Sauditas trabalham rápido e petróleo cai mais de 6%

Especulação cede após notícias de que a produção não será tão afetada assim.

Acredite se Puder / 19:23 - 17 de set de 2019

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor

Para desespero de alguns articulistas brasileiros, que depois de fazerem prognósticos horríveis para o comportamento da economia brasileira, viram nesta terça-feira a força de recuperação da Arábia Saudita e as cotações dos barris de petróleo voltarem a cair. E os analistas dos bancos de investimento norte-americanos voltaram com a batida tese de que até o final deste ano os preços se situaram na faixa de US$ 100. A Saudi Aramco já recuperou 70% da produção perdida, segundo informou a agência Reuters, garantido que o restante será normalizado no espaço de duas a três semanas. E isso mudou o humor dos especuladores.

Em Londres, o Brent caiu 6,58% para US$ 64,48. O WTI, transacionado em Nova York, afundou 5,56% para US$ 59,40. As instalações da refinaria de Abqaiq foram rapidamente recuperadas e já estão sendo produzidos os 2 milhões de barris de petróleo cuja extração fora afetada. A estatal Saudi Aramco disse que até o final deste mês a produção volta aos níveis anteriores ao ataque, pois além da recuperação deverá colocar em atividade campos que estavam inativos. A refinaria de Abqaiq é a maior processadora de petróleo da Arábia Saudita, responsável por mais da metade da produção do país, superior a 5,7 milhões de barris.

 

Embromação faz ação da MRV subir 7%

As ações da MRV subiram mais de 7%, passando dos R$ 18, pois a empresa informou que a administração da companhia interrompeu a avaliação da proposta para ouvir os acionistas sobre medidas de governança, sugestões de práticas para assegurar alinhamento de interesses dos donos das companhias (engraçado, é o mesmo das duas), parâmetros sobre investimentos necessários para financiar plano de negócios da AHS, e as condições para potencial venda de fatia do atual dono da companhia norte-americana. Segundo a empresa, uma Assembleia Geral Extraordinária será realizada em 4 de outubro de 2019 para deliberação.

O investidor brasileiro é tão tolinho.

 

Multa de US$ 3,5 mi por taxas indevidas

Por cobrar indevidamente taxas de contas de clientes que estavam inativas e comissões excedentes por investimentos de corretores, Raymond James & Associates, Inc. e Raymond James Financial Services Advisors, Inc. concordaram em pagar multa de US$ 3 milhões.

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor