Satisfação do consumidor fecha junho em alta de 0,8pp

Medido pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), o Índice Nacional de Satisfação do Consumidor (INSC) fechou junho...

Conjuntura / 12:59 - 13 de jul de 2017

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Medido pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), o Índice Nacional de Satisfação do Consumidor (INSC) fechou junho em alta de 0,8pp, passando de 53,8% registrados em maio para 54,6%. No mês passado, o setor que apresentou a maior queda foi o de vestuário (-3,5pp, caindo de 81% para 77,5%). A razão apontada para esse desempenho foi o buzz gerado na internet pelos comentários sobre a situação política e econômica do Brasil feitos pelo CEO de uma das redes pesquisadas.

Na outra ponta, o segmento de bebidas registrou a maior variação positiva - de 3,3pp, passando de 83,4% em maio para 86,7% no mês passado. De acordo com o INSC, essa performance está relacionada ao lançamento do refrigerante de um dos players, que foi comentado positivamente pelos consumidores na internet.

Além de bebidas, as lojas de departamento tiveram alta de 2,5pp (passaram de 59,8% em maio para 62,3% no mês passado) em razão de uma grande promoção de móveis realizada por uma das empresas pesquisadas. O terceiro melhor desempenho de junho foi das companhias aéreas (+2,3pp, indo de 34,6% no quinto mês de 2017 para 36,9%), devido ao anúncio das novas rotas de um dos Depois de vestuário, as drogarias apresentaram a segunda maior baixa de junho (-2,9pp, caindo de 94,7% em maio para 91,8%), em razão de notícias e comentários sobre o envolvimento de funcionário de uma das redes em assalto. A terceira maior variação negativa no mês passado foi dos eletroeletrônicos (-1,8pp, passando de 73,8% em maio para 72%) devido à greve em uma das empresas pesquisadas motivada pela demissão de dirigentes sindicais.

Em junho, dos 23 setores pesquisados pelo INSC, apenas seis tiveram queda na satisfação - drogarias (-2,9pp), indústria automobilística (-0,5pp), eletroeletrônicos (-1,8pp), seguradoras (-0,1pp) e hospitais & laboratórios (-0,4pp), além de vestuário. Os demais segmentos registraram alta na avaliação, exceto gás, que permaneceu estável. Além de bebidas, foram os supermercados (+0,6pp), lojas de departamento (+2,5pp), indústria digital (+1,2pp), personal care (+1,5pp), indústria alimentícia (+2pp), bens de consumo (+0,8pp), bancos (+0,9pp), comunicações (+1,1pp), indústria farmacêutica (+0,9pp), convênios médicos (+1,6pp), aviação (+2,3pp)m transportes metropolitanos (+2,2pp), energia elétrica (+1,6pp), saneamento básico (+0,8pp) e construtoras (+0,5pp).

O INSC analisa mensalmente o que pensam os consumidores sobre produtos e serviços de 92 empresas de 23 setores da economia.

 

Ânimo para o terceiro trimestre apresenta queda em relação ao segundo

"Os resultados da intenção de compra para o terceiro trimestre de 2017 mostram que os efeitos do recrudescimento da crise política recente se fazem sentir também por meio das disposições de quem deseja comprar os principais bens de consumo". É o que aponta a Pesquisa Trimestral de Intenção de Compra do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (Ibevar) - Programa de Administração de Varejo (Provar). De fato, o indicador construído com base nas declarações referentes às intenções de compra mostrou que, embora o percentual das pessoas que pretendem comprar nos próximos três meses do ano (38,6%) seja ligeiramente maior do que o registrado no mesmo período de 2016 (37,0%), agora, situa-se abaixo do apresentado no segundo trimestre de 2017 (40,0%).

- O novo número, um pouco melhor do observado no terceiro trimestre do ano passado indica que as condições para as compras estavam, aparentemente, melhorando. Mas, tal tendência foi invertida - abaixo do trimestre imediatamente anterior - certamente em razão das incertezas provenientes do quadro político - explica o presidente do Conselho do Ibevar-Provar, professor Claudio Felisoni de Angelo.

A condição mais favorável comparando os terceiros trimestres desse ano e de 2016 está relacionada a um conjunto de fatores que favorecem as disposições de compra e as compras propriamente ditas. O recuo dos preços e a redução das taxas de juros na ponta explicam essa evolução.

- Examinando o orçamento das famílias, observa-se que, no segundo trimestre de 2016, sobrava, depois de computadas todas as despesas, 6% e, agora, sobra um pouco mais: 7%. Entretanto, dado o que se espera para as compras, ou seja, queda, conclui-se que essa sobra será mantida como reserva para amenizar a volatilidade do atual cenário político - afirma o diretor de Pesquisas do Provar, professor Nuno Fouto.

Tais conclusões sugerem que a esperada recuperação tímida das vendas do varejo em 2017, considerando as condições presentes, seja vista com mais cautela.

- Nos primeiros meses de 2017, observou-se um pequeno crescimento, com tendência de estabilidade. Agora, diante do que vem acontecendo, aumenta, e muito, a probabilidade de haver uma redução das vendas reais em 2017 em relação a 2016 - finaliza Claudio de Angelo.

