Riscos político-institucionais para os países do Mercosul

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Internacional / 14:14 - 12 de mai de 2017

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Montevidéu – Em termos conceituais, o principal risco que enfrentarão os países-membros do Mercosul situa-se no setor de investimentos, especificamente, os externos, originários de riscos políticos, na medida em que estes concentram uma série de variáveis de diversas áreas, como a social, política, econômica, religiosa e outras, todas de destacada importância.

Os fatos de maior gravidade são os relacionados com processos de nacionalizações e desapropriações, mudanças de normas que regem os investimentos diretos, as transferências financeiras e comerciais ao exterior e as insurgências sociais.

Há também problemas econômicos

e sociais para enfrentar

A propósito, considera-se atualmente que a probabilidade de riscos políticos nos países-membros do Mercosul são baixas com referência ao risco de transferência financeira, investimentos estrangeiros diretos e, exportações aos países-membros do Mercosul. Já a probabilidade de geração de alterações sociais de considerável vulto dependerá de consenso e credibilidade nas ações dos governos de países-membros do Mercosul.

Com relação aos riscos econômicos, estes são dois dos principais aspectos que determinam a percepção de riscos dos países-membros do Mercosul. O primeiro refere-se à possibilidade de um país-membro não poder atender os serviços de sua dívida externa, e o segundo refere-se à estabilidade e o crescimento econômico sustentáveis a longo prazo.

Ainda, no primeiro, o risco de um país-membro não possa enfrentar seus compromissos de serviço externo deverá ser situado dentro de um conceito bem mais amplo: a disponibilidade de divisas do país. Com a negociação de sua dívida pública externa com o Clube de Paris e os bancos internacionais, sua capacidade de receber novos créditos do exterior aumenta relativamente.

Contudo, é necessário considerar que a pressão da dívida sobre o setor de exportação “já estabilizou-se a um nível muito alto”, segundo avaliação do Fundo Monetário Internacional (FMI), mas é rigorosamente necessário evitar-se o sobre-endividamento externo, principalmente, se considerar que os serviços da dívida além de já serem elevados, deverão sofrer em breve novas majorações.

Considerando que, a maior parcela da dívida externa dos países-membros do Mercosul corresponde ao setor público, a solução não é aumentar a capacidade exportadora dos países-membros, mas é necessário gerar superavit fiscal suficiente para enfrentar maior pressão de resgate externo.

Para que estas duas condições serem cumpridas, é preciso incentivar o volume das exportações, reduzir o déficit comercial e, principalmente, manter a disciplina. Entretanto, questiona-se até que ponto tudo isso é factível considerando a deterioração do tipo de câmbio real, além de alguns fatores monetários e creditícios.

 

Sustentável a longo prazo

 

Sobre a questão de estabilidade e crescimento a longo prazo, existe o consenso relativo às taxas de crescimento registradas em décadas anteriores: não eram sustentáveis a longo prazo, por causa dos problemas que geravam sobre o setor externo.

Segundo esta premissa, a desaceleração da economia dos países-membros do Mercosul em décadas recentes, antes de terem sido um problema em si só, foram uma solução, embora, incompleta, e a situação deteriorou o tipo de câmbio real, a abundância de moeda estrangeira, gastos fiscais excessivos durante vários anos, além de falta de controle.

Tanto o aspecto social, quanto a da segurança interna dos países-membros do Mercosul não proporcionam melhorias merecedoras de elogios. A região, produtora de narcóticos por excelência, incentiva seu tráfico e favorece o crescimento dos índices de criminalidade, além de colocar em risco a segurança nacional dos países-membros afetando, negativamente, o sistema político-institucional dos países-membros devido ao seu alto poder de infiltração e corrupção sobre os vários poderes dos estados.

 

Luis Escobar

Correspondente da Latino-americana de Notícias.

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