamento", diz.

O especialista comenta que o avanço nas condições de tratamento melhorou a perspectiva de qualidade de vida e cura de pacientes com câncer em geral para mais de 80% na atualidade. Com isso, foi possível avaliar os efeitos provocados pela terapia e na vida dos pacientes e seus familiares durante e após o tratamento, como transtornos psíquicos, entre eles, depressão, ansiedade e medo.

"Ao avaliar a população em geral, ex-pacientes de câncer apresentam uma maior prevalência, por exemplo, de alterações da saúde mental. Por isso, constatou-se que o tratamento necessário para a cura dos pacientes também é prejudicial à saúde psicológica", explica o médico oncopediatra.

O diagnóstico do câncer mexe não apenas com aspectos mentais de crianças e jovens, mas também de familiares e profissionais de saúde. Afinal, de acordo com Milone Silva, são inúmeros procedimentos, quase sempre associados a algum desconforto físico e emocional, diversas internações e diferentes níveis de gravidade. Também os frequentes deslocamentos são cansativos e longos, interferindo no convívio familiar e social.

"Não é raro que o paciente falte aos compromissos relacionados ao tratamento ou mesmo o abandono no meio da terapia. Assim, a atenção à saúde mental é fundamental para diminuir o absenteísmo e os impactos do tratamento oncopediátrico", diz o especialista, que complementa: "Os profissionais que lidam com estes pacientes também devem receber atenção, pois estão propensos ao desgaste físico e emocional".

O médico da Sobope considera que o suporte psicólogo durante e após o tratamento, seja para o paciente ou para sua família, é fundamental: "Até porque as situações e reações dos pacientes serão diferentes conforme a faixa etária, ambiente familiar e social em que o paciente está inserido, exigindo abordagens distintas, mas bem fundamentadas para cada caso", conclui.

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Tornozelo - I - Uma equipe de cirurgiões ortopédicos e engenheiros biomédicos italianos criou e implantou com sucesso uma prótese impressa em 3D em um paciente que não conseguia mais flexionar o tornozelo ou andar adequadamente após um acidente de moto, anunciaram o Instituto Ortopédico Rizzoli (IOR) e a Universidade de Bolonha na terça-feira.

A cirurgia inovadora, inédita no mundo, ocorreu em outubro de 2019 e foi seguida por um período de reabilitação física do paciente, um homem de 57 anos que recuperou a capacidade de andar normalmente, explicaram os cientistas durante uma conferência de imprensa na cidade de Bolonha, no norte.

A lesão do paciente, causada em 2007, havia sido considerada inoperável até agora.

A técnica pioneira em Bolonha é inovadora porque personaliza "todo o procedimento de substituição protética do tornozelo: começando pela anatomia do paciente... um implante feito sob medida do tornozelo foi construído com impressão 3D", explicou o IOR em um comunicado.

"A cirurgia é uma inovação absoluta em nível global, porque é a primeira vez que um implante protético de tornozelo que preserva a isometria (contração) dos ligamentos é construído através da impressão 3D e implantado por técnicas que permitem diminuir o tempo cirúrgico e salvar tecido ósseo em um paciente afetado pela destruição pós-traumática da articulação", explicou o professor Cesare Faldini, que coordenou a equipe que realizou a operação e que dirige a Clínica de Ortopedia e Traumatologia do IOR.

A operação foi a primeira do mundo porque foi "duplamente personalizada", explicou o engenheiro Alberto Leardini, que dirige o Laboratório de Análise de Movimento da IOR.

"O implante, e a técnica cirúrgica com a qual foi implantado, foram feitos sob medida para esse paciente", explicou.

As fraturas do tornozelo são causadas principalmente por acidentes de viação ou pela queda de uma grande altura. Os pacientes geralmente nunca recuperam completamente o uso do tornozelo lesionado, muitas vezes acabando mancando e forçados a usarem sapatos ortopédicos.

Até agora, explicou o IOR, os implantes de tornozelo eram compostos de componentes padronizados projetados para articulações anatomicamente regulares, de modo que eram úteis apenas nos casos em que o trauma não alterava significativamente o formato da articulação. A outra opção é fundir cirurgicamente as duas partes quebradas da articulação.

"Isso leva à perda total de movimento do tornozelo e sobrecarga das outras articulações do pé", disse o comunicado do IOR.

