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ANS suspende venda de 51 planos de saúde no país

Seguros / 17:09 - 7 de jun de 2019

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A partir do dia 14, 51 planos de saúde não poderão ser vendidos ou receber novos clientes em todo o país, por determinação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A medida, anunciada nesta sexta-feira é resultado do Programa de Monitoramento da Garantia de Atendimento, que acompanha o desempenho do setor e atua na proteção dos beneficiários. Neste ciclo, a reguladora determinou a suspensão temporária da comercialização de planos de 11 operadoras em função de reclamações assistenciais recebidas de consumidores no período, tais como: cobertura assistencial, prazo máximo de atendimento e rede de atendimento, entre outras.

Juntos, os planos atendem cerca de 600 mil beneficiários, que ficam protegidos com a medida e têm mantida a garantia à assistência regular. Paralelamente à suspensão, a Agência liberou a comercialização de 27 planos de saúde de 10 operadoras que haviam sido suspensos em ciclos anteriores. A liberação indica que esses planos poderão voltar a ser vendidos para novos clientes a partir do dia 14.

O Monitoramento da Garantia de Atendimento avalia as operadoras a partir das reclamações registradas pelos beneficiários nos canais da ANS. O objetivo do programa é estimular as empresas a garantir o acesso do beneficiário aos serviços e procedimentos definidos no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da ANS de acordo com o que foi contratado. Assim, os planos suspensos só podem voltar a ser comercializados quando forem comprovadas melhorias.

"Ao proibir temporariamente a comercialização dos planos que estão sendo alvo de reclamações, a ANS obriga as operadoras se esforçarem para garantir o acesso do beneficiário aos serviços que foram contratados. Somente com a adequação do atendimento, as operadoras poderão receber novos clientes", explica o diretor de Normas e Habilitação dos Produtos, Rogério Scarabel.

Nesse ciclo, foram consideradas as reclamações (como negativas de cobertura e demora no atendimento) recebidas entre 1º de janeiro e 31 de março de 2019. No período, foram registradas 19.411 reclamações de natureza assistencial nos canais de atendimento da ANS. Dessas, 18.789 foram consideradas para análise pelo Programa de Monitoramento, excluindo-se as demandas finalizadas por motivos como duplicidade.

No período, 93,56% das queixas foram resolvidas pela mediação feita pela ANS via Notificação de Intermediação Preliminar (NIP), índice que regularmente tem se mantido superior a 90% em resolutividade, garantindo resposta ao problema dos beneficiários.

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Desastres ambientais aumentam no país e desafiam indústria de seguros

Estudos e estatísticas confirmam a percepção geral de que os desastres ambientais estão mais frequentes e intensos no país. Entre 1991 e 2012, esses eventos quintuplicaram, saltando de 773 ocorrências para 3.803, de acordo com dados do Atlas Brasileiro de Desastres Naturais.

O especialista em desastres ambientais e professor de Oceanografia da UFRJ, David Zee, garante que sim. Segundo ele, a precisão na avaliação dos riscos, a partir de estudo de cenários e estatísticas, pode levar à redução ou até à eliminação dos danos.

Este assunto trouxe Zee a São Paulo para participar do seminário que discutiu as mudanças no perfil de seguros em decorrência dos desastres naturais e acidentes de impacto ambiental, promovido pela Schalch Sociedade de Advogados (SSA). O evento também contou com a participação do advogado português Nuno Luis Sapateiro, coordenador da área de Seguros no escritório PLMJ, por meio de videoconferência. A mediação foi realizada pela sócia da SSA, Debora Schalch, que tem atuação concentrada em sinistros de grande complexidade técnica.

Segundo Zee, os desastres naturais aumentaram exponencialmente no país nas últimas décadas. Entre 1993 e 1997, foram registradas 300 inundações, e, entre 2013 e 2017, 4.721. Nesse mesmo período, os vendavais aumentaram de 294 casos para 1.709. No Rio de Janeiro, o evento de maior frequência é o temporal, com 109 registros, entre 1991 e 2016. As ressacas e ventanias (furacões e ciclones) também estão mais frequentes. Zee explica que ambas se formam nos oceanos devido ao acumulo de energia solar, provocando alterações bruscas na morfologia (erosão e assoreamento), enchentes e colapso das edificações costeiras. "As cidades costeiras são um grande exemplo dos riscos que enfrentaremos nas próximas décadas", disse

No entanto, o professor lamenta que a percepção dos riscos em relação à evolução das ameaças climáticas aumente apenas quando ocorrem as catástrofes. Para ele, essa discrepância impede a instalação de medidas mitigadoras e de contingência. "O que não se consegue dimensionar é transferido ao seguro. Mas, sem um estudo técnico, esses riscos poderão ser inviáveis até mesmo para as seguradoras", disse.

Daí porque conclui que para adequar o seguro ao risco é preciso realizar estudos mais profundos. "As seguradoras precisam de um trabalho técnico de previsão e estatísticas de risco que caracterize os cenários que eventualmente possam ocorrer", disse. Ele sugere, ainda, a contratação de consultoria técnica especializada em eventos climáticos para estudar os cenários de riscos. "Isso também poderia induzir o cliente a tomar medidas para reduzir o risco".

Zee explica que o risco é resultado da ocorrência concomitante de três fatores: ameaça, exposição e vulnerabilidade. No caso do risco ambiental, o excesso de chuva, por exemplo, pode ser uma ameaça se o empreendimento estiver instalado em uma área vulnerável, exposta a deslizamentos ou inundações. Embora não seja possível evitar a ameaça (chuva), ele afirma que é possível controlar a exposição e a vulnerabilidade do empreendimento. "Se um desses elementos for anulado, o risco também o será. Assim, para anular ou reduzir o risco das catástrofes ambientais, será preciso eliminar ou reduzir ao máximo qualquer um dos elementos dos quais o risco depende", explicou.

O primeiro passo, segundo o especialista, é realizar um diagnóstico para identificar a vulnerabilidade do empreendimento. Em seguida, alterar, modificar ou minimizar a exposição. O ideal é que esse estudo seja feito antes da construção do empreendimento, mas, caso já esteja instalado, então o melhor é adotar medidas para conter ou segregar a exposição. "Em Nova Orleans, para evitar os impactos do aumento do nível do mar, foram construídos muros ao longo do canal do rio", exemplificou.

Zee também analisou a evolução dos acidentes com óleo no mar, as ressacas no litoral do Rio de Janeiro e os riscos futuros na produção offshore no Brasil. Atualmente, 90% do volume de petróleo extraído no Brasil vem do mar, de águas profundas, em área sujeita a instabilidade climática. "Esta condicionante potencializa os riscos de acidentes e deve ser considerada nos cálculos de seguro", afirma.

Dados do Ibama revelam que os vazamentos de petróleo no mar aumentaram de 15 casos, em 2003, para 172, em 2012. Por outro lado, Zee enxerga mais oportunidades para o setor de seguros, ainda que a análise de risco na fase de extração seja mais complexa. "Haverá mais navios sondas, terminais e plataformas, que vão precisar de seguro", disse.

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Bolsa em alta e dólar em baixa - O mercado de ações operava, às 17h55 desta sexta-feira (7), em alta de 0,70% com o Ibovespa avançando para 97.886 pontos. O dólar comercial em baixa de 0,14% vendido a R$ 3,877. O euro em alta de 0,40 cotado a R$ 4,395.

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SEGURO CIDADÃO

Avança proposta que destina metade dos recursos do Dpvat para a Previdência e creches

Avança no Senado a proposta que destina metade dos recursos arrecadados para o seguro Dpvat para o financiamento da Previdência Social, creches e programas de prevenção de acidentes de trânsito. Com este teor, o Projeto de Lei 1.418/2019 foi aprovado pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) e segue agora para a Comissão de Assuntos Sociais (CAS). O relator, senador Jorginho Mello (PL-SC) defendeu a aprovação, mas ponderou que a partilha de recursos deve sempre ser vista com cuidado por não ser o cenário ideal.

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ENDOSSANDO

Prêmio Benchmarking Saúde Bahia - A Bradesco Saúde foi destaque no Prêmio Benchmarking Saúde Bahia mais uma vez. Na edição deste ano, realizada na última quinta-feira, em Salvador, a empresa do segmento Saúde do Grupo Bradesco Seguros foi a mais bem colocada na categoria "Seguradora", obtendo 3.800 pontos, vencendo pela nona vez consecutiva no estado.

