SEG NOTÍCIAS - Zika, chikungunya e dengue impactam número de exames em planos

Seguros / 17 Maio 2017

O número de exames por beneficiário/ano cresceu 30,7%, de 2014 para 2015, segundo dados da última pesquisa da Unidas. O grande volume de exames para detecção da dengue, zika e chikungunya no primeiro semestre do ano passado ajudou a elevar este dado.

Quase 81 mil exames de sorologia para confirmação da dengue foram realizados ano passado pelas filiadas Unidas. Foram 27.612 exames do chamado teste rápido, também usado para confirmar a dengue, e 626 exames do antígeno NS1, que serve tanto para diagnóstico da dengue quanto zika. Somando esses três procedimentos, o valor dos procedimentos chegou a R$ 3,2 milhões.

O total de exames por consulta também cresceu bastante: 29,7%. Em números absolutos foram 4,8 exames por beneficiário/ano em 2015 contra 3,7.

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Plano odontológico pode ser mantido após demissão

Ficar desempregado é sempre uma situação complicada, principalmente em tempos de recessão econômica, como o atual. Conhecer os direitos que se tem nesse período é a melhor forma de minimizar os danos causados por uma demissão inesperada e, entre tais direitos, está a possiblidade de continuar com o plano odontológico da empresa após o desligamento.

"As condições são as mesmas em relação ao plano de saúde, ou seja, o titular deve ter pago integralmente ou parcialmente a mensalidade do serviço enquanto esteve vinculado à empresa. Não há um limite mínimo de valor de contribuição e o próprio desconto em folha é válido", explica Júlio Cesar Felipe, CEO da Caixa Seguradora Odonto.

Felipe ainda destaca que o demitido precisa ter, pelo menos, colaborado com o pagamento por 18 meses para ter o direito de continuar no plano por no mínimo seis meses e o tempo máximo de dois anos, de acordo com o tempo de contribuição. "Também é necessário que a demissão não seja por justa causa ou voluntária".

De acordo com o CEO da Caixa Seguradora Odonto, o benefício é garantido apenas durante o período que o indivíduo estiver desempregado, portanto, ao ser contratado em uma nova empresa, o direito de permanecer no plano do antigo empregador é extinto. "Vale ressaltar que é de responsabilidade da empresa informar ao funcionário que ele tem a opção de ficar no plano odontológico em um prazo de 30 dias, contados a partir da data do comunicado de aviso prévio".

O CEO da Caixa Seguradora Odonto destaca que até para o ex-funcionário que bancava apenas parte do custo do benefício, a permanência é vantajosa, pois ele pode seguir usufruindo o serviço. "Caso adquirisse um novo plano odontológico, existiria a necessidade do cumprimento da carência. Então, vale continuar com o plano mesmo pagando a mensalidade de forma integral", pontua.

O direito de permanência nos planos de saúde e odontológico empresariais depois da demissão é garantido pelo artigo 30 e 31 da lei nº 9.656, de 1998, que foi regulamentado pela Resolução Normativa nº 279, de 2011, da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

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Ministério da Justiça recebe comitiva carioca e planeja combate a roubo de cargas

O Ministério da Justiça informou ao deputado federal Hugo Leal (PSB-RJ), coordenador da bancada do Rio, e a uma comitiva de deputados estaduais e empresários do Rio que foram discutir o aumento do caso de roubo de cargas no estado, que a Secretaria Nacional de Segurança Pública prepara um "plano de ação" para a segurança do Rio que está sendo discutida com autoridades do estado. "Qualquer plano de ação para o estado é bem vindo, mas o Rio precisa com urgência da retomada da Operação Rota Segura, da PRF, para combater a verdadeira epidemia de ataques a roubos de cargas", afirmou o parlamentar.

