Ronnie Lessa e Élcio Queiroz depõem hoje sobre morte de Marielle

Os dois estão presos na penitenciária federal de Mossoró (RN) e vão falar por videoconferência.

Rio de Janeiro / 15:34 - 7 de jun de 2019

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O sargento reformado da Polícia Militar Ronnie Lessa e o ex-policial militar, expulso da corporação, Élcio Vieira de Queiroz vão prestar o primeiro depoimento à Justiça no processo que apura as mortes da vereadora Marielle Franco (PSoL-RJ) e do motorista Anderson Gomes.

Ronnie é apontado como autor dos disparos e Élcio como o condutor do veículo usado na execução. A Polícia Civil ainda investiga quem são os mandantes do crime.

Ronnie e Élcio estão presos na penitenciária federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, e vão falar por videoconferência, em audiência marcada para a tarde desta sexta-feira (7), na Quarta Vara Criminal do Rio de Janeiro.

A sessão será fechada ao público porque o processo corre em segredo de Justiça.

Já nessa quinta-feira (6), a prisão preventiva de Alexandre Mota, amigo de infância de Ronnie Lessa, foi revogada.

Alexandre foi preso depois que a Polícia Civil encontrou na casa dele 117 fuzis. As armas, todas novas, estavam desmontadas e as peças estavam guardadas em caixas, com exceção dos canos, que não foram encontrados.

A decisão que concedeu a liberdade provisória para Alexandre foi tomada pela juiza Alessandra Bilac, da Quadragésima Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio, na primeira audiência do julgamento em que Ronnie e Alexandre são réus por posse ilegal de arma de fogo.

A audiência, também realizada por videoconferência, durou quase sete horas, sendo que Alexandre foi interrogado no Fórum Central do Rio, enquanto Ronnie Lessa acompanhou tudo de uma sala do presídio federal de Mossoró.

A magistrada acolheu o parecer favorável do Ministério Público, após ouvir as informações prestadas pelos policiais que participaram da prisão e o depoimento dos réus.

Os policiais contaram que Alexandre apontou o local onde as caixas lacradas estavam guardadas e que ele demonstrou surpresa e desespero com o que havia dentro delas.

Alexandre alegou que guardou as caixas a pedido de Ronnie, sem saber o que tinha dentro e com ordem para não abri-las.

Já o PM reformado negou as acusações e afirmou que as peças encontradas na casa de Alexandre eram de armas airsoft – equipamentos de pressão usados para jogos de simulação de confrontos armados.

Ronnie confirmou que as caixas estavam lacradas e que Alexandre não sabia o que tinha nelas.

 

Agência Brasil

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