Saúde: hospitais são reprovados por 39%; planos de saúde, por 18%

Conjuntura / 13 Novembro 2017

A situação da saúde no país está piorando. Essa constatação é de uma pesquisa realizada pelo instituto DataPoder360, a pedido da Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma).

Apesar das diversas tentativas em curso para melhorar as condições da saúde no país, apenas 7% dos brasileiros enxergam melhorias, enquanto 68% consideram que ela esteja piorando. Para o futuro, as expectativas estão bem divididas: 32% acreditam em melhorias, enquanto o mesmo percentual espera a manutenção do quadro negativo.

A pesquisa foi realizada com questionários aplicados por telefone, entre os dias 17 e 20 de outubro, com 4.133 moradores de 178 diferentes municípios espalhados pelo Brasil. A idade dos respondentes era igual ou superior a 16 anos.

Os hospitais lideram as críticas negativas, com 39% das reprovações. Já os planos de saúde ficam com 18%. Os médicos, em contrapartida, se destacam por serem bem avaliados. Eles alcançaram 39% de aprovação dos brasileiros. Coube às farmácias 29% das avaliações positivas.

Segundo o estudo, 64% dos brasileiros acham que o preço dos medicamentos é composto sobretudo pelos impostos cobrados pelo governo

A questão dos tributos se torna ainda mais grave quando observamos que a maioria dos brasileiros (53%) diz arcar sozinha com o custo de seus medicamentos. Mais da metade dos respondentes (55%) disse já ter deixado de comprar algum tratamento por falta de dinheiro. E uma parcela dos brasileiros (23%) diz adquirir medicamentos por meio de algum programa ou (6%) do Farmácia Popular.

Ainda de acordo com a pesquisa, no geral, 63% dos brasileiros dizem que prefeririam medicamentos de referência, caso esses e os genéricos tenham o mesmo preço. Nessas condições, só 11% consumiriam os genéricos. A decisão para optar entre um medicamento de referência ou genérico é basicamente o preço. Para 54%, esse é o fator preponderante. Em seguida, 34% falam que a qualidade deva ser considerada.

Embora os médicos sejam a fonte prioritária de informações para medicamentos em 54% dos respondentes, mais da metade da população confia nas informações encontradas pela internet. Cerca de 10% confiam nas orientações de parentes, na hora da compra, e 7% seguem as recomendações dos farmacêuticos.

 

Senado pode votar na terça mais dinheiro para o setor

Mesmo com o feriado nacional na quarta-feira, o Senado mantém na agenda de votações em Plenário uma série de projetos, entre eles o que destina ao Fundo Nacional de Saúde (FNS) o dinheiro arrecadado com impostos sobre medicamentos e derivados de tabaco. A sessão está marcada para esta terça-feira, às 11h.

De acordo com o PLS 147/2015, os recursos vão cobrir os gastos com ações e serviços públicos de saúde. Pelo projeto, ficaria vinculada ao FNS a arrecadação de quatro tributos: Imposto de Importação (II), Imposto de Exportação (IE), Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e Imposto sobre a Renda de Pessoas Jurídicas (IRPJ).

Os senadores podem votar ainda o projeto que prevê a venda fracionada de medicamentos veterinários em clínicas e pet shops. O PLC 59/2017 prevê que a venda fracionada seja efetuada sob responsabilidade de profissional habilitado para atender à prescrição. Os medicamentos têm que ser vendidos em frações individualizadas, sem o rompimento da embalagem original, que deve conter os dados de identificação. Estabelecimentos que tenham autorização para comercializar medicamentos de uso veterinário poderão fracioná-los, desde que sejam garantidas as características do produto original.

O texto original do projeto prevê ainda que fabricantes dos remédios destinem 60% da produção a embalagens para venda fracionada. Mas a relatora na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), senadora Lídice da Mata (PSB-BA), rejeitou esse ponto por considerá-lo uma "intervenção econômica inoportuna".

 

Com informações da Agência Senado