A comitiva do Rio foi recebida pelo ministro Osmar Serraglio e pelo secretário-executivo do ministério, José Levi Mello do Amaral Júnior. A grande preocupação dos parlamentares e empresários é com o aumento do roubo de cargas, após o fim da Operação Rota Segura após o Carnaval: em fevereiro, o Rio teve 452 ataques a veículos de carga (27,2% a menos do que no ano anterior); no mês seguinte, sem a PRF, foram 780 roubos de carga, um aumento de 73% em relação a fevereiro de 2017 e de 22,5% em relação a março de 2016. "A PRF no Rio tem o conhecimento, a expertise e a tecnologia para combater o roubo de cargas e deter o crime. Mas não tem efetivo. Por

isso, queremos a volta da Rota Segurança, com a vinda de agentes de outros estados ou pagamento de extras para os próprios agentes federais do Rio", explicou Hugo Leal.

O deputado federal informou ainda que fez uma indicação legislativa propondo a criação, no âmbito do Ministério da Justiça e da Segurança Pública, o Programa para Apoio a Situações Locais Emergenciais (Pasle), a fim de auxiliar os órgãos de segurança pública estaduais na prevenção e repressão de delitos específicos, a partir da destinação de recursos para pagamento, por prazo determinado, de uma Gratificação de Reforço de Efetivo Temporário (Gret), com a finalidade de ampliar o efetivo policial. "Esse programa poderia, inclusive, financiar o combate ao roubo de cargas no Rio", exemplificou o coordenador da bancada do Rio.

Também estiveram presentes ao encontro o prefeito de São José do Vale do Rio Preto, Gilberto Esteves, que relatou os problemas dos avicultores da região com os ataques aos caminhões, e os deputados estaduais Martha Rocha (PDT), Zaqueu Teixeira (PT) - ambos policiais civis -, Carlos Osório (PSDB) e Flávio Bolsonaro (PSC) que levaram ao ministro sugestões sobre prevenção e combate ao roubo de cargas reunidas em audiência pública na Assembleia Legislativa do Rio. Os representantes dos empresários informaram que as transportadoras preparam uma manifestação de protesto contra o aumento no roubo de cargas. Os parlamentares também levaram ao Ministério da Justiça reportagens de veículos de comunicação do Rio mostrando a ligação entre os ataques aos veículos de cargas e as quadrilhas do tráfico de drogas.

Para Hugo Leal e os outros parlamentares, os 300 homens da Força Nacional enviados ao Rio são insuficientes para o combate ao crime. "O narcotráfico está usando os roubos de carga para financiar o seu negócio principal e provocou essa escalada nos ataques aos veículos desde a metade do ano passado que só foi contida com a Operação Rota Segura, da PRF, e a Operação Asfixia, que envolveu também a Força Nacional e as polícias estaduais do Rio. Vamos esperar que esse plano de ação contemple essa prioridade necessária", afirmou o deputado, coordenador do Fórum Permanente de Combate e Prevenção ao Roubo de Carga no Rio.

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DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL

CCS-RJ promove encontro com diretor da Mapfre

O diretor territorial da Mapfre Seguros, Marco Antonio Ferreira, será o convidado para o almoço do mês de maio do Clube dos Corretores de Seguros do Rio de Janeiro (CCS-RJ). O encontro acontece no próximo dia 18, quinta-feira, no Centro da cidade, a partir das 12h30.

Como estabelecido em uma das estratégias adotadas este ano pela entidade, a diretoria já está reunindo as dúvidas dos corretores associados para enviar ao executivo antes do evento. A ideia é tornar ainda mais produtivos os debates com os representantes das seguradoras convidados.

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Aula magna - No último dia 15 de maio, no auditório da Escola Nacional de Seguros em São Paulo, o presidente da Academia Nacional de Seguros e Previdência (ANSP), João Marcelo dos Santos, conduziu a aula magna para a 2ª Turma de MBA Gestão de Riscos e Seguros da Escola Nacional de Seguros. Na ocasião, o Presidente apresentou a evolução da gestão de riscos e sua importância para a legislação securitária e empresas no geral.

"Excelente apresentação da evolução do marco regulatório relativo à gestão dos riscos. Agradeço a João Marcelo e aos diretores da ANSP por terem nos honrado com as suas presenças", disse Sérgio Hoeflich, acadêmico da ANSP e coordenador do MBA de Gestão de Riscos e Seguro.

