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Russos já admitem que petróleo pode cair para US$ 30

Evolução do preço do barril depende da manutenção dos cortes na produção, a ser debatida mês que vem.

Acredite se Puder / 19:04 - 10 de Jun de 2019

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Alexander Novak, ministro russo da Energia, alertou nesta segunda-feira que ninguém deve excluir a possibilidade de a cotação do petróleo baixar para os US$ 30 por barril, caso não seja prolongado o prazo do acordo que limita a produção dos países que exportam petróleo, pois existem grandes riscos de haver excesso de oferta no mercado. Porém, garantiu que a Rússia vai monitorar de perto a evolução do mercado para tomar uma decisão equilibrada em julho, quando será realizada a reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), na qual será decidido se haverá a manutenção dos cortes de produção que atualmente estão em vigor.

Na semana passada, Vladimir Putin admitiu a discordância com a Opep sobre o preço justo do barril de petróleo. A Arábia Saudita quer a cotação acima dos US$ 70, enquanto os russos se contentam se ela estiver acima dos US$ 60. Pelos analistas, o mercado de petróleo entrou no “bear market”. Em Nova Iorque, o WTC teve valorização de 0,24% e voltou para os US$ 54,12, enquanto o Brent, negociado em Londres, perdeu 0,09% e baixou para os US$ 63,23.

 

Trump provoca alívio e depois intranquilidade

Depois de Donald Trump ter anunciado no final de semana a suspensão das tarifas alfandegárias sobre produtos importados do México, que ia vigorar a partir desta segunda-feira, as bolsas mundiais registaram altas generalizadas. O acordo prevê que o México ponha em prática medidas sem precedentes para travar na sua fronteira, os fluxos migratórios de centro-americanos que chegam aos Estados Unidos. Mas o cenário de tréguas durou pouco, pois Trump voltou a ameaçar que as tarifas serão aplicadas caso as medidas de contenção do fluxo migratório não sejam aprovadas no Parlamento mexicano dentro de pouco tempo.

 

XP recomenda ações da Suzano

Ações da Suzano sofreram desvalorização superior a 21% e perderam quase 5% em junho. Segundo a XP Research, ainda deverão registrar novas baixas em curto prazo, por causa da queda nos preços no mercado chinês; e mantém a recomendação de compra, mas com preço-alvo de R$ 40.

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