Algumas semanas antes da cirurgia, o tornozelo do paciente foi escaneado e um modelo tridimensional de perna e pé foi construído usando software e procedimentos desenvolvidos por uma equipe de pesquisa do Laboratório de Análise de Movimento do IOR.

Cirurgiões ortopédicos e engenheiros biomédicos simularam a cirurgia em um computador, trabalhando na forma e no tamanho de cada componente da prótese para corresponder às características anatômicas específicas do paciente, até encontrar a melhor combinação possível dos componentes dos dois ossos que compõem o tornozelo.

Depois disso, a equipe produziu um modelo plástico da prótese em 3D para mais testes. Finalmente, a prótese real para implantação no paciente foi impressa em três dimensões em uma liga de cromo-cobalto-molibdênio usando a tecnologia de impressão 3D de Manufatura Aditiva por Feixe de Elétron (EBM).

Após a operação, o paciente seguiu um programa de reabilitação personalizado e, finalmente, recuperou o uso do tornozelo, que havia perdido por quase 13 anos.

"Os resultados são muito promissores", disse Leardini. "O primeiro implante foi um grande sucesso, e planejamos aplicá-lo e desenvolvê-lo em muitos outros pacientes nos próximos meses".

"Pela primeira vez, existe uma opção para pacientes traumatizados que não conseguiram encontrar uma solução cirúrgica eficaz até agora. Hoje isso foi possível", disse o diretor-geral do IOR, Mario Cavalli.

A nova técnica "é para pacientes que não podem receber próteses tradicionais", acrescentou Faldini. "Usamos uma tecnologia que coloca os engenheiros ao lado dos ortopedistas para criar uma solução personalizada para os pacientes, para que eles possam caminhar corretamente mais uma vez".

A tecnologia foi desenvolvida ao longo de 20 anos de pesquisa no IOR em colaboração com a Universidade de Oxford, disse Faldini.

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Tornozelo - II - Esportes fazem bem à saúde do corpo e da mente, mas, se não forem conduzidos da forma correta, a chance de lesões é alta. Dependendo da atividade esportiva, diferentes tipos de lesões podem acontecer em diversas articulações do corpo.

"O futebol pode levar frequentemente a entorses (lesões ligamentares), distensões musculares ou lesões ligamentares, principalmente em membros inferiores, como joelho e tornozelo", explica o ortopedista especialista em Medicina do Esporte da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, Carlos Górios.

Dependendo do tipo de lesão, o atleta pode ficar incapacitado para continuar no esporte. "Além disso, nos casos em que o atleta consegue continuar na prática esportiva, a lesão pode fazer com que aconteça uma queda no rendimento", alerta.

Aquecimento prévio e um preparo físico adequado para aquela modalidade são formas de evitar as dolorosas lesões. "As lesões geralmente doem, por isso é necessário tratamento médico. Além disso, podem levar a incapacidades funcionais tanto para as atividades físicas como para as atividades do dia a dia, como caminhadas, subir escadas ou se levantar da cadeira", detalha o especialista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo. "A pessoa pode ter perda de força no membro lesionado, além de não conseguir se movimentar ou mesmo claudicar (mancar)"

A boa notícia é que, na maioria dos problemas, é possível tratar as lesões e voltar para o esporte depois de um tempo de recuperação. "O tempo médio de recuperação vai depender do tipo e da gravidade da lesão que o atleta teve. Uma contusão, por exemplo, pode ser de rápida recuperação, em torno de uma semana", diz o ortopedista.

Já as entorses (lesões ligamentares) dependem do grau da lesão. Se for leve, o tratamento é conservador e o atleta fica afastado das atividades, em média, por seis semanas. Já as lesões mais graves necessitam normalmente de tratamento cirúrgico, onde a recuperação pode levar de seis a oito meses. Só depois desse período é que se pode voltar à prática esportiva.

No caso específico do joelho, a lesão do ligamento cruzado anterior (LCA) - um dos ligamentos intra-articulares do joelho - o tratamento é cirúrgico. "É muito comum lesionar o LCA na prática do futebol. Para essa lesão, devemos realizar a reconstrução do ligamento, que é colocar um enxerto para substituir o ligamento, ou seja, um tratamento cirúrgico", diz.