A palestra contou com a presença do vice-presidente operacional da ANSP, Fernando Simões, Vice-Presidente acadêmico Sergio Nobre e dos diretores da Academia Rafael Ribeiro do Valle, Rogério Vergara e do acadêmico Marcos Lúcio de Moura e Souza. O Vice-Presidente acadêmico, os diretores e o acadêmico ministram matérias específicas no MBA.

O curso é indicado para profissionais que atuam com administração de riscos, sejam contratantes ou ofertantes de serviços correlatos aos seguros nas diversas atividades industriais, comerciais e de serviços; empresários, gerentes e técnicos de empresas seguradoras, corretoras de seguros, reguladoras e de outras empresas que fazem parte da cadeia produtiva do seguro.

"É sempre muito bom participar de iniciativas e parcerias com a Escola Nacional de Seguros. O MBA em Gestão de Riscos é, inclusive, muito interessante, pois vários professores são acadêmicos da ANSP, o que nos honra muito. E falar sobre gestão de riscos é hoje uma imposição da realidade, da sociedade e do mercado de seguros", afirma o presidente da ANSP.

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Semana da Enfermagem - Os profissionais de enfermagem - enfermeiros, técnicos, auxiliares e obstetrizes - são fundamentais para a garantia de uma assistência segura e de qualidade nos serviços de saúde. Eles estão 24 horas por dia ao lado dos pacientes e em todas as fases, desde o nascimento, até os últimos dias de vida. A Semana da Enfermagem, promovida entre 9 e 30 de maio, pelo Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren-SP) trará atos públicos e debates que evidenciarão a importância da categoria.

A Universidade do Vale do Paraíba (Univap), em São José dos Campos (Avenida Shishima Hifumi, 2.911), será palco de ações da Semana da Enfermagem em 17 e 18 de maio. No primeiro dia, a partir das 18h, palestras abordarão temas sobre as práticas profissionais e a construção de uma sociedade democrática. Ao término, haverá apresentação sobre a contribuição da universidade na formação de enfermeiros, recontando a trajetória dos 20 anos do curso na instituição.

Já no dia 18, o evento começa às 9h com uma apresentação de boas vindas com coral. A seguir, haverá conferências sobre as experiências da Santa Casa de São José dos Campos e do Centro de Reabilitação Lucy Montoro no que diz respeito à sistematização da assistência e o protagonismo da categoria para as transformações no panorama de atenção à saúde. Outra palestra tratará das práticas da enfermagem e seu impacto nos diversos cenários na região, como atendimento pré-hospitalar, hospitalar e saúde coletiva.

A segunda etapa terá oficinas temáticas, sob o mote "Novos Horizontes - Diálogos Entre a Formação e a Prática em Novas Áreas de Atuação em Enfermagem", com tópicos como estética, ambientes disbáricos, atuação em catástrofes, e ética e postura dentro das mídias digitais para profissionais de saúde. Os interessados devem realizar as inscrições antecipadamente para participar.

O mote oficial das comemorações em todo o Brasil é a Enfermagem na Linha de Frente Transformando o Cuidado. O estado de São Paulo seguirá esse tema, adotando a frase "Enfermagem Faz Parte da Vida", com atividades e palestras com grandes nomes da área. As atividades serão realizadas no interior, Grande São Paulo, litoral e capital.

A campanha destaca os momentos em que os profissionais de enfermagem participaram da vida das pessoas, durante o nascimento de um filho, por exemplo, durante uma cirurgia, ou em que um familiar querido esteve doente.

"A enfermagem é protagonista da assistência em saúde e está à frente do cuidar. Precisamos mostrar a nossa importância à sociedade, afinal, estamos presentes em todas as etapas do atendimento, do começo ao fim da vida das pessoas", ressalta Fabíola de Campos Braga Mattozinho, presidente do Coren-SP.

Informações e inscrições: http://portal.coren-sp.gov.br/semana-inscricoes.

