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Roubini prevê que a crise financeira será em 2020

Acredite se puder / 12 Setembro 2018

Os economistas Nouriel Roubini e Brunello Rosa, cofundadores da consultora Rosa & Roubini Associates, fizeram previsões bastante sombrias em artigo publicado no Financial Times, no qual preveem uma nova crise financeira e recessão global que deverão acontecer em 2020. E apostam nesse ano, pois acreditam que a expansão global continuará em 2018 e 2019, pois os EUA continuarão a apresentar grandes déficits orçamentais; a China prosseguirá nas políticas de estímulo; e a Europa se manterá com os planos de recuperação.

Eles começam a análise lembrando que os atuais estímulos econômicos nos Estados Unidos terminarão em 2020 e como admite-se problema orçamentário, a falta de novo impulso baixará o ritmo de crescimento do país para menos de 2%. Paralelamente, o Federal Reserve (Fed) terá de continuar a aumentar os juros, que deverão se situar em 3,5% no início de 2020.

Roubini e Rosa falam sobre as tensões comerciais dos EUA com a China, Europa e os seus parceiros do Nafta (México e Canadá) e dizem que enxergam sintomas de rivalidade mais profunda do que aparentam e acham que é para determinar a liderança global nas tecnologias do futuro. Os dois economistas chamam atenção para as consequências de outras políticas norte-americanas que provocarão o enfraquecimento da expansão econômica e a alta dos preços no consumidor. Também criarão problemas o controle sobre o investimento estrangeiro direto e sobre a transferência de tecnologias, que perturbam as cadeias de abastecimento. Outro ponto, são as restrições à migração numa altura em que a população está envelhecer.

No resto do mundo, as economias ficarão debilitadas por outras razões. A China será lenta para tratar do excesso da produção e do endividamento excessivo, ao passo que, nos mercados emergentes, muitos já estão bem frágeis e serão mais afetados pela valorização do dólar e pela redução dos preços das matérias-primas, consequência de uma China menos vibrante.