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Riscos de quebra de mercado e de conflitos civis ameaçam economia de SP

Internacional / 09 Junho 2018

Estudo aponta capital paulista como a 2ª cidade mais vulnerável da América Latina

Riscos causados pelo homem como crimes cibernéticos, conflitos internacionais ou colapsos no mercado financeiro representam uma ameaça maior à produção econômica do que desastres naturais como furacões, enchentes, terremotos e vulcões, colocando um valor estimado de US$ 320,1 bilhões do PIB global em risco a cada ano em média, de acordo com o Lloyd's, especialista mundial no mercado de seguros e resseguros.
De acordo com o estudo Lloyd's City Risk Index, construído em colaboração com a Universidade de Cambridge, e que mede o impacto de 22 ameaças na produção econômica projetada de 279 cidades, São Paulo é a segunda cidade da América Latina mais ameaçada, com US$ 6,54 bilhões da sua produção econômica em risco por ano, atrás apenas da Cidade do México. O Rio de Janeiro, com US$ 2,72 bilhões por ano em risco, fica em quinto lugar, com Brasília em décimo (US$ 1,29 bilhão).
Entre as três principais ameaças que pairam sobre a capital paulista se encontram: quebra no mercado (US$ 2,98 bilhões; o segundo maior valor entre todas as cidades analisadas), conflitos civis (US$ 830 milhões) e o default soberano (US$ 820 milhões; também o segundo maior valor entre as cidades analisadas). Esta última ameaça também aparece com destaque nas outras cidades brasilei-ras, em parte devido ao cenário de saída de uma forte depressão, em conjunto com a indefinição política por conta das eleições presidenciais. Em comparação, capitais como Cidade do México e Lima (Peru) são mais afetadas por ameaças naturais, como tempestades tropicais e terremotos.