Várias técnicas podem ser usadas para deixar o joelho em pleno funcionamento novamente, no caso da cirurgia do LCA. "Há diversos tipos de enxerto e diversos tipos de fixação do enxerto. Todas têm o mesmo objetivo, que é de estabilizar a articulação do joelho", detalha o especialista.

Tanto amadores como profissionais, os atletas devem ficar atentos principalmente com a dor. "Para as lesões importantes, como lesão muscular ou ligamentar, com história prévia de trauma, o atleta tem de parar imediatamente a atividade esportiva e procurar um médico", recomenda.

Tanto na prevenção ou no tratamento, os meios disponíveis para afastar e curar as lesões melhorou ao longo dos anos. Carlos Górios explica que a medicina esportiva conta hoje com um aparato tecnológico que pode identificar o risco de lesão e conseguir prevenir antes mesmo que ela aconteça.

"Nos dias de hoje, a avaliação cinemática - que é a avaliação dos movimentos e das articulações por meio de laboratórios de biomecânica - é fundamental para o excelente rendimento do atleta. A baropodometria, um teste para ver a distribuição do peso corporal na atividade esportiva, é utilizada para prevenção ou mesmo reabilitação de lesões", explica.

A termografia também é uma aliada. "É usada para medir níveis de calor corporal, que indicam a região do corpo do atleta que necessita de cuidado específico, prevenindo lesões", detalha.

As cirurgias também não ficam de fora: novas técnicas minimamente invasivas podem acelerar a recuperação do atleta.

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Coronavírus - I - Apesar do primeiro caso exportado de novo coronavírus da cidade chinesa de Wuhan, a Organização Mundial da Saúde (OMS) disse na terça-feira que não há evidências claras de transmissão entre humanos com base nas informações disponíveis.

A OMS afirmou que são necessárias investigações adicionais para verificar a presença de transmissão entre humanos, modos de transmissão, fonte comum de exposição e presença de casos assintomáticos ou levemente sintomáticos que não são detectados.

É essencial revisar todas as informações disponíveis para entender completamente a potencial transmissibilidade entre humanos e continuar as investigações para identificar a fonte da infecção, acrescentou a OMS.

De acordo com a entidade, uma chinesa de 61 anos desenvolveu febre com calafrios, dor de garganta e dor de cabeça no dia 5 de janeiro e pegou um voo direto para a Tailândia a partir de Wuhan no dia 8 de janeiro. Foi então encontrada uma infecção por um novo vírus coronavírus (2019-nCoV) e transferida para o hospital.

A viajante disse que visitava regularmente um mercado fresco de Wuhan antes do início da doença no dia 5 de janeiro, mas não foi ao Mercado Atacadista de Frutos do Mar de Huan, onde a maioria dos casos foi detectada.

A OMS disse que a paciente está em uma condição estável e seu histórico completo de exposição ainda está sob investigação.

Desde o relatório inicial de casos em Wuhan, no dia 31 de dezembro, 41 casos com nova infecção por coronavírus foram diagnosticados preliminarmente, incluindo um caso que morreu com graves condições médicas subjacentes. Nenhum caso adicional foi detectado desde 3 de janeiro na China.

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Coronavírus - II - O Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar Social do Japão afirmou hoje que uma nova variante de coronavírus foi detectada em um homem que visitou Wuhan, na China. A cidade, localizada no interior do país, está passando por um surto de pneumonia, provavelmente causado por este vírus. É o primeiro caso confirmado de infecção pelo novo coronavírus no Japão. A doença pode causar pneumonia e gastroenterite

Autoridades do governo dizem que o homem tem por volta de 30 anos, mora na província de Kanagawa, nas proximidades de Tóquio, e começou a ter febre em Wuhan no dia 3 de janeiro. Afirmam, ainda, que o paciente consultou um médico ao voltar ao Japão, no dia 6, e foi hospitalizado.

O Instituto Nacional de Doenças Infecciosas realizou testes e detectou o novo coranavírus. O ministério afirma que o homem se recuperou e recebeu alta do hospital na quarta-feira.

Ele alegou às autoridades que não visitou o mercado de frutos do mar em Wuhan, que tem sido vinculado à maioria dos casos. Acredita-se que ele tenha tido contato próximo com pessoas que estavam infectadas pelo vírus.

Uma misteriosa pneumonia começou a se espalhar em Wuhan no mês passado. O novo tipo de coronavírus foi detectado em 41 pacientes, incluindo um homem de 61 anos que morreu.

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