 

Paulista vê melhora na economia em junho; mineiro, perspectiva positiva para o semestre O consumidor paulista viu uma melhora na economia de sua região na passagem de maio para junho de acordo com o Índice de Confiança de São Paulo (IC-SP), da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

Segundo a pesquisa - realizada pelo Instituto Ipsos entre os dias 1º e 13 de junho -, 27% dos paulistas acreditavam que a economia local estava mais forte em junho em relação ao mês anterior. Isso representa uma melhora de cinco pontos percentuais (em maio a parcela era de 22%).

- É um sinal de que a recessão está perdendo intensidade. Alguns fatores que favoreceram o cenário econômico no estado são a queda da inflação, a subida do salário real, o corte da taxa básica de juros, a supersafra agrícola, o crescimento da exportação de veículos e os recursos do FGTS - analisa Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp).

O IC-SP também informa que em junho 49% dos paulistas consideravam a economia local muita fraca, uma queda de quatro pontos percentuais ante maio (53%).

Em uma análise geral, a confiança do consumidor paulista ficou estável em patamar baixo em junho (62 pontos) sobre maio (64). Tanto o IC-SP quanto o INC variam entre zero e 200 pontos; o intervalo de zero a 100 é o campo do pessimismo e, de 100 a 200, o do otimismo. A margem de erro é de três pontos.

O Índice de Confiança de SP traz outro dado positivo: os paulistas conheciam em média 6,26 pessoas que estavam sem emprego em junho. Em maio, essa média era maior (7,53 pessoas).

Mas quando se trata de perda de emprego no futuro, o consumidor se mostrou mais pessimista. Em junho, 55% dos entrevistados consideravam essa possibilidade muito grande ou pouco grande nos próximos seis meses, uma alta de 12 pontos percentuais frente a maio (43%). Na mesma linha, os paulistas que consideraram a chance de perder o emprego muito pequena ou pouco pequena caiu de maio (17%) para junho (12%).

- A perspectiva de melhora que vinha se erguendo com relação ao emprego futuro desmoronou com os últimos episódios na área política. Diante disso, o consumidor e o comércio paulistas estão mais cautelosos. O primeiro prioriza compras de menor valor. Já o segundo faz promoções para não afetar o movimento - conclui.

O Índice de Confiança de São Paulo é elaborado pelo Instituto Ipsos a partir de entrevistas pessoais e domiciliares, com base em amostra probabilística e representativa da população de áreas urbanas de acordo com dados oficiais do IBGE (Censo 2010 e PNAD 2014). Trata-se de uma medida da extensão de confiança e segurança da população quanto à sua situação financeira ao longo do tempo. Além de indicar a percepção da população quanto à economia, o índice visa a prever o comportamento do consumidor no mercado.

Já em Minas, levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do estado (Fecomércio-MG) mostra que o segundo semestre será melhor que o primeiro para o comércio varejista. É o que estimam os empresários de Belo Horizonte que participaram da pesquisa Expectativa de Vendas, realizada pela área de Estudos Econômicos da entidade. Para a maioria (70,4%), haverá uma expansão dos negócios, principalmente em função de três datas comemorativas: Natal, Dia dos Pais e Dia das Crianças. Eventos como Black Friday e Cyber Monday, que vêm ganhando força e impactam muito o comércio eletrônico, também contribuem para a percepção positiva.

O presidente do Sistema Fecomércio-MG, Sesc e Senac, Lázaro Luiz Gonzaga, observa que, tradicionalmente, os últimos seis meses do ano são mais aquecidos, com intensificação da atividade econômica e injeção de renda no mercado, devido às vagas de emprego temporário e o pagamento do 13º salário.

- Nesse período, o empresariado percebe um cenário econômico melhor, especialmente no varejo, que trabalha diretamente com o consumidor. Por isso, há mais confiança em uma retomada das vendas.

De acordo com o economista da Federação, Guilherme Almeida, o país também teve um primeiro semestre mais favorável em termos macroeconômicos.

- Houve queda da inflação e dos juros nominais, e os indicadores de emprego começaram a responder aos estímulos. Espera-se uma continuidade desse movimento nos próximos meses, além de períodos pontuais de incremento das vendas, a exemplo da celebração do Natal.

Conforme o estudo da entidade, 46% dos entrevistados estão otimistas/esperançosos em relação ao novo cenário; 18,6% confiam no histórico de que o segundo semestre é naturalmente melhor; e 9,1% apostam na força das datas comemorativas.

Por outro lado, na avaliação dos empresários, a crise econômica é o principal fator que poderia atrapalhar bons negócios (53,4%), seguida pelas incertezas políticas (21,4%). Outros problemas seriam a cautela do consumidor (13,7%) e a inadimplência (11,2%). Para combater eventuais dificuldades, são necessárias estratégias como promoções e liquidações, que serão adotadas por 48,2% das lojas para atrair os compradores, além de ações de mídia/propaganda (15,3%) e a diversificação do mix de produtos (9,5%). Ainda há preocupação para oferecer um atendimento diferenciado em 9,3% dos casos.

Um bom resultado no segundo semestre contribuirá para minimizar o desempenho dos primeiros seis meses do ano, considerado insatisfatório. No levantamento da Fecomércio-MG, 61,9% dos entrevistados afirmaram que tiveram resultados piores de janeiro a junho, na comparação com o mesmo período do ano passado. Em relação ao semestre imediatamente anterior, esse índice foi de 54,9%.

 

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