Flavio Bitter, Paulo César Prado Junior e Marilea Francina Assis Souza receberam o troféu em nome da Bradesco Saúde. "Ser novamente reconhecida como a melhor seguradora do mercado baiano só aumenta a nossa responsabilidade de atender com excelência os nossos mais de 250 mil segurados no estado, ao mesmo tempo que, como gestores, temos a tarefa de zelar pelo controle de custos", destacou Flavio. A premiação contou com a presença de gestores dos setores público e privado, além de empresários.

Critérios como inovação, novos investimentos, credibilidade e visibilidade de mercado são avaliados para se eleger os melhores do mercado da Bahia. Desde a sua criação, em 2011, a escolha dos vencedores do Prêmio Benchmarking Saúde Bahia é feita por uma comissão composta por representantes de todo o trade baiano, como consultores, dirigentes e autoridades.

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Homenagem Na última quarta-feira, em reunião na Associação Internacional de Direito de Seguros (Aida), Diretoria e membros do Conselho entregaram placa reconhecendo o Ivan Gontijo como a Personalidade do Direito de Seguro do ano de 2018. O agraciamento se deu pelo seu grande e significativo empenho em prol do direito de seguro.

Para o presidente a Aida, Inaldo Bezerra, esse foi um reconhecimento para um grande gestor do setor de seguros. "Ivan é um executivo de extrema grandeza, além de ser uma pessoa preocupada com o ensino e a cultura do mercado segurador. Estamos em festa, pois tivemos a oportunidade de homenagear uma personalidade tão distinta", ressalta.

"A Aida, para mim, sempre foi uma instituição muito cara, diferenciada, onde o estudo do seguro faz toda a diferença e anda de forma conjunta com o mercado. Eu gostaria muito de agradecer a todos pela generosidade do reconhecimento", agradeceu Ivan Gontijo.

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Café da manhã com presidente da FenaPrevi - O Clube Vida em Grupo do Rio de Janeiro (CVG-RJ) vai contar com a presença do presidente da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi), Jorge Nasser, em café da manhã a ser realizado no dia 28 de junho, a partir das 9h. O tema do encontro será a Reforma da Previdência e os seus impactos no mercado segurador, bem como na sociedade em geral.

A palestra será no auditório da Escola Nacional de Seguros (Rua Senador Dantas, 74, 4º andar, no Centro do Rio), e a entrada é gratuita. As inscrições devem ser realizadas no site do Clube ou por e-mail cvgrj@cvgrj.com.br.

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Corretores de seguros O Clube dos Corretores de Seguros de São Paulo (CCS-SP) recebeu em seu tradicional almoço, no dia 4 de junho, no Circolo Italiano, a diretoria e executivos da Bradesco Seguros. "É um enorme prazer estar aqui. Contamos com o corretor de seguros como nosso parceiro fundamental e reafirmamos esse compromisso de longo prazo com o mercado", disse o presidente da seguradora Vinicius Albernaz, que mencionou a disposição da seguradora de desonerar o corretor para que este possa maximizar o relacionamento com os seus clientes. Para tanto, informou que a empresa está investindo na melhoria dos seus canais de comunicação e na oferta de produtos de todos os ramos de seguros. "A nossa obrigação é ser multirramo e a evolução do corretor também passa por esse caminho", disse.

Os desafios da longevidade, um dos focos da seguradora, também foram comentados pelo executivo, que enxerga oportunidades para o seguro e a previdência privada. "Sabemos que o desafio está associado à tendência do aumento de doenças crônicas, degenerativas, obesidade etc. Muitos clientes têm riscos desprotegidos. Temos de melhorar a oferta de produtos para suprir esse gap de proteção", disse.

A mudança de comportamento do consumidor, as novas gerações e as tecnologias digitais foram alguns dos temas que o diretor comercial Leonardo de Freitas propôs para a reflexão. Em sua avaliação, o mercado deve descobrir formas de oferecer seguro para as novas gerações. "O mercado está mudando e vão sobreviver aqueles que tiverem a capacidade de se adaptarem às mudanças", disse.

Especialmente para o encontro com os associados do CCS-SP, a Bradesco Seguros convidou representantes da Swiss Re Corporate Solutions, sua parceria na joint venture para comercialização de seguros para grandes riscos. Segundo o diretor comercial Guilherme Perondi e a Head de Responsabilidade Civil Geral e Linhas Financeiras Marina Neufeld Schechner, a seguradora também está lançando produtos na área de linhas financeiras.

