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Roubo de cargas alimenta mercado informal

Fecomercio vê relação com queda no emprego com carteira O número de roubo de cargas apresenta picos nos meses de...

Conjuntura / 20 Outubro 2018

Fecomercio vê relação com queda no emprego com carteira

O número de roubo de cargas apresenta picos nos meses de dezembro, tendo mais que dobrado nos últimos anos. As mercadorias e produtos roubados costumam ser revendidos de forma irregular no mercado informal, mostra levantamento feito pela Federação do Comércio do Estado do Rio (Fecomércio RJ).
O roubo de carga mostra crescimento nos últimos anos, passando de 36 por 100 mil habitantes, em 2014, para 63 por 100 mil em 2017, maior número da série histórica de dez anos. Em 2010, foi observado o menor índice: 16 roubos de carga por 100 mil habitantes.
O economista-chefe da Fecomércio RJ, João Gomes, disse à Agência Brasil que a informalidade cresceu bastante no estado, em especial na região metropolitana, a partir de 2014, quando teve início a crise econômica no país. Na capital fluminense, os números evoluíram a partir de 2016, com a realização dos Jogos Olímpicos.
O roubo a estabelecimentos comerciais atingiu o pico de 47 por 100 mil habitantes, em 2014. Depois, caiu, pois houve investimento em segurança por parte do comércio. Em 2017, foram registra-dos 39 roubos por 100 mil habitantes a estabelecimentos comerciais. Gomes lembrou que, no ano passado, foram investidos pelos estabelecimentos do comércio em torno de R$ 10 bilhões na área de segurança.
A Fecomércio vê relação entre os elevados índices de roubo de carga e a estabelecimentos comerciais com a informalidade no mercado de trabalho.
“Tem roubo de carga, tem pirataria, tem ilegalidade, tem pessoas com renda não estável dentro do mercado formal. Tudo isso é um cenário bastante favorável para questões ilícitas. Você tem roubo de carga de alimentos, a parte de produtos duráveis. Isso tudo prejudica as vendas do comércio, que precisa também gastar recursos com segurança”, informou João Gomes.