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Hospitalar 2017 - No Centro Cirúrgico ou na UTI, os pacientes, em muitos casos, precisam de um ventilador mecânico para garantir trocas gasosas e, assim, manter níveis adequados de oxigênio e gás carbônico no sangue. O problema é que, apesar dos avanços tecnológicos expressivos, a ventilação mecânica ainda é causa de lesões ou reações pulmonares inflamatórias, o que acaba por elevar o tempo de permanência hospitalar e, em quadros mais graves, provocar a morte. Para modificar essa realidade, é urgente disseminar o uso da ventilação pulmonar protetora, e é isso que a multinacional de origem alemã Dräger pretende fazer na 24ª edição da Hospitalar - Feira Internacional de Produtos, Equipamentos, Serviços e Tecnologia para Hospitais, Laboratórios, Farmácias, Clínicas e Consultórios, a ser realizada entre 16 e 19 de maio, no Expo Center Norte, em São Paulo.

Segundo Renato Rocha, diretor-executivo nacional da Divisão Hospitais da Dräger Brasil, as equipes envolvidas no cuidado dos pacientes sob ventilação mecânica têm discutido cada vez mais a necessidade de uma ventilação protetora, por meio de ajuste de volume corrente mais baixo, níveis adequados de pressão positiva ao fim da inspiração e oferta adequada de oxigênio. E os equipamentos médico-hospitalares usados na sala cirúrgica ou à beira do leito devem ser capazes de não só permitir tudo isso, mas garantir uma monitorização precisa, oferecendo segurança para a equipe clínica e, principalmente, para o paciente. "É desse modo que os pulmões são protegidos nos momentos mais decisivos", sustenta o executivo. E adiciona: "A Dräger é líder em ventilação protetora e atua como consultora e fornecedora de soluções completas para o hospital."

Além da campanha em prol da ventilação protetora, a Dräger apresenta, em seu estande com mais de 150 metros quadrados, uma grande inovação: o foco Polaris 600. Controle intuitivo, opções de configuração versáteis e câmera HD integrada fazem do novo foco cirúrgico da Dräger um importante aliado no Centro Cirúrgico. Outros destaques são: o monitor Vista 120, que proporciona monitorização avançada com preço acessível; e o TOFscan, o único monitor de transmissão neuromuscular stand-alone registrado na Anvisa que permite, de forma fácil e precisa, a medição do relaxamento muscular do paciente durante o uso de bloqueadores neuromusculares. (Mais informações sobre os produtos abaixo.)

Para Renato Rocha, a Hospitalar é não somente vitrine de produtos, mas também termômetro do mercado. "Ocorrem lançamentos de aparelhos revolucionários e geram-se tendências. Os expositores têm a chance de fechar negócios significativos e estreitar relacionamento com clientes, fornecedores e parceiros, inclusive os mais distantes geograficamente", opina. E completa: "A feira é um indicador de como o setor está e deve se comportar ao longo do ano."

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SEGURO CIDADÃO

Crise faz brasileiro reduzir a prática de atividade física

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de pessoas que não praticam atividade física está crescendo em todo o mundo e o sedentarismo já é considerado o quarto maior fator de risco de mortalidade global. Estudos mostram que diversas doenças são atribuídas à falta de exercícios e que a prática regular de atividade física reduz substancialmente o risco de infarto, câncer de cólon, diabetes, pressão alta, entre outros. Outro fator que está associado à estas doenças é o estresse e a depressão, síndromes consideradas como o grande mal do século e que são agravadas em tempos de crise.

Segundo o IBGE, a recessão dos últimos dois anos fez o PIB do país diminuir 7,2% e aumentou a taxa de desemprego para mais de 12%. Estes fatores criam um cenário de incertezas que aumenta a carga de estresse e diminui a qualidade de vida das pessoas. Além destes impactos, a crise também afeta a rotina e a frequência de atividade física dos brasileiros, segundo um levantamento realizado pela Sodexo Benefícios e Incentivos, com 1.133 pessoas em todo o Brasil.