O primeiro produto nessa área é o seguro D&O, que protege executivos contra atos de sua administração que venham a ser questionados na justiça. "Um argumento interessante é que o prêmio é pago pela empresa, mas o beneficiário é o executivo", disse Perondi. Ele acrescentou que o produto é abrangente e tem como alvo desde pequenas e médias empresas até as grandes, com faturamento de até R$ 1 bilhão.

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Seguro viagem - Realizar uma viagem exige bastante planejamento para que nada saia fora do esperado. É necessário definir datas com antecedência, escolher o destino e comparar preços. Contudo, muitos esquecem de um serviço importante e que pode evitar dores de cabeça em casos de imprevistos como acidentes ou problemas de saúde: o seguro viagem. Essa proteção é ainda mais indispensável quando se trata de viagens internacionais, uma vez que os planos de saúde brasileiros não têm validade no exterior, ou requerem muita burocracia.

"O seguro viagem funciona como um plano de saúde temporário e garante a indenização em caso de diversos tipos de acidentes. Ou seja, se houver algum imprevisto, o assistido será imediatamente amparado", explica Edilson Guerra, diretor da Rodonaves Corretora de Seguros.

O seguro viagem, de acordo com Guerra, cobre acidentes e situações consequentes, incluindo injúria, morte e invalidez, além de custos com medicamentos por doenças e internação.

"Há algumas opções de planos de cobertura que variam dependendo da região (nacional e internacional) e da quantidade de diárias, por exemplo", completa o executivo.

O diretor explica ainda que há algumas questões que influenciam no valor e no plano que será contratado, por exemplo, se haverá gestantes ou idosos, se o objetivo da viagem será para a prática de esportes, entre outros detalhes.

Guerra finaliza alertando os assistidos para que sempre mantenham em mãos os contatos da central de atendimento da seguradora contratada, assim como cópias da apólice do seguro. Isso facilita em casos de emergência.

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Implantes dentários - Até o final de 2019, o mercado brasileiro de implantes dentários e componentes deve movimentar cerca de R$ 590 milhões. Desse total, a S.I.N. Implant System responderá por 22% dos itens vendidos, segundo a própria empresa. "A disseminação das informações sobre novas tecnologias a custos mais acessíveis são fatores que têm contribuído para ampliar o número de tratamentos na área da implantodontia", explica Felipe Leonard, CEO e presidente da S.I.N.Implant System.

Segundo ele, "o segmento ainda tem muito para ser explorado: existem muitas pessoas que não conhecem as técnicas e benefícios da implantodontia ou não têm acesso a ela", completa o CEO.

Leonard adianta alguns planos da empresa a curto prazo: "Queremos conquistar a Europa e a América Latina. Nessas áreas, o valor total do negócio de implantes supera os USD 1,3 bilhões. Nós temos participações bastante expressivas em vários mercados desses países, chegando a ter 5%, às vezes 10% e, em alguns desses locais chegamos próximos aos 50%."

Mas, na avaliação do CEO da S.I.N. Implant System ainda há bastante espaço para o incremento da expansão global. "Considerando o volume geral de Europa e EUA, ainda temos potencial gigante de crescimento, já que o nosso market share não supera 1% do total. A isso deve se somar mais oportunidades em regiões onde ainda não estamos presentes, como África, Índia e Sudeste Asiático."

A previsão de desenvolvimento do segmento, portanto, é enorme. "Estimamos crescer entre 20% e 30% no Brasil, e dobrar o nosso negócio em âmbito internacional", afirma Leonard. "Nossa estratégia se baseia na qualidade dos produtos que fabricamos. Por isso, investimos muito em pesquisa e tecnologia", explica o executivo.

Há cerca de 20 anos, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios (Abimo), o implante custava cinco vezes mais do que hoje.

O valor está mais acessível ainda por conta dos tipos de materiais empregados. O preço final é ajustado com base neles e, também, nas características dos implantes.

No mercado global e diante da concorrência, o Brasil sai na frente em relação a players de outros países, por conta do grande desenvolvimento da Odontologia nacional, com excelentes profissionais. "O mercado brasileiro ocupa a segunda colocação em vendas de implantes no mundo, só perdendo para os EUA", conta Leonard.

Informações divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que 39 milhões de pessoas no país usam próteses dentárias, sendo que uma em cada cinco dessas tem de 25 a 44 anos. Já aos 60 anos, 41,5% das pessoas já perderam todos os dentes.

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