Se analistas não temem coronavírus, quem manda vender ações?

Siderúrgicas preocupam, mas frigoríficos devem se sair bem, dizem analistas.

Acredite se Puder / 19:06 - 30 de jan de 2020

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O medo do coronavírus voltou a influenciar os mercados de ações e, no Brasil, as ações das siderúrgicas tiveram as maiores baixas, maiores do que as de commodities e dos frigoríficos. Alias, esse setor parece não preocupar os analistas. Por exemplo, os do Bradesco BBI mantiveram a recomendação de desempenho acima da média para os papéis da JBS e BRF, mesmo após o avanço do surto da doença na China, pois acreditam nas declarações de executivos dessas empresas de que as exportações de carnes aumentarão para o país asiático, e os preços da proteína subirão no mercado brasileiro. O interessante é que ressaltam não assumir nenhum impacto do coronavírus na cobertura do setor. Por notar que, nesta semana, as cotações confirmaram os preços-alvo de R$ 37 para a JBS e de R$ 47 para a BRF.

 

Petrobras se desvincula de programa da B3

A Petrobras solicitou a desvinculação do Programa de Governança Corporativa das Estatais, da B3, do qual fez parte desde 2017, alegando que já se aperfeiçoou no assunto e obteve a nota máxima do governo. Ao mesmo tempo, informou que suas reservas provadas em 2019 atingiram 9,59 bilhões de barris de óleo equivalente, com uma ligeira redução em relação ao ano anterior, que foi de 9,60 bilhões de barris de óleo equivalente, devido aos desinvestimentos. Os analistas do Bradesco BBI consideram que a empresa continua a ter reservas saudáveis, embora tenha vendido vários ativos em 2019. Assim, baseados nos critérios da SEC, estimam que a vida das reservas está em 10,5 anos, em linha com a média da América Latina, e a taxa de substituição delas é de 106%, excluindo os desinvestimentos.

 

SEC investiga a Nike

Por causa das acusações de ter feito pagamentos ilícitos a jogadores do basquete universitário, a Nike está sendo investigada pela Securities and Exchange Commission. O caso foi divulgado durante o julgamento de Michael Avenatti, acusado de extorsão por ameaçar a empresa de revelar os gastos ilegais com as famílias desses jovens estudantes se, juntamente com outro advogado, não recebesse de US$ 15 milhões a US$ 25 milhões para realizar uma investigação interna. Ele também é acusado de fraudar seu cliente Gary Franklin, treinador de uma liga de basquete juvenil patrocinada pela companhia, e, além de ocultar a oferta de acordo, usou as acusações do técnico para obter riquezas. Avenatti se tornou conhecido por representar Stormy Daniels, atriz de cinema pornô em processos contra o presidente Donald Trump. Anteriormente, o Departamento de Justiça iniciou uma investigação sobre a Nike e a sua concorrente Adidas e já entregou as evidências à SEC.

 

Movimento em Guarulhos não impressionou

A Invepar divulgou apenas os dados operacionais, não os financeiros. A concessionária, que possui a metade das ações do Aeroporto de Guarulhos, informou que, no ano passado, o movimento aumentou de 42,2 milhões para 43 milhões de passageiros, mas o de cargas baixou 6,4%, caindo para 285,6 mil toneladas. E também houve redução de 0,7% no número de aeronaves que usaram o aeroporto, que foram apenas 292 mil.

 

Chineses querem mais soja e arroz

A chinesa Cofco pediu que todos seus processadores de soja e de arroz retomem a produção para aumentar a oferta em meio ao surto de coronavírus que tem atingido o país.

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