A pesquisa revelou que 48% dos entrevistados admitem que diminuíram a frequência de atividade física por conta da crise. Quando perguntado se a crise causou alguma adequação na rotina de exercícios, 64% afirmam que sim, sendo que a alteração mais mencionada (46% dos casos) é a prática de atividades em parques e na rua, antecipando a relevância do fator preço sobre esse comportamento. Para 12%, a adequação foi mudar de academia, para 14% foi alterar o plano e para 9% foi optar por algum programa esportivo gratuito.

Ajudando a entender as adequações, o levantamento relevou que preço é o fator que mais influencia na prática de atividade física (59% dos entrevistados), seguido pela disponibilidade de tempo (57%), motivação (33%), distância do local onde pratica (20%) e companhia de amigos (8%). Isso confirma a relação direta entre a crise e a alteração dos hábitos relacionados ao exercício físico.

Para as empresas, menos atividade física pode significar funcionários menos saudáveis e menos produtivos. Apesar disso, poucas empresas brasileiras adotam programas formais de incentivo: 82,3% dos respondentes informaram que suas empresas não oferecem programas de atividade física. Nesse sentido, há uma oportunidade para que empresas contribuam para melhorar a qualidade de vida de seus colaboradores também no quesito saúde e bem-estar.

"Infelizmente, o número de empresas que promove alguma ação para estimular a prática de atividade física é muito baixo. Mas talvez o nosso levantamento possa inspirar algumas organizações a mudar esse cenário e contribuir ativamente para minimizar os efeitos negativos da crise sobre essa questão. Há muitas formas de fazer isso, desde promover ações de conscientização, organizar grupos para práticas esportivas ou até mesmo oferecer benefícios relacionados à atividade física", comenta Fernando Cosenza, diretor de Sustentabilidade da Sodexo Benefícios e Incentivos no Brasil. "Incentivar a prática de atividade física gera resultados positivos, inclusive para os empregadores", conclui Cosenza.

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Atividade física - II - Entre setembro de 2014 e setembro de 2015, os jovens e adultos com 15 anos ou mais de idade que não praticavam qualquer tipo de esporte ou atividade física eram 122,9 milhões de pessoas, o equivalente a 76% da população de 161,8 milhões de brasileiros nesta faixa etária. Do total, 70,1 milhões eram mulheres, o equivalente a 83,1% da população feminina do país de 15 anos ou mais por ocasião da pesquisa.

Os dados fazem parte do estudo Pnad 2015: Prática de Esporte e Atividade Física, que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou hoje, no Rio de Janeiro, com dados extraídos a partir da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) daquele ano.

Os números revelam que, em 2015, no Brasil, 61,3 milhões de pessoas de 15 anos ou mais de idade - o equivalente a 37,9% do total de 161,8 milhões de pessoas nesta faixa etária - praticavam algum tipo de esporte ou atividade física, dos quais 53,9% eram homens e 46,1% mulheres.

O estudo constatou que a prática é mais frequente na faixa de idade entre 15 a 17 anos, onde mais de 50% dos entrevistados responderam ter praticado algum esporte ou atividade física no período de 365 dias de referência, enquanto na faixa etária de 60 anos ou mais este percentual era de mais de 27%.

A pesquisa decorre de convênio do Ministério do Esporte com o IBGE, que investigou a prática de esportes e atividades físicas por pessoas de 15 anos ou mais, identificando o tipo de esporte ou atividade física praticada, perfil dos praticantes, motivação, local de prática, frequência, duração, participação em competições e outros aspectos.

Também foram investigadas as pessoas que não realizaram esporte, identificando o motivo de não praticar e se tinham praticado anteriormente. "A quantidade de pessoas que não praticam e nunca praticaram qualquer tipo de esporte ou atividade física chamou bastante atenção: ela decorre da falta de tempo ou mesmo de interesse e tem maior ou menos influência de acordo com a idade.

Entre os jovens de 15 a 17 anos, por exemplo, é a falta de interesse que motiva o sedentarismo. Já entre as pessoas com mais idade têm como motivo maior a falta de tempo", disse o analista da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE, Leonardo Quaresma, em entrevista à Agência Brasil.

Outra constatação importante envolve o nível de escolaridade que apresentou relação inversa com a ausência de prática esportiva: entre as pessoas sem instrução, a proporção das que não praticaram algum esporte foi de 91%, caindo para 64,9% entre aquelas com nível superior completo.

Essa mesma relação foi observada ao se avaliar o rendimento mensal domiciliar per capita: entre as pessoas na classe sem rendimento a menos de meio salário mínimo, 78,7% não praticaram algum esporte, registrando-se, na Região Sul, o caso mais elevado (82,4%). Já entre as da classe de 5 salários mínimos ou mais, essa proporção caiu para 60,2%.

"Há uma identificação bem clara da influência do nível de escolaridade com a prática de esporte e ou de atividade física. Imagino que isso tem a ver com questões de escolaridade, renda e até mesmo cultural. A pratica de esporte é também uma coisa cultural e isto está presente, por exemplo, no futebol. É um lazer enraizado na população: jogar bola", admite Quesada.

Ainda do ponto de vista da escolaridade, o estudo comprovou que o percentual de pessoas praticantes de algum esporte ou atividade física foi crescendo conforme o grau de instrução, saindo dos 17,3% relativos às pessoas sem instrução, passando pelo percentual de 36,6% das que tinham ensino fundamental completo, pelos 43% que tinham ensino médio completo, até chegar aos 56,7% relativos aos com ensino superior completo.

Entre as 61,3 milhões de pessoas que em 2015 praticavam algum esporte ou atividade física, o equivalente a 37,9% da população na faixa de 15 anos ou mais de idade, o maior percentual de praticantes estava concentrado nas Regiões Sul e Centro-oeste, com 40,8% e 41,1% do total, respectivamente. Já os menores percentuais ficavam nas Regiões Nordeste (36,3%), Norte (36,6%) e Sudeste (37,5%).

Surpreendentemente, entre os estados, o que acusou o maior percentual de pessoas de 15 anos ou mais praticantes de esporte foi o Amazonas. Lá, 32,2% da população nesta faixa etária praticaram algum esporte. Já as menores taxas foram observadas no Rio de Janeiro (18,9%) e Alagoas (19%).

O Amazonas também se destaca quando a pesquisa avalia a pratica de esporte ou atividade física por sexo. Naquele estado, foram registradas participações de 42% dos homens (a maior taxa do Brasil) e 22,4% das mulheres como praticantes de esporte ou atividade física. No que diz respeito às mulheres, valores ainda mais expressivos ocorreram em Mato Grosso do Sul (23,3%), Mato Grosso (23,6%) e Santa Catarina (24,3%).

No chamado país do futebol, o futebol o esporte favorito e a principal modalidade esportiva para 15,3 milhões de pessoas que tinham por habito praticar alguma atividade esportiva ou física em 2015.

Segundo o levantamento, este número representou 39,3% dos 38,8 milhões de praticantes de algum esporte no país. Em segundo lugar, destacou-se a caminhada como modalidade mais citada, com 9,5 milhões de pessoas praticantes, o equivalente a 24,6% da população praticante de algum esporte.

Para o técnico do IBGE, Leonardo Quaresma, a pratica de esporte é também uma coisa cultural e isto está presente no futebol. "É um lazer enraizado na população jogar bola. A caminhada também é uma das atividades físicas mais praticadas, mas aí entra também a questão financeira. Ela é bem democrática, você coloca um par de tênis e caminha. É uma prática presente tanto entre os homens e as mulheres, embora mais entre as mulheres" ressaltou.

O futebol foi o preferidoe por homens, correspondendo a 94,5% dos praticantes dessa modalidade. Para os homens, vale destacar sua participação decrescente nas seguintes modalidades: ciclismo (75,2%); lutas e artes marciais (70%); e atletismo (64,5%).

Já entre as mulheres, os quatro esportes predominantemente praticados em ordem decrescente, foram a dança e o ballet (85%); ginástica rítmica e artística (80,5%); caminhada (65,5%) e fitness (academias de ginástica: 64,4%).

Outra constatação é a de que quanto mais jovem a população, maior a representatividade do futebol na prática de esporte. No grupo de 15 a 17 anos, a modalidade representou 64,5%, e, no grupo de 18 a 24 anos, 57,6%.

As frequências declinam a partir dessa faixa etária, sendo registrados 41,4% no grupo de 25 a 39 anos; 24,1% de 40 a 59 anos; e 4,9% entre as pessoas de 60 anos ou mais. Comportamento oposto foi observado relativamente à caminhada, que, para os mais jovens, representou 4,7% da prática da atividade, subindo até 59,6% para a população mais idosa.

Mesmo com distribuição geográfica bem diversificada, o futebol predominou e foi o esporte mais citado em todas as grandes regiões do país. Ainda assim, a Região Norte destacou-se por ter mais da metade de praticantes nessa modalidade (55,9%); seguida pelas Regiões Nordeste (48,8%); Sul (35,1%); Sudeste (33,3%); e Centro-oeste (32,9%),

Logo a seguir aparece a caminhada como modalidade mais citada, atingindo 9,5 milhões dentre as 24,6 milhões de pessoas praticantes de alguma atividade no Brasil. O menor percentual foi anotado na Região Norte (21,2%), e o maior, na Região Centro-oeste (29,2%).

Segundo o levantamento, 11,2 milhões de pessoas (28,9%) apontaram como principal motivo para a prática de algum esporte a necessidade de relaxar ou se divertir, sendo tal justificativa mais comum entre os homens (37,8%) do que entre as mulheres (13,5%).

O segundo principal motivo, apontado por 10,4 milhões de pessoas (ou 26,8%), foi melhorar a qualidade de vida ou o bem-estar, sendo invertida, neste caso, a distribuição entre os sexos: 20% entre os homens e 38,4% entre as mulheres.

Já a frequência da prática de esporte foi maior entre as mulheres com 32,7% em quatro vezes ou mais por semana, superando a participação dos homens (22,6%).

Com relação ao tempo, 43,4% das pessoas de 15 anos ou mais de idade dedicavam mais de uma hora do seu tempo livre a tal atividade; 40,4% faziam os exercícios no período de mais de 40 minutos a uma hora, e somente 2% faziam esporte por até 20 minutos.

Outra constatação: no Brasil, 5,7 milhões de pessoas participaram de alguma competição esportiva, o equivalente a 14,6% da população praticante de algum tipo de esporte. As mulheres registraram uma participação bem menos expressiva que os homens, tanto em termos absolutos (945 mil contra 4,7 milhões) quanto relativos (6,6% contra 19,2%).

A Pesquisa Suplementar Prática de Esporte e Atividade Física-Pnad 2015 constatou ainda que, para 118,6 milhões de brasileiros, o poder público deveria investir mais em atividades físicas ou esportivas, mas, por outro lado, 14,7% das pessoas envolvidas no estudo opinaram que o governo não deveria investir em tais atividades, enquanto 12% informaram não ter opinião.

Dentre os 118,6 milhões de pessoas que opinaram a favor do investimento público em atividades físicas ou esportivas, 108 milhões (91,1%) gostariam que o poder público priorizasse essas atividades para as pessoas em geral. Somente 9,5 milhões (8%) opinaram que tais atividades deveriam ser priorizadas para a formação de atletas.

Entre as 23,8 milhões de pessoas que disseram que não gostariam que o poder público investisse mais em atividades físicas ou esportivas, 57,8% defenderam que esses investimentos fossem direcionados para a área de saúde, 21,3% para a segurança pública e 16,5% para a educação.

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ENDOSSANDO

Nomeação de servidores - A ANS publicou no Diário Oficial da União (DOU) de 8 de maio a portaria com a nomeação dos 102 candidatos (66 técnicos administrativos e 36 técnicos em regulação) aprovados no concurso público vigente. Os servidores tomarão posse no dia 2.

As futuras convocações ocorrerão de acordo com as vacâncias e desistências dos candidatos aprovados neste concurso, respeitando o limite do anexo II do Decreto nº 6.944/09.